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#SetembroAmarelo + Sorteio [O último Adeus] | Meros Devaneios

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização da prevenção do suicídio. No Brasil, 32 pessoas tiram a própria vida POR DIA. Faça sua parte e evite que essa estatística aumente! Aproveitando o #SetembroAmarelo, quero compartilhar com vocês uma leitura que eu fiz no ano passado e que entrou pra minha lista de favoritos. Para isso, estou sorteando um exemplar de O último adeus, da Cynthia Hand.

Para participar basta preencher o formulário https://www.rafflecopter.com/rafl/dis… e esperar o resultado que sai no dia 30 de Setembro nas minhas redes sociais.

Regras:

1) Ser inscrito no canal

2) Ter endereço de entrega no Brasil O/a vencedor/a terá um prazo de 48h para responder o meu e-mail. Caso ela não responda no tempo determinado, um novo sorteio será realizado.

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Lançamentos-da-Netflix

[SC] Novidades Netflix Setembro 2017: Lista de estreias e previsões

Enfim chegamos no 9º mês do ano, e além de desejar boas vindas à Setembro, também desejamos que muitas estreias boas cheguem na Netlix. Confira aqui as Novidades Netflix Setembro 2017 e fique por dentro de todas as estreias do mês.

  1. A Cartada Final
  2. A House of Blocks

    Agents of a S.H.I.E.L.D. da Marvel 4ª temporada

    Alias JJ, la celebridad del mal

    All About Love
  3. Amor sem fronteiras
  4. Amor.com
  5. Aquarius Temporada 2
  6. Atividade Paranormal 4
  7. Bizaardvark
  8. Capitalismo – Uma História de Amor
  9. Cara Gente Branca 2ª temporada
  10. Chop Shop
  11. Coconut, o pequeno dragão
  12. Ela quer tudo
  13. Entrando numa fria
  14. Entrando numa fria maior ainda
  15. Era uma vez 6ª temporada
  16. Esperando pelo Super-Homem
  17. Feira das Vaidades
  18. FINAL FANTASY XIV Pai de Luz (série original)
  19. Gotham 3ª temporada
  20. Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Voltaram
  21. Grey’s Anatomy Temporada 13
  22. Hector e a Procura da Felicidade
  23. Jack e a Mecânica do Coração
  24. Jane the Virgin 2ª temporada
  25. Jimmy Neutron – O Menino Gênio
  26. Knock Knock
  27. LEGO Elves: Segredos de Elvendale (infantil original)
  28. Love Is Now
  29. Monitores do Barulho
  30. Narcos 3ª temporada (série original)
  31. Neve Negra
  32. Nicky e o Feitiço do Dragão
  33. No Estamos Solos
  34. O Franco-Atirador
  35. O Gato
  36. O Massacre da Serra Elétrica 2
  37. O Mistério de Candyman
  38. O Outro Irmão
  39. Oddbods
  40. Offline – Sem Bônus Nessa Vida
  41. Os Opostos se Atraem
  42. Outside Man 2ª temporada
  43. Papéis ao Vento
  44. Penalidade Máxima
  45. Pequeno Demônio (filme original)
  46. Pompeia
  47. Premonição 2
  48. Premonição 3
  49. Premonição
  50. Quantico 2ª temporada
  51. Quanto mais idiota melhor 2
  52. Robocar Poli Temporada 3
  53. Robocar Poli Temporada 4
  54. Surfar por uma Nova Vida (filme original)
  55. The B-Side: Elsa Dorfman’s Portrait Photography
  56. The Catch
  57. The Guardian Brothers
  58. The Wiggles
  59. Tip – O Rato
  60. Tracks
  61. Trapped
  62. Um Golpe à Italiana
  63. Um Novo Começo
  64. Uma Mente Brilhante
  65. Versailles
  66. Voley
  67. West Coast Customs Temporada 5
  68. Who the F**K is that Guy
  69. Yoohoo e Amigos
  70. Zulu

Previsões de Lançamentos Netflix em Setembro

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 2

  1. A Boy Name Flora A (7 eps.)
  2. Pokémon: A Série XYZ (24 eps.)
  3. Tip – O Rato (26 eps.)
  4. 360: A Vida é um Círculo Perfeito
  5. A Família Addams
  6. A família Addams 2
  7. A Filha do General
  8. A lenda do cavaleiro sem cabeça
  9. A lula e a baleia
  10. Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu
  11. Apertem os cintos, o piloto sumiu: 2ª parte
  12. As crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian
  13. As Torres gêmeas
  14. Atividade Paranormal 3
  15. Babel
  16. Bola no Asfalto
  17. Bravura Indômita
  18. Caçada Humana
  19. Cloverfield: Monstro
  20. Cowboys & Aliens
  21. Descalços no Parque
  22. Do Fundo do Mar
  23. Dreamgirls – Em busca de um sonho
  24. Eu te amo, cara
  25. G.I. Joe: A Origem De Cobra
  26. Grease 2 – Os Tempos da Brilhantina Voltaram
  27. Guerra dos mundos
  28. Jimmy Neutron – O Menino Gênio
  29. Jornada nas Estrelas – Generations
  30. Laços de ternura
  31. Lara Croft – Tomb Raider
  32. Linha do tempo
  33. Lunch Time Heroes
  34. Margot e o Casamento
  35. Minority Report – A Nova Lei
  36. Missão impossível
  37. Missão impossível 2
  38. Na teia da aranha
  39. O Afogamento
  40. O Âncora: A lenda de Ron Burgundy
  41. O Fantasma
  42. O homem que fazia chover
  43. O Pagamento
  44. O Último Mestre do Ar
  45. Os fantasmas contra atacam
  46. Os Intocáveis
  47. Risco duplo
  48. Rocco
  49. Sexta-Feira 13 – Parte VII: A Matança Continua
  50. Sob o domínio do mal
  51. Team America: Detonando o mundo
  52. The Last Shaman
  53. Trocando as bolas
  54. Trovão Tropical
  55. Tudo acontece em Elizabethtown
  56. Uma Verdade Inconveniente
  57. Vanilla Sky
  58. When Love Happens
  59. Homens com Missão (30 eps., 3 novos)
  60. Princesinha Sofia (86 eps., 12 novos)

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 3

  1. The Last Witch Hunter
  2. Whitney: Can I Be Me

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 4

  1. A Escolha Perfeita 2
  2. The Duplex
  3. Ted 2
  4. Twin Peaks: The Return
  5. Oggy and the Cockroaches
  6. Gbomo Gbomo Express
  7. Incorruptible
  8. Invasion 1897
  9. Abnormal Summit
  10. Chef & My Fridge
  11. Chelsea
  12. Gotham

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 5

  1. Até o Fundo
  2. Breaking Through
  3. Marc Maron: Too Real (stand-up original)
  4. NatureVision TV 3ª temporada
  5. O Grito: O Começo do Fim
  6. Out of Luck
  7. Homens com Missão

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 6

  1. Busca Sem Limites
  2. Kicking and Screaming
  3. O Atirador

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 7

Chesapeake Shores

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 8

  1. #realityhigh (filme original)
  2. Academia Greenhouse (infantil original)
  3. Apaches (série original)
  4. BoJack Horseman 4ª temporada (série original)
  5. Fabrizio Copano: Solo Pienso En Mi (stand-up original)
  6. Fire Chasers (série original)
  7. Nocturama
  8. Querida, Estiquei o Bebê
  9. Spirit – Cavalgando Livre 2ª temporada (série original)
  10. The Confession Tapes (série documental original)
  11. The Expanse 2ª temporada (série original)
  12. Versões de um Crime

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 10

Amnésia

O Protetor

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 12

  1. Barbie: Feliz Aniversário!
  2. Jeff Dunham: Relative Disaster (stand-up original)
  3. LEGO Ninjago: Mestres do Spinjitzu – Feliz Aniversário!
  4. Miraculous: Ladybug & Cat Noir: Happy Birthday to You!

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 13

A Ilha da Imaginação

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 15

  1. American Vandal (série original)
  2. Esperando Acordada
  3. Primeiro, Mataram o Meu Pai (filme original)
  4. Project MC² 5ª temporada (série original)
  5. Strong Island – A Morte do Meu Irmão (documentário original)
  6. Time: The Kalief Browder Story (série original)
  7. VegeContos: Na Cidade 2ª temporada (infantil original)

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 16

  1. How to Get Away with Murder 3ª temporada
  2. My Little Pony: Feliz Aniversário!

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 19

Jerry Before Seinfeld (stand-up original)

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 20

O Tempo entre Costuras

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 21

The Good Place (série original)

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 22

  1. Amizade Desfeita
  2. Fuller House 3ª temporada, parte 1 (série original)
  3. Jack Whitehall: Travels with My Father (série original)

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 25

  1. DC’s Legends of Tomorrow 2ª temporada
  2. Star Trek Discovery (série original)
  3. Supergirl 2ª temporada

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 26

Terrace House: Aloha State 4ª temporada

Novidades Netflix Setembro 2017 – Dia 29

  1. Big Mouth (animação original)
  2. Club de Cuervos 3ª temporada (série original)
  3. Gerald’s Game (filme original)
  4. Nossas Noites (filme original)
  5. Real Rob 2ª temporada (série original)

Fonte: Site Optclean

Cinema

[SC] Lançamentos de Cinema – 14/09/2017

Olá amigos do Sphera, teremos bons filmes nos lançamentos da semana! Separe a boa e velha pipoca porque serão grandes emoções.

Feito na América (American Made, Doug Liman, EUA)

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening, Franck Khalfoun, EUA)

O Que Será de Nozes 2 (The Nut Job 2: Nutty by nature, Carl Brunker, Canadá, EUA, Coreia do Sul)

Deserto (Guilherme Weber, Brasil)

Em Defesa de Cristo (The case for Christ, Jon Gunn, EUA)

Glory (Slava, Kristina Grozeva, Petar Valchanov, Hungria)

A Gente (Aly Muritiba, Brasil)

Les grands esprits (Olivier Ayache-Vidal, França)

O Sequestro (Kidnap, Luis Prieto, EUA)

Columbus (Kogonada, EUA)

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[SC] Primavera dos Museus tem programação em 25 estados

A 11ª edição do evento ocorre entre 18 e 24 de setembro com o tema “Museus e suas memórias”

A programação completa da 11ª edição da Primavera de Museus já está disponível na página do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A programação será entre os dias 18 e 24 de setembro, com o tema “Museus e suas memórias”.

Para esta edição, estão cadastradas mais de 2,5 mil atividades culturais em 417 cidades de 25 estados e no Distrito Federal. No site do Ibram, o interessado pode encontrar atividades por estado, cidade, museu ou palavra-chave.

Com o intuito de reforçar a divulgação da Primavera dos Museus 2017, o Ibram lançou um kit com diversos conteúdos digitais para as instituições participantes – além de um texto de referência sobre o tema deste ano.

Card_Primavera_Museus_2017Como resultado da busca, além da programação definida, há ainda o endereço da instituição, assim como os contatos de telefone e e-mail. Todas as atividades são de responsabilidade dos participantes. As atrações estão todas reunidas no Guia da Programação.

Mais informações sobre a 11ª Primavera dos Museus podem ser solicitadas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

Fonte: Portal Brasil

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44º Salão Internacional de Humor de Piracicaba – Conheça sua História

De 26 de agosto a 12 de outubro 2017

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba surgiu em 1974, em meio à ditadura militar, como uma iniciativa corajosa de um grupo de piracicabanos – jornalistas, artistas e intelectuais – que costumavam se reunir num conhecido bar da cidade chamado Café do Bule.

Tudo começou com a ideia de inserir uma mostra de humor gráfico dentro do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba. A partir daí, esses piracicabanos partiram para uma viagem com destino ao Rio de Janeiro, no ano de 1972. Na capital carioca, Alceu Marozzi Righeto, Adolpho Queiroz e Carlos Colonnese, estabeleceram contato com o jornal “O Pasquim” e apresentaram o projeto ao cartunista Jaguar, que aprovou a iniciativa. Por escrito, Jaguar autorizou a cessão de seus originais em poder da Editora Abril, que não atendeu ao pedido e a mostra não aconteceu.

Após este fato, um grupo maior, encabeçado por Luiz Antônio Lopes Fagundes – na época Secretário Municipal de Turismo de Piracicaba – que contava com Alceu, Adolpho, Colonnese, Roberto Antonio Cêra, Ermelindo Nardin e Luis Mattiazzo (Chefe de Gabinete da Prefeitura), apoiado pelo então Prefeito de Piracicaba, Adilson Benedito Maluf, resolveu criar o Salão de Humor de Piracicaba. Alceu e Cerinha convenceram Fagundes a usar uma verba de 10 mil cruzeiros – a princípio destinada ao Salão de Fotografia – para a organização do I Salão de Humor de Piracicaba.

charge-1-lugarPara tal, teriam que voltar ao Rio de Janeiro e convencer os editores do “O Pasquim” a participarem do empreendimento. Seguiram viagem com a convicção que iam conseguir o seu objetivo. Depois de muita estrada, conversas, confusões e garrafões de pinga, os jovens que desejavam criar, numa cidade do interior de São Paulo, um Salão de Humor Gráfico que mais caberia em uma cidade grande, conseguiram o apoio de Jaguar, Millôr Fernandes, Paulo Francis e Zélio Alves Pinto.

A partir daí, teve início a grande amizade entre Piracicaba e os cartunistas mais festejados do Brasil e no ano de 1974 foi realizado o I Salão de Humor de Piracicaba, com a participação de Millôr, Ziraldo, Zélio, Jaguar, Fortuna e Ciça.

Em pleno regime militar, com o receio de ter suas portas lacradas no primeiro dia, o Salão ultrapassou todas as expectativas iniciais. Ninguém imaginaria que a partir da terceira edição, o evento se tornaria internacional, transformando Piracicaba em uma espécie de capital do humor para a qual anualmente tem os olhos de artistas do mundo inteiro voltados para si.

1-caetano_cury_nardi_-_brasil01Conhecidos cartunistas brasileiros contribuíram para a transformação do Salão de Piracicaba num dos mais importantes encontros do humor gráfico do Brasil e exterior, entre eles: Ziraldo, Fortuna, Millôr, Zélio, Henfil, Jaguar, Luis Fernando Veríssimo, Paulo e Chico Caruso, Miguel Paiva, Angeli, Laerte, Glauco, Edgar Vasques, Jaime Leão, Gual e Jal.

Realizado a 44 anos e considerado um dos Salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, continua cumprindo seu papel na valorização da arte do desenho de humor: um espaço de reflexão e fruição do belo, revelando talentos, mostrando os profissionais consagrados e resgatando autores e obras históricas.

 

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[SL] Vídeo Resenha: Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial

Organizado por Ethel Johnston Phelps, o livro Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos feministas do folclore Mundial nos traz um apanhado de histórias contadas pelo mundo, que aqui estão adaptadas e recontadas com uma pitada mais feminista sobre estás histórias. Com prefácio de Gayle Forman, enveredamos por caminhos nunca antes descritos sobre a coragem e o amor das mulheres.

Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial

Editora Seguinte

Ano: 2016  –  1º Edição

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[SC] Marvel – Os Defensores by Netflix

Netflix exibiu o primeiro episódio de Os Defensores no encerramento da sexta-feira (21) na San Diego Comic-Con.

Depois de revelar as primeiras cenas da série do JusticeiroJeph Loeb, chefão da Marvel TV, chamou o elenco inteiro do crossover dos heróis urbanos e anunciou a exibição do episódio para o delírio dos fãs que estavam no Hall H. Foram aproximadamente 45 minutos de uma montagem que relembra a situação de cada personagem e que apresenta a vilã Alexandra, vivida por Sigourney Weaver.

Poucas lutas, alguns pesadelos e meia dúzia de piadas permeiam o episódio que constrói uma ameaça muito maior do que estamos acostumados a ver nas séries da Casa das Ideias.

Tudo começa com uma luta entre Punho de Ferro e alguma ninja misteriosa. Nas sombras de um esgoto, ele batalha contra essa figura e acaba descobrindo que o Tentáculo está em Nova York e planeja algo muito grande para a cidade. A cena lembra os piores momentos da série de Danny Rand, tanto pelos diálogos quanto pela coreografia, e não se mostrou uma escolha muito sensata para iniciar Os Defensores. A má impressão vai embora quando os outros heróis começam a aparecer.

As sequências com Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage mostram que a fotografia da série, em um primeiro momento, vai diferenciar os heróis pelas cores. Demolidor está nas sombras e sempre com algum toque vermelho por perto; Jessica anda pelas ruas com luzes azuis e roxas por todos os cantos; e Cage continua com o tom amarelo e seguido pelo hip hop do Harlem. Rand segue como o mais inocente, mas é a ligação principal do grupo com o Tentáculo, que será o inimigo do grupo.

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A trama é apresentada de forma rápida, sem enrolação e até algumas coincidências jogadas de forma exagerada. O didatismo dos diálogos segue como característica primordial da série, assim como em Punho de Ferro e Luke Cage. A intenção é claramente montar um cenário que consiga reunir os heróis em torno de Alexandra, a misteriosa vilã interpretada por Weaver. Ela trata Madame Gao, até aqui uma das figuras maléficas mais importantes desse universo, como um simples lacaio.

Em pouco menos de uma hora, a Marvel consegue explicar a atual situação dos Defensores e mostra que Elektra, a arma viva de Alexandra, será ponto essencial na história. Como forma de apresentar a trama, o primeiro episódio funciona bem e mantém as características das séries anteriores, do estilo de roteiro até a fotografia. E se nas primeiras cenas os diálogos e sequêncis de luta ainda se parecem demais com o que vimos no fraco Punho de Ferro, há esperança com o que foi mostrado no último trailer. A Netflix acertou antes e deixa pistas de que pode acertar de novo em Os Defensores.

A série chegou ao serviço de streaming em 18 de agosto.

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[SC] Séries e Livros Impactantes: O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) por Domenica Mendes

Bom dia amigos, apresento nossa convidada de hoje para esta resenha especial. Sim!!!! Domenica Mendes, veio especialmente do podcast Perdidos na Estante para nos deixar suas impressões sobre este livro tão importante e sobre a série que tem mexido com as entranhas da sociedade… kkkk

Para encontrar o Perdidos na Estante acesse o link ok?

O Livro

download“O Conto da Aia” (The Handmaid’s Tale) é uma daquelas obras que vai mudar a sua vida e a forma como você vê e vivencia suas experiências. Escrito por Margareth Atwood em 1985, a obra chegou a ser aclamada e igualmente proibida dentro de escolas, tamanha a reflexão e incômodo que promove. É quase um ato de rebeldia contra atitudes machistas e governos autoritários que destroem o nosso poder feminino e feminista.

A obra se passa em um Estados Unidos distópico, cuja data não sabemos ao certo, porém é não é muito distante da nossa realidade. Em parte do país, foi instaurada a República de Gilead, uma resposta criada para lidar com um problema de nível mundial: a falta da capacidade de procriação humana.

Em Gilead, todos têm obrigações e protocolos a cumprir bastante específicos e as mulheres são divididas em castas, de acordo com a sua utilidade. As mulheres comuns levam uma vida regrada e com obrigações, porém não são o centro da sociedade. As inférteis são chamadas de “Martha”, trabalhando na casa de famílias de poder, sendo responsáveis por cuidar da manutenção do lar. As férteis, ah!, a essas é dado um destino cruel: elas se tornam “Aias”.

Separadas de suas famílias e filhos, as Aias se tornam propriedade do estado, cujo destino é oferecer filhos para a manutenção da República de Gilead. É justamente pelo olhar de uma dessas mulheres que conhecemos a realidade dessa sociedade no livro e, posteriormente, na série.

A experiência de leitura e de seriadora

“O Conto da Aia” foi recentemente adaptada para uma série dramática, produzida e veiculada pelo Hulu, um streaming americano. A adaptação foi tão bem recebida pelo público e pela crítica que ela foi renovada para a segunda temporada antes mesmo de ser finalizada a sua primeira e recebeu diversas indicações ao Emmy de 2017.

Conhecer esse universo pelas letras é uma experiência de amadurecimento. A leitura não é difícil, pelo contrário, é extremamente humana e de fácil entendimento. Difícil mesmo é lidar com nossos sentimentos de repulsa e ansiedade criados pela possibilidade de nos vermos naquela situação ou em situações parecidas. E, neste ponto, a série merece palmas: é absurdamente bem feita e bem apresentada!

Compreendo que nem todas as pessoas gostem de livros distópicos ou obras provocantes, porém no momento histórico que vivemos é preciso cair de cabeça no universo criado por Atwood. Por isso, eu te peço: leia “O Conto da Aia” ou, se preferir, assista à série “The Handmaid’s Tale”.

Em tempos onde as minorias começaram a se (re)erguer e manifestar suas dores, exigindo seus direitos e lutando para reaver seus espaços cruelmente tirados pelo decorrer da história, as maiorias tiraram suas máscaras para gritar, bater, espancar, estuprar, torturar e matar a quem está querendo igualdade.

Todo esse processo que vivemos não é novo na História. E o “Conto da Aia” é uma obra que nos lembra disso. Margareth Atwood não criou um mundo fictício, pelo contrário, ela se baseou na História mundial para pegar elementos que já aconteceram e ainda acontecem a milhões de pessoas no mundo todo para mostrar o que é possível quando uma sociedade aceita uma mudança de governo em silêncio, mesmo sabendo que isso parece um pouco suspeito ou estranho.

É mais uma prova que nos mostra nossa grandiosidade e fragilidade enquanto sociedade. Dentro de nossas vidas particulares, costumamos nos esquecer do todo. Felizes somos nós que temos escritoras incríveis por Margareth Atwood que nos mostra o que é possível de nos acontecer caso desistamos de nossa sociedade e nós mesmos.

Obrigada, Atwood, por nos fazer mulheres mais fortes! Nolite te bastardes carborundorum*.

*Não deixe que os bastardos te derrubem.

 

Já renovada para a segunda temporada, “The Handmaid’s Tale” vem colecionando elogios…Vamos aguardar as novidades.

 

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[SC] “Bingo – O Rei das Manhãs” não é filme para crianças…

Quando Daniel Rezende decidiu que faria da história de Arlindo Barreto – um dos primeiros e mais escandalosos atores a incorporarem o palhaço Bozo na televisão brasileira – seu primeiro longa como diretor, ele sabia que teria uma missão quase pioneira: mostrar a cultura pop nacional como ela realmente é, ou como foi nos loucos e incontroláveis anos 80.

Rezende tem intimidade com o tema: ele é um dos responsáveis pela fase mais pop do cinema nacional, tendo trabalhado como montador em “Cidade de Deus”, nos dois “Tropa de Elite” e também em “Ensaio Sobre a Cegueira” e “RoboCop”, ambos produzidos nos Estados Unidos, mas dirigidos por brasileiros.

Em “Bingo – O Rei das Manhãs”, o montador deixou de lado a mesa de edição e decidiu confiar a tesoura às mãos de Márcio Hashimoto (“Faroeste Caboclo” e “O Rastro”), na certeza de que o cinema não é trabalho de um homem só. “Como montador, sempre gostei do que eu pude proporcionar para os filmes, de poder trazer um olhar fresco, poder contestar o diretor e poder trazer uma outra visão. Então eu não queria perder isso, e foi muito prazeroso para mim poder olhar o material sendo transformado por outra pessoa”, explica, orgulhoso do resultado final.

Rezende, então, concentrou suas energias em contar essa história, tão nossa e tão escondida debaixo do tapete, como se o povo e os cineastas tivessem vergonha de coisas como Bozo, Xuxa e Conga Conga Conga. “Acho que o nosso cinema olha pouco para a nossa cultura pop. A gente olha para os nossos problemas sociais, a gente olha para as nossas culturas regionais… Mas a nossa cultura pop a gente não explora tanto”, pondera, lado a lado com um pôster estampado com Emanuelle Araújo no vestido curtíssimo e cor-de-rosa de Gretchen, descendo até o chão.

A cantora, aliás, é a única figura histórica que teve seu nome mantido no filme. Arlindo virou Augusto, Márcia (a mãe) virou Marta, Xuxa virou Lulu (ou algo assim) e até as redes de televisão tiveram seus nomes ligeiramente alterados. Ainda bem, porque as alfinetadas são distribuídas sem moderação e os processos, logo começariam a se empilhar.

O filme acompanha a trajetória do ator, de estrela pornô a apresentador do programa infantil, quando a marca internacional “Bingo” estava sendo trazida para o Brasil. Apesar do sucesso na TV, o artista foi proibido por contrato de revelar sua identidade em público e esse anonimato quase o levou à loucura.

Vladimir Brichta é quem veste o nariz vermelho e a peruca azul. Segunda opção para Rezende, depois da desistência de Wagner Moura por conflito de agendas, Brichta se mostra, depois de poucos minutos, a única opção possível. Sua pinta de galã ajuda a dar credibilidade ao lado mulherengo e “vida louca” do personagem, enquanto sua experiência com humor faz doer o estômago de tanto rir. Mas é no drama que o artista mostra a sua cara e, entre uma piada suja no palco infantil e uma ordem de restrição sobre o filho longe dali, o público devora as unhas e sente cada pontada no coração do palhaço-homem.

Para o ator, o objetivo era esse: mostrar as contradições de um palhaço, figura de extremos que personifica nossas emoções. “Não é só sobre um ‘palhaço triste’…”, reflete, tentando encontrar a imagem perfeita… “É um pouco por quê que o Robin Williams se matou.” – e encontra. “Essa pergunta afeta todo mundo, é um cara que faz a alegria das pessoas, mas tem um lado tão sofrido, tão desajustado… Acho que o palhaço, aquela boca, aqueles olhos, são lente de aumento sobre isso. É um aumento daquela alegria, mas parece que, na mesma proporção, também é um aumento da tristeza, da inquietação, da amargura, da incompreensão… E isso é humano, é de todos nós.”

Quem ajudou a encontrar esse palhaço, no ator e nas telas, foi a dupla Domingos Montagner e Fernando Sampaio, artistas circenses desde os anos 90 e referências no humor de picadeiro. Este será o último trabalho de Montagner a ser mostrado ao público nos cinemas, após sua morte acidental há quase exatamente um ano, durante as gravações de uma telenovela. O ator tem uma curta participação no filme como um palhaço mais experiente, que se torna mentor do protagonista.

Ambos participaram do desenvolvimento do roteiro como consultores e também estiveram presentes na preparação do personagem, ajudando Brichta, segundo ele, a “se aceitar” como palhaço – ele que sempre teve o instinto para a comédia, mas não se considerava digno do título. E agora?, lhe perguntam, ao que hesita só um pouco e responde, aliviado: “Agora, posso dizer que sou um palhaço”.

Pois o palhaço Bingo e sua história quase real chegam aos cinemas no 24 de agosto. E, não custa avisar, não é um filme para crianças. 

Fonte: Guia da Semana

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[SL] No centenário de morte, primeira autora negra do Brasil ganha reedição

Em 2017 completa-se o centenário da morte da primeira escritora negra do Brasil e primeira autora de romance abolicionista em toda a língua portuguesa. Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula em 1859, livro que estava fora de catálogo, mas em setembro desse ano ganha nova edição pela PUC Minas. Eduardo de Assis Duarte, pesquisador da literatura afro-brasileira, autor de livros sobre o tema e doutor em letras, assina o posfácio e escreve sobre a contextualização histórica da obra no conjunto de escritos de escravizados no Ocidente.

Filha de mãe branca e pai negro, provavelmente escravo, Firmina adquiriu, dentro das possibilidades, referências culturais e o domínio da norma culta através da família da mãe, composta de músicos e um primo estudioso. É possível que tal fato proporcionou que escrevesse músicas, sendo a primeira mulher aprovada num concurso público para o magistério em sua terra natal, o Maranhão, e também para que fundasse, mais tarde, a primeira escola mista – com alunos brancos e negros – e gratuita do estado, algo inovador naquele tempo.

Ainda que muito importante, Firmina é pouco citada e conhecida. De acordo com Duarte, no posfácio de uma edição de Úrsula de 2004, os elementos determinantes para o silenciamento foram a ausência de assinatura, a indicação de autoria feminina, a distante localização geográfica e o tratamento inovador dado ao tema da escravidão. Ao contar a história de Úrsula, protagonista branca; Túlio, escravo que se torna livre; Tancredo, que se apaixona por Úrsula; Fernando, o grande vilão; e Susana, que narra suas vivências antes de ter sido trazida como escrava, Firmina busca humanizar o negro através da valorização da memória, algo pouco comum na época. Diferente dela, “os autores defendiam a abolição por que a escravidão corrompia a família branca brasileira, como acontece em As Vítimas-Algozes (1869), de Joaquim Manuel de Macedo e A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães”, explica Duarte.

Apesar da excelente escrita, Firmina omitiu seu nome assinando as obras como “Uma Maranhense”. No prólogo, ainda diz: “Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor”, falando logo em seguida que o mesmo não tem valor por ser de uma mulher. Antigamente, era comum esse “recato literário”, pois a escrita não costumava ser feita por mulheres. “Evidências confirmam que escritoras do século 19 e primeiras décadas do século 20, na produção hispano-americana, apresentaram-se com uma escrita ‘menor’ como estratégia de veiculação e aceitação de suas obras”, explica Luciana Martins Diogo, mestra em Culturas e Identidades Brasileiras pela USP.

Embora existisse o “recato”, Firmina não só publicou como antecedeu diversas questões atuais. Para o professor Duarte, “a autora maranhense, pela primeira vez, constrói a crítica do patriarcado escravista do duplo ponto de vista da vítima, mulher e negra”. Para Luciana, um dos grandes legados da obra firminiana foram “seus questionamentos em relação ao lugar e ao papel da mulher na sociedade”, algo que se percebe, por exemplo, quando a protagonista diz: “Nunca pude dedicar a meu pai amor filial que rivalizasse com aquele que sentia por minha mãe, e sabeis por quê? É que entre ele e sua esposa estava colocado o mais despótico poder: meu pai era o tirano de sua mulher, e ela, triste vítima, chorava em silêncio.”

Em questão histórica, Firmina, no entanto, não foi quem inaugurou a literatura afro-brasileira. Segundo Luciana, essa literatura pode ser entendida como uma interação dinâmica de cinco componentes: temática, autoria, ponto de vista, linguagem e público. Já para Oswaldo de Camargo, jornalista, estudioso da literatura negra e autor dos livros O Negro Escrito, A Descoberta do Frio (ficção) e Carro do Êxito (contos), é fundamental que “o escritor negro se veja como negro, tire as consequências e escreva seu texto. Por isso que um branco não pode fazer literatura negra.” Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha, poeta e doutoranda de estudos comparados nas letras, que atua nos campos de literatura afro-brasileira e africana, no entanto, acha que é possível, teoricamente, escrever da perspectiva de um negro, mas diz que não tem encontrado. “Noto que as pessoas que não vivem na pele tendem a ser sensacionalistas porque passou pelo estômago, que é a indignação, mas tem que passar pelo coração e pela cabeça.”

Assim, para entender como a história da literatura negra se desenvolveu, é preciso voltar antes mesmo de Firmina. O negro apareceu primeiramente nos poemas (que antecedem os romances na maior parte das literaturas). Oswaldo explica que o primeiro escritor mulato que vai dar “relances de uma literatura voltada para a questão racial” é Domingos Caldas Barbosa, com o livro Viola de Lereno. Oswaldo cita o verso em que se lê: “Ai Céu! / Ela é minha iaiá / O seu moleque sou eu.”

Maria Firmina dos Reis (6)

“Manuel Bandeira fala que nossa poesia vai começar com Domingos Barbosa, porque sua linguagem usa pela primeira vez palavras brasileiras. Quando ele fala moleque, isso tem uma conotação, porque moleque era sempre preto. Muito tenuamente, está insinuando também uma condição racial.” Mas, segundo Oswaldo, o primeiro autor que usa o eu negro para escrever foi Luiz Gama, com o livro Primeiras Trovas de Getulino, de 1859. Um dos poemas, conhecido como Bodarrada, diz: “Se negro sou, ou sou bode, / pouco importa. O que isso pode? / Bodes há de toda a casta, / pois que a espécie é muito vasta…”

Ou seja, no mesmo ano em que Gama torna-se o primeiro negro a se dizer como tal em São Paulo, Maria Firmina, anonimamente, torna-se a primeira mulher a fazer literatura negra no Maranhão. “Bode quer dizer mulato. Então é um passo grande entre Caldas Barbosa e Luiz Gama, que vai responder à sociedade da Pauliceia mostrando que nossa sociedade está cheia de bodes, mas todos tentando esconder a sua parte negra. Alguns conseguiram”, explica Oswaldo.

Para o escritor e estudioso, não é à toa que o negro não costumava ser visto ou citado sequer pelos mulatos. “A primeira coisa que um pardo ou mulato fazia era passar a linha de cor porque ser negro era sinônimo de escravo. A partir daí há um embranquecimento social muito sério. Então, o próprio branco, quando uma pessoa escura ascendia, queria tirá-lo do rol de pessoas negras.” Não é à toa que até hoje o rosto verdadeiro de Maria Firmina é desconhecido. O branqueamento da imagem foi sendo construído ao longo desses anos com base em um equívoco. Um retrato existente na Câmara dos Vereadores de Guimarães foi inspirado na imagem de uma escritora branca gaúcha, que acreditava-se ser Firmina. O busto que está no Museu Histórico do Maranhão também reproduz a imagem de uma branca.

Apesar das tentativas de se ocultar o negro da história, muitos outros nomes surgiram, como o mulato Francisco de Paula Brito, o primeiro editor do Brasil. Considerado um dos precursores do conto, além disso, editou O Filho do Pescador (1843), primeiro romance do País, escrito pelo mulato Antônio Gonçalves Teixeira e Souza. Outros nomes são Cruz e Souza, filho de ex-escravos e que fez literatura negra; Lima Barreto, que se assume como mulato e é o homenageado da Flip em 2017; Lino Guedes, que é o primeiro autor negro a escrever mirando o público da mesma cor; isso sem citar Machado de Assis e Mário de Andrade. Paralelamente a eles, outros escritores surgem colocando o negro em suas obras, nem sempre de modo positivo.

Segundo estudos da pesquisadora Maria Nazareth Soares Fonseca (2011), os negros na literatura, quando vistos como objeto, podem ser agrupados do seguinte modo: escravos e ex-escravos, como em Gregório de Matos (século 17); branqueamento, como em O Mulato (1881), de Aluísio de Azevedo; vítima, como em O Navio Negreiro (1869), de Castro Alves; negro ruim, como em Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha; negro como depravado, em A Carne (1888), de Júlio Ribeiro; negro como inferioridade, como em O Demônio Familiar (1857), de José de Alencar.

A partir de 1870, o negro é tema constante na pena de quase todos os poetas do Brasil e, desde o início da década de 1980, há um aumento da produção de escritores que “vinculam a noção de sujeito à de etnia afrodescendente”, como explica Duarte. Com a primeira edição de Cadernos Negros, em 25 de novembro de 1978, pelo grupo Quilombhoje, que proporcionou a autores negros a possibilidade de terem textos publicados, de preferência com a temática negra, as mulheres finalmente voltam a aparecer. “Os escritores e escritoras negras existiam, mas não tinham meios de publicar”, informa Maria Nilda. A iniciativa ainda existe e já revelou diversos autores e autoras consagradas, como Conceição Evaristo, que publicou seu primeiro poema em uma edição dos Cadernos e hoje é uma das principais expoentes da literatura afro-brasileira.

Outros nomes atuais ou recentes na nossa literatura são Carolina Maria de Jesus,que publicou Quarto de Despejo (1960), um diário em que registrava o dia a dia como catadora de latas na favela do Canindé, em São Paulo; Joel Rufino dos Santos, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura; Ana Maria Gonçalves, com Um Defeito de Cor, Prêmio Casa de las Américas de 2007; e Cuti (Luiz Silva), com mais de 20 títulos publicados abrangendo poesia, contos, dramaturgia e crítica. Para Maria Nilda, que também escreve “a gente é mais comercializável do que no passado. Mas ainda falta muito, né?”

Para termos uma dimensão melhor dos tempos atuais, há a pesquisa de Regina Dalcastagnè, presente no livro Literatura Brasileira Contemporânea: Um Território Contestado (2012), que analisou 258 romances publicados no período de 1990 a 2004 pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco. De acordo com os dados, no romance brasileiro atual, apenas 7,9% das personagens são negras. Desse pequeno universo, 20,4% são bandidos, 12,2% empregados e 9,2% são escravos. Entre as causas de morte, 61,1% das personagens negras são assassinadas pelos escritores em seus romances, enquanto apenas 28,1% das personagens brancas são vítimas de assassinatos.

Para Oswaldo, a dificuldade do autor negro hoje em dia é apostar em uma temática que não é conhecida. “O importante não é, de fato, ser lembrado como um grande autor. Não são citados tanto agora? Não importa. O benefício que estão fazendo com seus textos, não dá para mensurar. A literatura não é feita só com grandes autores, é feita com arroz e feijão também.” Já para Maria Nilda, a literatura atual vive um momento “revolucionário”, que está mudando as formas, linguagens, conteúdos e sujeitos. “Escritoras novas são impulsionadas pelas mais velhas, mas a gente também as promove. É dialético esse movimento. Elas nos dão referência e a gente lhes dá sustentabilidade.”

Assim, cem anos depois da morte de Firmina, a situação mudou, mas a voz da escritora e de tantos outros que vieram depois ainda ecoa em um país que pouco conhece a história e a cor de seus escritores e escritoras do passado e presente. Como diria Firmina em seu livro: “Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima – ama a teu próximo como a ti mesmo – e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!… Aquele que também era livre no seu país… Aquele que é seu irmão?”

Fonte: Estadão

Cinema

[SC] Lançamentos de Cinema – 31/08/2017

Bora lá dar boas risadas com os lançamentos dessa semana?

 

Emoji – O Filme (The Emoji Movie: Express Yourself, Anthony Leondis, EUA)

David Lynch: A Vida de Um Artista (David Lynch: The Art Life, Jon Nguyen, Rick Barnes, EUA, Dinamarca)

Os Guardiões (Zashchitniki, Sarik Andreasyan, Rússia)

Dupla Explosiva (The Hitman’s Bodyguard, Patrick Hughes, EUA)

Atômica (Atomic Blonde, David Leitch, EUA)

Como Nossos Pais (Laís Bodanzky, Brasil)

O Acampamento (Killing ground, Damien Power, Austrália)

150 miligramas (La fille de brest, Emmanuelle Bercot, França)

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[SC] Sem Pablo Escobar: O que esperar da 3º temporada de Narcos?

A 3º temporada de Narcos, da Netflix, promete ser muito mais imprevisível.

Segundo Pedro Pascal, em entrevista ao Cinema Blend, a temporada 3 de Narcos será diferente das anteriores. Isso porque há menos informações a respeito do Cartel de Cali, tema da terceira temporada de Narcos. Isso fará com que a série seja mais surpreendente.

“As pessoas realmente assistiam a série como se não pudessem encontrar a história no Google. Você basicamente pode procurar tudo o que aconteceu. Com o Cartel de Cali é um pouco diferente, porque você tem que se esforçar mais. Procurar coisas sobre Pablo Escobar é trabalhar com um foco específico, você está olhando para o rei. Com Cali é diferente, nem todo mundo sabe quem eram eles ou quantos eles eram. Porque mesmo baseado em fatos, você não consegue prever o que acontecerá. É uma experiência imprevisível assistir à terceira temporada que não tivemos na primeira e na segunda.”

A série que retornará no dia 1° de setembro terá a ausência do protagonista Pablo Escobar, por motivos óbvios, das duas primeiras temporadas.

A trama não terá um protagonista de destaque, o que deve gerar o aumento da dimensão humana da trama, explorando dilemas morais de um delator. O agente Murphy também não estará na terceira temprada e será narrada pelo agente Javier Peña, que é vivido pelo próprio Pedro Pascal.

Os chefões do Cartel de Cali preenchem o espaço deixado por Wagner Moura na série. O Cartel colombiano tomou conta do narcotráfico no país, após a morte do maior traficante da história.

Parece que Wagner Moura estava certo, e a Netflix lança teaser confirmando 3ª e 4ª temporada de Narcos. Pois é, parece que Narcos não se acaba com a morte de Pablo Escobar, afinal, o tráfico de drogas tem muita história pra contar. O teaser lançado nesta terça-feira (06) mostra Pablo Escobar (Wagner Moura), e depois um dos chefões do Cartel de Cali.

Os grandes inimigos de Pablo Escobar foram os irmãos Orijuela, e o sócio Pacho Herrera, que juntos comandaram o Cartel e foram responsáveis pela queda fatal dos grandes traficantes de cocaína da Colômbia.

Neste teaser, um trocadilho anuncia a continuidade da história: “A carreira tem que continuar”. No final do vídeo, aparece Gilberto Rodriguez Orijuela (Damián Alcazar). A produção da série continua sob a responsabilidade de José Padilha e Eric Newman.

Ainda não se sabe se os policiais da DEA Javier Peña e Steve Murphy vão voltar à trama. A Netflix também afirmou que, além da terceira temporada em 2017, haverá uma quarta temporada, que continuará mostrando a expansão da cocaína pelo mundo e o enriquecimento desenfreado dos Narcos, além da morte de milhares de pessoas.

Fonte: Optclean