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Dobradinha Literária – Grey, de E. L. James

Olá queridos!
Este livro não faz parte da trilogia (tão famosa por abalar as estruturas matrimoniais por aí) mas vale para matar a saudade.
Neste livro, a escritora E.L.James traz ao grande público, a história de Anastácia Stelle e Christian Grey (1°volume), agora toda narrada pela ótica de Christian. Você perceberá que se trata de um outro homem, mais sensível e inseguro.

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SpheraLiterária #18 – Invisível, de David Levithan

“Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida – por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho.”

 

Não posso julgar a escrita de Andrea Cremer com tanta ênfase pois nunca lí nada da autora mas notei a grande diferença entre a leitura de Todo Dia e Invisível. O autor David Levithan possui toda uma fluidez característica que facilita muito compreender seus livros, mas considero magistral o modo como ele estruturou esta metáfora sobre a solidão através do personagem Stephen.

A relação entre Stephen e Elizabeth é no mínimo instigante onde a construção desta relação se deu, a meu ver, em dois ciclos bem distintos (realidade e fantasia).

 “Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizebeth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição.”

David foi o responsável pelos capítulos referentes ao personagem Stephen e Andrea pela personagem Elizabeth. No final das contas, esses capítulos se fundiram gerando uma homogeneidade do texto, gerando uma narrativa pelo olhar dos personagens sempre em primeira pessoa.

Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth.

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo… Ela o vê!

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SpheraLiterária #16 – Os delírios de consumo de Becky Bloom, de Sophie Kinsella

Amor, dinheiro e uma echarpe verde!! Por que não?

Considero este livro o chick-lit mais delicioso que li até o momento…Eu estava protelando para fazer esta resenha, pois gostaria de ler toda a série e falar um pouco de cada livro, mas não resisti. Depois de assistir novamente ao filme no meu último final de semana, senti uma grande vontade de escrever.

A escrita é bem fluida e está em primeira pessoa. Grande parte de todo o livro é bem alegre e divertido. Não há como esconder um sorriso em algumas circunstâncias que surgem ao longo da história que se aproximam do nosso dia a dia. A autora consegue fugir daquela receita de bolo para comédias românticas.Garanto que toda a temática retratada neste livro renderia ótimas aulas sobre planejamento financeiro, pois nossa personagem (que carinhosamente chamo de Becky) é uma compradora compulsiva, que trabalha como jornalista especializada em mercado financeiro.  Ela sabe que tem que controlar os gastos, mas não consegue.

Não poderia deixar de citar um grande ditado para definir esta contrariedade na vida de Rebecca Bloomwood  “casa de ferreiro, espeto de pau”, porque Becky dá conselhos financeiros, porém não os segue. Nunca. Não, mesmo!

Nesta ânsia por novas compras, Rebecca se encontra casualmente com o homem que poderá mudar sua vida (já que a somatória de suas dívidas chegam a U$16 mil dólares). Ela consegue trabalho numa revista sobre finanças onde irá trabalhar ao lado de Luke Brandon (dono da Brandon Communications). Ele nota desde cedo, o talento de nossa personagem principal em falar de modo simples e direto, sobre situações financeiras com leitores comuns.

O personagem de Luke e seu romance com Rebecca tem mais destaque no filme do que no exemplar do livro, mas espero que este panorama mude ao longo da minha leitura dos livros desta série. Porém, o romance entre Becky e Luke nos inspira!! Fiquei apaixonada por este chick-lit!!

A produção cinematográfica conseguiu retratar bem a intenção da autora em nos alertar em como somos bombardeados por textos publicitários, propagandas televisivas, internet que nos induzem ao consumo exagerado. As vitrines exuberantes, por onde Rebecca passa, demonstram claramente como nasce em nós este desejo de consumo. O livro é muito engraçado! O romance entre Becky e Luke nos inspira!! Fiquei apaixonada por este chick-lit!!

O preço nas livrarias não ajuda muito.. Pode-se encontrar este título entre R$40 ou R$ 50,00 reais (depois as pessoas têm a coragem de nos perguntar porque aderimos ao ebook! Com um preço deste!!!!)

Boa Leitura!

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #15 – Um conto de Natal – Charles Dickens (Versão HQ)

Esta HQ é um grande exemplo de trabalho em conjunto com os adaptadores e tradutores, além da excelência dos desenhistas e coloristas. Um trabalho muito bem feito, numa linguagem fácil para animar os novos leitores.

Em 1844, Charles Dickens escreveu este conto de natal às pressas servindo para pagar as dívidas do escritor emplacando sucesso entre os leitores e principalmente os críticos da época. O conto restabeleceu com grande maestria as tradições natalinas que se encontravam em declínio. Charles Dickens estrutura esta história em dois temas prediletos: a injustiça social e a pobreza com suas causas e efeitos.

Após emplacar sucesso, Dickens resolve escrever uma série de livros natalinos (Christmas book) porém não impactaram como o Conto de Natal.

Ebenezer Scrooge é um homem avarento e solitário. Odeia o Natal e tudo o que ele representa. Ignora familiares, empregados e não sabe o que é compaixão. Mas a aparição de um visitante-fantasma o fará repensar seu comportamento e despertará sentimentos aparentemente adormecidos.

A presença destes espíritos traz ao personagem várias reflexões sobre seu comportamento e como ele pode mudar seu futuro pautado em ações rápidas antes que a morte o leve.

Acredito que o impacto da obra veio de uma necessidade que temos até hoje de uma reformulação de caráter e de adaptação social. Dickens deixou, num simples conto, um pequeno manual que descreve uma mudança saudável de hábitos e estimula a todos que tiveram o privilégio de degustar esta narrativa eternizarem a mensagem do Natal nos momentos de tomada de decisão e nos mais diversos rumos que darão às suas vidas.

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SpheraLiterária #14 – A Pata do Macaco – Conto de W.W. Jacobs

Me deparei com algo inusitado! Não sou muito fã da literatura de terror, mas eu estava pesquisando sobre  um especial que quero muito fazer sobre os contos de Stephen King e tive contato com um conto do escritor inglês W.W.Jacobs, publicado em 1902 chamado “The Monkey´s Paw” (“A Pata do Macaco”).

Não imaginava que um conto com este título pudesse se tornar mais um dos grandes clássicos de terror, ganhando várias adaptações e que também servisse de inspiração para muitos contistas e roteiristas do gênero.

Uma verdadeira pata de macaco (horrorosa, diga-se de passagem) tida como um amuleto hindu, concede ao seu dono três desejos, porém há uma grande ressalva sobre o que você pede! Cuidado com os seus desejos…

O conto em si tem seu valor e vale muito a pena ler. Todos que utilizam este amuleto nem imaginam o quão problemática tornará sua vida!

Aos poucos, fui concebendo em minha mente uma sequência de imagens mentais que formaram um pequeno roteiro desta história macabra. Mas, quando tive contato com o filme, baseado neste conto, feito em 2013, senti calafrios!!

A Pata do Macaco nos apresenta a família White na noite em que recebem a visita do sargento Morris, que havia trazido da Índia um misterioso objeto, supostamente mágico. Tal objeto era uma pata de macaco dissecada que, segundo Morris, havia sido encantada por um faquir que “queria provar que o destino regia a vida das pessoas, e que aqueles que interferissem nele seriam castigados.”

Muitos críticos de cinema não deram grande destaque à produção cinematográfica. Discriminaram muito a sequencia filmada chegando a dizer que em nada se parecia com o conto original.

Realmente, muitas coisas de grande importância são deixadas de lado no roteiro, mas nada do que já é de costume em produções assim ( não sei porque as pessoas resmungam tanto).

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #13 – Cidades de Papel – John Green

 

“Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um. ”

Olá, amigos, devo ser sincera com vocês, mesmo que isto os desagrade.. Não sou fã de John Green! Talvez se ele pudesse se expressar de forma mais pausada em seus vídeos no youtube, acabasse instigando em mim um carisma estonteante!! Mas, este livro, Cidades de Papel, fez com que meu olhar ficasse mais doce frente à escrita do autor.

O livro é genial !! Tem um ritmo empolgante, e ficamos o tempo todo com o coração acelerado para saber a próxima descoberta. Apesar de ser uma busca sem qualquer ideia do resultado, nos divertimos com a evolução dos personagens. Causou em mim expectativas muito altas porque é um livro escrito em primeira pessoa, com uma fluidez maravilhosa, direcionado ao público teen..

Fiquei pulando feito criança quando descobri o sentido do nome do livro e a capa que a editora escolheu.. que até o meio do livro era uma incógnita pra mim..rs Por favor! sem deboches ok ? kk

De modo tranquilo e inspirador, o autor apresenta os personagens encantadores, que têm suas características marcantes, recheadas da bela força dos dezoito anos.

John Green apresenta a paixão platônica que Quentin nutre por sua vizinha de anos chamada Margo. E com a formatura no Ensino Médio tão próxima, ele se surpreende com os ímpetos dela, mais uma vez.

Em uma noite, sem qualquer aviso, Margo bate na janela do quarto de Quentin e pede que ele seja seu motorista e cúmplice naquela noite. Além de precisar usar o carro da mãe de Quentin, é claro…  Quentin passa a madrugada dando assistência a Margo em seus planos de vingança.. 

Ela arquitetou tudo!! Eles iriam se vingar das pessoas que magoaram Margo nos últimos dias. E mesmo se arriscando a ser preso, Quentin faz tudo que ela determina. E, no final da noite, ele só pensa: depois de tudo que fizemos juntos, ela vai falar comigo no colégio!

Quentin tem dois amigos incríveis – os personagens secundários que John Green escreve são tão maravilhosos que deveriam ganhar um livro só para eles! – Ben e Radar. Ben sofre bullyng pesado devido a um incidente envolvendo uma calça molhada de sangue (nada grave, deixe-me acrescentar). Radar além de ser totalmente aficcionado  com seu site tem pais com uma coleção mais que curiosa: eles colecionam papais-noéis negros.

Ben e Radar já tinham se habituado com sua rotina de pertencer à base da hierarquia social na escola. Quentin dispunha seu tempo entre estudar e suspirar pelos corredores por sua paixão secreta, Margo. Ele sabia que ela mal notava sua presença, mas sabia também que os populares da escola não o atormentavam tanto graças à proteção que  a sua amada exercia. Margo não queria andar com ele, mas também não era totalmente indiferente…

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #12 – Dobradinha Literária: A Improvável Jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce

 

A improvável jornada de Harold Fry, de Rachel Joyce, tem como temas centrais os sentimentos de amor, amizade e arrependimento. A autora conta a história do aposentado Harold Fry que, numa manhã de sol, sai de casa para colocar uma carta no correio, sem imaginar que estava começando uma jornada não planejada até o outro lado da Inglaterra. Ao receber uma carta de Queenie Hennessy, uma velha amiga com quem não tem contato há décadas, Harold Fry descobre que ela está em uma casa de saúde, sucumbindo ao câncer.

Então, escreve uma resposta rápida e, deixando sua mulher com seus afazeres, vai até a caixa postal mais próxima. No caminho, tem um encontro casual que o convence de que ele deve entregar sua mensagem para Queenie pessoalmente. E, assim, começa a peregrinação improvável de Harold Fry.

Harold se mostra em quase toda  a narrativa um homem oprimido, muito solitário, mesmo tendo  a presença da esposa em casa ( na presença dela e do filho, Harold se sentia um  invasor em sua própria vida).

Não tem como não lembrar de outras histórias sobre superação que tiveram como pano de fundo a solidão e a redescoberta de sentimentos valorosos que foram se perdendo com o tempo. Lembrei-me muito de filmes como Náufrago e principalmente Forrest Gump, o contador de histórias, quando ele resolve do nada, correr em busca de algo que nem ele mesmo sabe.

Ao longo da leitura, descobrimos a dificuldade de Harold em expressar seus sentimentos. Não considero culpa somente dos outros que o oprimiam, mas também dele que nunca reagia. Um grande exemplo disto é quando ele se permite contar a outra pessoa sobre o suicidio de seu filho, e como se sentiu frente a tudo e principalmente frente  à sua esposa

Determinado a andar 600 milhas de Kingsbridge à Berwick-upon-Tweed, acredita que enquanto caminhar, a amiga estará viva. Ao longo do caminho, ele encontra personagens fascinantes, que o trazem de volta memórias adormecidas: sua primeira dança com a mulher Maureen, o dia do seu casamento, a alegria da paternidade. Todos os resquícios do passado vêm correndo de volta para ele, permitindo-lhe conciliar as perdas e os arrependimentos.

Uma das coisas mais encantadoras nesta obra, que não considero tão depressiva quanto parece, é como o amor entre o casal se reestrutura, e como são curadas as feridas do passado. Lágrimas brotam sem dificuldades quando  reconhecemos  a superação de um personagem pelo qual torcemos desde o começo da história a fim de que conseguisse realizar algo importante em sua vida e aliviar a pressão de um coração tão sufocado.

À primeira  vista, nâo  dá pra entender o significado do nome deste livro (A Improvável Jornada de Harold Fry)   e  asua ligação com todo o enredo.

Não desista, vá até o final… Sei que alguns trechos podem ser muito cansativos, porém a mágica está no desfecho da história. É algo inenarrável que invade o coração e acalenta, sem dúvidas.

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #11 – Divergente (Veronica Roth)

Olá, amigos!

 

São 1h da manhã e consegui terminar a minha leitura do livro Divergente, da escritora Veronica Roth.

Por favor, não me excluam porque esta foi uma leitura tardia, fora da “moda literária” do momento (seguir tendências e modismos nunca foi o meu forte). Esperei muito para ler Divergente, pois a minha meta era tentar ler o primeiro volume da trilogia, o segundo é enfim poder saborear uma sessão pipoca em casa, com o maridão, para refletirmos um pouco sobre distopia. Uma coisa eu não entendo. Vocês notaram a invasão de obras distópicas com protagonistas femininas? Santo Deus! Chega a enjoar… kk

Quando terminei a leitura, me entristeci meditando na comparação entre filme e livro. Capricharam e inventaram tanta moda com a produção cinematográfica que acabei me decepcionando, pois cometi o pecado maior de assistir ao filme e depois ler a obra.

Neste enredo, aos 16 anos, Beatrice Prior precisa enfrentar a escolha mais importante da sua vida: decidir em qual facção passará o resto de seus dias. E isso só é necessário porque o mundo, como conhecemos, não existe mais, e a Chicago atual é dividida em cinco facções que são responsáveis por manter a ordem das coisas.

Me senti muito envolvida pela narrativa, e pela maneira como a protagonista descobre o que há de errado por trás dos recentes desentendimentos entre as facções. Essa é uma das partes interessantes do livro – e a mais comum na literatura distópica.

Muito interessante a denominação das facções. Achei bem oportuno e levemente insinuativo (tomara que este detalhe não tenha passado em branco frente aos leitores desapercebidos) a ordem em que foram representadas e sua importância dentro da trama pecando muito em não retratar o reflexo desta organização política junto à sociedade.

Achei que a produção cinematográfica representou bem a intenção da autora e todo o potencial que a obra possui, elaborando um pouco mais o nível de informação de muitos jovens sobre este tipo de tema (nada comparado à intensidade de outras obras distópicas, claro! Mas não posso deixar de citar que pelo menos a reflexão sobre nosso papel na sociedade foi posto em debate com a trilogia de Veronica Roth).

Gostei do livro e indico aos que desejam se aprofundar nesta temática. Pode ser um bom primeiro passo para compreender melhor a literatura distópica.

Abraços,

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #10 – A Seleção Série: A Seleção (#1)

Título: A Seleção  Série: A Seleção (#1)

Autora: Kiera Cass     Editora: Seguinte (Companhia das Letras)

Páginas: 327   Ano: 2012

Existem alguns momentos na vida em que não conseguimos fugir das famosas “modinhas literárias” e exatamente agora, às 3h da madrugada (horário que terminei a leitura do livro), entendi que fui fisgada por esse vírus adolescente! Kk

Muito parecido com os primórdios de um programa de televisão sobre relacionamentos, o livro A Seleção vem com um enredo simples, retratando a busca de 35 jovens muito bonitas, envolventes, pelo coração do jovem príncipe, que busca em seus súditos, uma escolhida para ser sua futura esposa (para os leitores que desejam um folhetim simples e consideravelmente romântico, diga-se de passagem, este livro torna-se perfeito!).

O livro é escrito em primeira pessoa, do ponto de vista de América Singer (e, sim, ela é uma cantora). A história se passa num futuro alternativo, em um país chamado Illéa, que fica onde costumavam ser os Estados Unidos, possuindo uma monarquia que não foge em nada aos modelos que conhecemos hoje.

América acaba entrando para a Seleção, onde deverá competir com outras 34 garotas pela mão do Príncipe Maxon.

O livro peca muito em não focar seu papel no gênero distópico,  deixando esta informação tão importante para o segundo plano, o que é uma pena, porque o foco principal de todo o livro são os momentos supérfluos das meninas que transitam entre um Salão de Mulheres e fartas refeições junto ao rei e à rainha.

Achei a personagem do príncipe um pouco decepcionante e sem  grande peso na história. Um príncipe alheio aos problemas do seu povo, superficial em seus sentimentos, não sendo mais do que um enfeite no cenário do palácio. Senti que esta personagem precisava ser melhor desenvolvida, mais presente em personalidade.. Uma pena sua presença ser somente uma sombra por toda a leitura.

A leitura nos traz nada além de uma situação de conflito juvenil, onde uma garota se vê num triângulo amoroso e uma grande decisão a ser tomada…tendo que decidir pelo futuro de sua família ou o futuro que seu coração deseja.

Sempre achei que seria uma leitura infantil, sem grandes alternativas, com um enredo simplista..

É um livro gostoso, de leitura fluente e rápida, nada fica arrastado, onde você se depara torcendo pela protagonista, que possui uma personalidade bem madura e orientada dentro da trama.

Em minha opinião, o ponto negativo na trama é o romance entre América e Aspen (que garoto chato, hein?) e como a autora apresenta a distopia, sem se aprofundar em alguma problemática mais reflexiva (característica deste gênero).

 

Assinatura Arita

Feitiço

SpheraLiterária #08 – Feitiço Livro 2 – Saga Encantada

Livro: Feitiço (Livro 2 – Saga Encantada)
Autor: Sarah Pinborough
Editora: Única
Páginas: 248
Spheras: 4
 

Cuidado com o que você deseja!

 
Olá, queridos do Sphera Geek!
 
Terminei em dois dias a leitura deste livro e fiquei bem surpreendida. 
Quando comprei o box com  os três volumes, não imaginava que estariam interligados da maneira que estão. Li o primeiro livro e fiquei boquiaberta com o rumo que a historia tomou, me conformando com esta nova versão de Branca de Neve. Porém, a história de Cinderela se tornou bem mais excitante de acompanhar.
 
Com a narrativa em terceira pessoa, os focos principais estão divididos na visão de Cinderela e da Rainha Má (sim ! a Rainha Má de Branca de Neve tem sua participação especial ). Só se torna perceptível a ligação entre os livros desta série lá pela página 200 deste título. 
 
Em um reino próximo, a realeza anuncia um baile que encontrará uma noiva para o príncipe e parece que o desejo de Cinderela irá ganhar aliados peculiares para ser realizado. Nada mudou! O baile, as badaladas à meia-noite, o sapatinho de brilhantes, enfim, a autora se pautou muito na ideia de revelar os segredos mais sinistros, fugindo totalmente do previsto, bem no final do livro. 
Contudo, não será fácil: ela não é a principal aposta de sua família para esse casamento real, e sabendo disso Cinderela não facilita a vida de sua irmã Rose pela busca da coroa. Cinderela conta com sua fada-madrinha que precisa de um favorzinho em troca de transforma-la de pobre coitada em uma diva real.
 
Toda a narrativa é exposta de modo bem simples e encontramos todas as respostas, soluções e revelações lá pelo final do livro. 
 
Tenho minhas ressalvas, mas o livro é interessante, desperta sentimentos sobre personagens que no conto original estão apagados e sem dinâmica. Faz com que pensemos no outro lado da moeda. 
 
Não consigo ver, após a leitura dos dois primeiros livros da série, uma mocinha ou uma vilã. Por que Cinderela deveria ser a mocinha se age de má fé se colocando em situações complicadas para satisfazer seu egoismo e excentricidade? Mesmo com toda a reviravolta, não consigo acreditar em uma remissão de caráter.

 

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #05 – Sally Lockhart e o Mistério do Rubi (Philip Pullman)

História

Na busca de pistas para solucionar o mistério da morte do pai, Sally Lockhart, uma jovem menina de dezesseis anos, que nunca frequentou a escola, detentora de uma personalidade além de sua idade, nada presa às formalidades femininas de sua época, aventura-se no submundo assombroso de Londres do tempo da rainha Vitória.

A rainha Vitória reinou na Inglaterra de 1837 a 1901.Ela procura informações sobre a obscura sociedade secreta denominada “As sete bênçãos”.

Nesta busca, ao dizer estas três palavras “As sete bênçãos”, a adolescente Sally Lockhart acaba de matar um homem. Não com uma arma, apesar de estar com uma pistola e possuir a coragem de usá-la. Sally matou Sr. Higgs com apenas três palavras.

A jovem ainda não sabe o significado delas, nem porque o colega de trabalho de seu pai, morto em um naufrágio em alto mar, literalmente morreu de medo quando as ouviu

.Em busca de pistas, Sally se aventura no submundo sombrio da capital inglesa do século XIX, ambiente este que não era nada fácil para nossa heroína. Ela se diferenciava em muitos aspectos das meninas e seus padrões de comportamento da época.

Sally nunca foi à escola, mas demonstrava muita facilidade com contabilidade (oficio aprendido com seu pai nas inúmeras viagens que fez em sua companhia marítima) e trato com os negócios.Dali para a frente, esta jovem se vê envolvida numa trama cheia de aventuras e vilões, que sem piedade, buscam por uma joia rara, que no passado determinou a história de vida de nossa personagem.

Perseguida por vilões, esta mocinha intrépida acaba revelando dois mistérios, e descobre que ela mesma é a chave para ambos..

Adaptação

A BBC fez uma produção significativa adaptando este livro de Philip Pullman para um seriado de TV.Não houve, até o momento, nenhuma manifestação da emissora em dar continuidade a esta série.

Os episódios que foram ao ar, seguem a narrativa do autor, caprichando bem no figurino e nos cenários.

Sally e a Maldição d Rubi é o primeiro dos quatro volumes da série Um mistério de Sally Lockhart e esta classificado no estilo Young Adult. Uma leitura simples e rápida, que irá encantar você!

Assinatura Arita

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SpheraLiterária #02 – O Mundo de Zofia

Obs: Como tive problemas com o Blog e a mudança para “.com” atrasei algumas postagem de dezembro de 2014. 

Olá, queridos do Sphera.. já estou com saudades! 

 

Esta é nossa resenha de despedida de 2014 e estou ansiosa pelas novidades de 2015.
Nada melhor do que encerrar o ano com este livro que chamou minha atenção, primeiramente pela capa ( claro! ela é linda e perfeita) e posteriormente, pelo conteúdo, sem dúvida.
A Editora Leya fez uma grande jogada com o título em português (em inglês  o livro se chama Magic for Beginners), trazendo a lembrança, sem dúvida, ao título de O Mundo de Zofia. Mas garanto que a história não se assemelha ao clássico de Jostein Garden.
A tradução foi muito criticada pois apresenta falhas em sua estrutura em português, com muitas adaptações de texto e esta associação sonora ridícula ao livro de Sofia…
Gostei da obra em si. Quando terminava um conto, criava em minha mente  uma ideia que, pouco tempo depois se extinguia, me obrigando a reler a história e pensar, WTF?
Zofia é uma vovó bem descolada, que diz ter 200 anos de vida, e veio de um país de nome complexo que ninguém encontrou no mapa chamado Baldeziwurlekistão, deixando sua neta e toda a família  louca com suas peripécias.
O livro é dividido em nove histórias diferentes, que, sinceramente você se pergunta no final de cada uma : O que é isso ? kkk
Kelly Link agrada com seus textos se enquadrando no estilo descrito como slipstream:
 uma combinação de ficção científicafantasiahorrormistério e realismo.
 
Em minha opinião, o conto da Bolsa Mágica traduz bem o surrealismo que a autora deixa como marca de suas histórias. Este foi o texto que mais me identifiquei e sei, que você, também, irá se identificar.
 
Um beijo e um cheirinho a todos!!
Até 2015