DIÁRIO DO MENESTREL – 07 – POESIA PQ N – I – A GÁRGULA

A Gárgula

Eu vou me levantar, sair desta inércia.
Em minhas veias corre sangue,
debaixo da pele há carne, não pedra.
Eu que tanto tempo observei de longe,
de minha posição segura, distante,
hoje não serei mais sentinela.
Eu vou me levantar e me jogarei ao ar,
na esperança que a queda me faça voar.
Que minha vontade seja como o vento
e minhas asas atrofiadas, o meu sustento.
E se eu viver poderei falar do que vi.
E se eu morrer poderão dizer que eu vivi.

DIOGO BRAGA
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