O Reinado de Taylor Swift e sua História

Fala Galera!
Em um dia de manchetes com cara de mentira já começo com uma…
Taylor Swift é para mim o artista atual com maior potencial para se tornar uma lenda e revolucionar o mercado da música hoje em dia.
Pode soar forte colocar algo assim hoje em dia.
Quando pensamos outros nomes que encaixariam na descrição podemos encontrar Beatles, Michael Jackson, Madonna entre outros.  É evidente que a Taylor Swift não está nesse meio hoje em dia, e nem é isso que estou falando aqui.  Ainda falta tempo, estrada e carreira.  Pode dar tudo errado mais para frente, ainda que eu não acredite nisso, mas hoje é ela que vejo com mais futuro.
Como tudo começou
Eu não estava acompanhando a carreira dela quando apareceu, só descobri a artista no segundo disco, mas o primeiro disco é muito especial.  Com uma estética e idade parecida à de artistas do eixo Disney / Nickelodeon ela surgiu na pequena cidade de Reading com menos de 100 mil habitantes.  Desse ar de cidade pequena saiu um fantástico disco country de estréia.  Se prepare para ser surpreendido quando você espera entrar aquele solo de guitarra e um inacreditável banjo tomar os seus ouvidos.   O álbum soa inesperado e surpreendente em especial por ter sido composto e gravado por uma garota entre os 16 e 17 anos.  Acredito que em especial por esse disco a artista entrou recentemente em uma lista de 100 maiores artistas country da história pela Rolling Stone ( https://t.co/3bbsEYMiOW ).  Uma curiosidade é que ela ficou melhor posicionada que o Tim McGraw, artista admirado por ela e que tem uma música que leva seu nome e foi o primeiro single desse primeiro disco.  Outra curiosidade é que durante o processo de divulgação do disco uma rádio ao entrevistar ela colocou ele na linha sem ele saber.  A reação soa muito autêntica e ela simpática.  Para quem manda bem no inglês essa gravação vale muito a pena.

Como eu conheci a artista, e o resto do mundo também
No segundo disco os singles aumentaram, os clips se tornaram mais populares, a parte pop da música cresceu em importância, sem deixar de lado as raízes, e ajudou a espalhar sua música pelo mundo.  Fearless é um álbum que funciona muito bem, suas músicas em versões acusticas também.  Os clips são interessantes e retratam bem o universo não só da autora, mas de boa parte do seu público alvo.  Eu que já estava muito interessado pelo trabalho da artista me deparei com mais um fato surpreendente.  Taylor Swift que já ganhava destaque e influência no mercado musical foi convidada a participar de um programa chamado CMT Crossroads, onde costumam se encontrar bandas e/ou músicos de diferentes estilos.  Sua missão seria dividir o palco com a banda de Hard Rock Def Leppard, que já havia sido uma banda de muito sucesso, mas não chegou tão popular aos anos 2000.  Ela aparece no backstage desse encontro contando como ficou encantada com o convite e que sua mãe gostava muito da banda e que seria algo muito especial… e foi.  A apresentação mistura sucessos de ambos os lados em arranjos muito ricos.  Duas baterias, as guitarras do Def Leppard deixam os músicos da banda dela livres para intrumentos como rabeca e banjo e tudo soa muito bem.

Seria o mundo o bastante?
A cantora segue com um álbum onde apesar de manter algo de suas raízes country avança cada vez na música pop e a torna cada vez mais conhecida ao redor do mundo.  Speak Now apresenta diversos singles e mesmo as outras músicas se tornam conhecidas pontualmente.  Mean recebe dois Grammys relacionados a música country.  A turnê de lançamento durou um ano aproximadamente e gerou seu primeiro disco ao vivo Speak Now – World Tour Live.  Nesse álbum / DVD/ Blu Ray a cantora navega do pop mais dançante ao seu voz e ukulele sob uma palmeira de neon, trafegando evidentemente pelo country que permeia sua carreira.

Hora da Guinada
Taylor Swift já vinha sinalizando em entrevistas e outros contatos com fãs que pretendia se reinventar e planejava fazer algo melhor que qualquer outro conteúdo já produzido por ela.  O álbum realmente soa mais pop, mais experimental e mais diverso do que a cantora já se apresentara em qualquer momento da sua carreira.  Em seu primeiro dia de vendas online, Red tomou os primeiros lugares das paradas no iTunes, inclusive iTunes Brasil, e Goggle Play.  Contando com diversas músicas lançadas previamente como singles o álbum foi muito bem recebido.  Nesse momento a artista já era uma estrela de primeira grandeza no mundo Pop e todo material produzido por ela aguardado ansiosamente e analisado pesadamente em seu lançamento.  entre os diversos sucessos do disco uma favorita é Everything Has Changed, um dueto com Ed Sheeran que não só é uma música incrível como é ajudada por um clipe marcante.  Nele é retratada a infância como ela sempre deveria ser, mágica, remetendo diretamente à quadrinhos como Calvin e Haroldo.

Pé Embaixo no Pop
Com o lançamento em 2014 de 1989, o disco que leva como título o ano de seu nascimento, a cantora se entrega de vez ao pop e a música eletrônica.  É muito difícil encontrar vestígios de suas raízes country e isso choca parte dos fãs.  Apesar disso a crítica recebe bem o álbum que leva mais um prêmio Grammy tornando-a a primeira mulher a levar o prêmio duas vezes por trabalhos autorais aparentemente.  O compositor e intérprete Ryan Adams publica em 2015 que enxergava um outro disco sob aquele lançado e que pretendia lançar uma regravação do disco completo com uma outra proposta.  Taylor ao saber do projeto pelo Twitter se mostrou empolgada com o projeto e ajudou muito na divulgação.  Esse disco pode ser encontrado nas plataformas de streaming, porém nunca foi lançado em formato físico.  Seu single Bad Blood foi puxado por uma inacreditável quantidade de participações especiais no video clipe e pela participação do rapper Kendrick Lamar.

Polêmicas recentes 
Em 2014 a artista se recusou a disponibilizar seu novo álbum nas plataformas de streaming, e ainda retirou os álbuns anteriores.  Publicou ainda, uma carta aberta criticando os valores pagos aos artistas e a forma de remuneração desses sites como um todo.  Isso se manteve até esse mês (jun/17) quando todo seu catálogo retornou as principais plataformas.  O motivo oficial seria celebrar 10 milhões de cópias vendidas, extra oficialmente o motivo seria ofuscar o lançamento do novo single da Katy Perry.  Bem sucedida quaisquer que tenha sido o motivo.  Os fãs agradecem profundamente o retorno do catálogo.
Achando que este seria o assunto mais recente descubro na semana da publicação desse post que ela está novamente no negócio de manchetes bombásticas.  Entenda o motivo pelo qual Taylor Swift poderia ser a nova Eddi Van Halen nesse post do guitarrista Marcos de Ros.

Mas enfim, por que ela teria mais chances de ser uma nova referência na música mundial do que suas concorrentes óbvias e músicos muito superiores a ela?
- Acredito que ela seja uma artista com raízes muito fortes, com pé no chão e uma tranquilidade muito grande.
- Sua música continua muito rica e sua poesia também, como visto na regravação de 1989, independente de quanta eletrônica esteja em sua música ou das parcerias que faça.
- Ela está disposta a enfrentar e vencer barreiras com humildade e bom humor, de tocar ukulele e voz para um estádio até fazer um show com uma banda cujos integrantes são mais velhos que seus pais tocando em um estilo completamente diferente.
- Ela gera uma diferença de comportamento com sua música, quer seja quando se revolta contra o establishment que se tornaram as plataformas de streaming, quer seja recebendo prêmios por seu trabalho autoral, quer seja inspirando novas gerações no mundo da música (tocando ou compondo).
Nada parece grande demais ou pequeno demais para a artista e por isso estou interessado em quaisquer que sejam os próximos passos dela na sua carreira.
Por enquanto é isso.  Se você tem apostas melhores que a minha conta aí nos comentários.
Aqui segue um último vídeo para encerrar.  Esse é meu vídeo favorito da artista, onde ela mostra todo seu carisma, simpatia e qualidade.
Até mais e não saiam do tom,

Rodrigo Fernandes

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