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Projeto #LeiaNovosBR| O Mistério de Max Owen – Ariel Gomes

Primeiros Escritos

Depois de Descobrindo eu fiquei um bom tempo parado pensando no que mais eu poderia escrever. Sempre começava algo, mas nunca terminava. Já estava já faculdade quando realmente decidi “voltar” a escrever. Geralmente escrevia sobre o que estava sentindo, como enxergava o mundo, sobre a vida que acabara de começar ao lado de alguém.

Engavetei algumas — muitas — coisas durante o primeiro ano, nem contava que eu escrevia, até porque muita gente encara como hobbie e não como algo profissional. Já no segundo ano… desculpem-me, eu esqueci de falar que cursei Jornalismo e bom, ajudou muito!

No segundo ano, já tinha algumas coisas, e foi a primeira vez que ouvi a palavra “Antologia” na vida. Eu nem sabia que existia até que vi o edital e me encantei na hora. A proposta era que enviássemos contos do gênero romance, que fosse correspondido ou não. Já pensei logo de cara, “Vou enviar dos dois”. Então, no outro dia, lá estava eu, sentado na mesinha do meu quarto com o notebook aberto no Word digitando tudo que vinha a minha cabeça.

Os dois contos ficaram prontos e eu chorei. Sim, chorei. Muito. Cinco Vidas e Olhe pra mim, meus primogênitos. A primeira aprovação então aconteceu com esse dois e eu não podia ficar mais feliz, mas infelizmente não foi a melhor experiência que tive. Desisti? Não. Meses depois vejo no Facebook outra antologia aberta e foi ai que as coisas começaram a ficar boas. Quer dizer, tirando a ansiedade que não era pouca.

A cada conto enviado a ansiedade aumentava e assim por diante. A espera pela resposta é quase eterna, pelo menos para pessoas exageradas e ansiosas como eu. Se você não é nada disso, vai tirar de letra. E o pior, os contos NÃO aceitos não são notificados, ou seja, o desespero é ainda maior.

Nas três primeiras antologias eu estava me sentindo o verdadeiro escritor super ultra mega f@#& até que atingi o grande muro do NÃO. Ou melhor, até que não recebi o e-mail avisando que havia sido selecionado e alguns dias se passaram e a editora lançou a listagem e meu nome não estava lá. Ninguém lida bem com o NÃO. Vocês já repararam isso? Além do mais, acho ele intimidador, mas vida que segue.

E seguiu, se alguém achou o tão temido “Não” me fez parar se enganou. Ele foi o pontapé que eu precisava para continuar.

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As publicações

Como citei, já estava na minha terceira antologia até que recebi o NÃO. Então, outro edital e alguns dias depois, conto enviado. A agonia da espera me mata sempre, sou incapaz de esperar por algo pacientemente, alguém pode me ajudar?

O que surgiu no meio dessas publicações foi o meu livro. Sim, meu primeiro livro solo. Sei que já falei de outro, lá no primeiro texto, mas é diferente. Aquele eu escrevi para me ajudar, já esse… para me matar do coração de tanto mistério que coloquei nele.

Max Owen apareceu na minha vida. Na verdade, O Mistério de Max Owen. Comecei a publicá-lo na plataforma de publicação gratuita Wattpad, a cada semana um capítulo novo era lançado. Consegui um número considerável de leituras, e fiquei muito feliz com isso. Deve parte disso ao meu namorado e a minha mãe que compartilhavam Max em tudo quanto é lugar. Obrigado por isso.

Voltando as antologias, eu estou em diversas e o melhor ainda é que são de variados temas o que é muito bom para um escritor que está no inicio. Se não fossem por elas eu jamais saberia qual meu gênero favorito ou aqueles que tenho mais facilidade ou dificuldade em escrever. Elas são um exercício e tanto, super recomendo e pretendo continuar, afinal treino nunca é demais.

Ao total, e confirmadas, eu estou em oito. E todas foram de grande valia tanto como escritor quanto como pessoa. Já escrevi romance, terror sobrenatural, sobre psicopatas, mistério e fantasia. Viajar por esses mundos é incrível, é uma grande jornada de autodescoberta.

Depois de todo o processo editorial necessário, o livro vai para gráfica e logo depois vocês os tem em mãos. Essa sensação, lamento informar, é indescritível. Eu posso ficar aqui durante horas tentando explicar o quão incrível é ver suas histórias naquelas páginas amareladas. E quando tem um evento de lançamento? MEU DEUS! É atingir nirvana dez vezes e voltar em um único dia. Todo aquele pessoal sensacional que temos o prazer de conhecer e que muito se tornam grandes colegas, amigos, parceiros…

E no meio dessa montanha russa literária, eu volto a falar de Max, meu filho misterioso, que me deixou louco e passível de tratamento, mas que depois de finalizado foi só orgulho. Está perdoado senhor Max Owen.

 

Expectativas

O ano de 2018 começou me enchendo delas, bom, eu não sou muito fã de ficar esperando por algo, mas assim que o relógio marcou meia noite eu sabia que muita coisa aconteceria.

Além de conhecer pessoas incrivelmente talentosas, muitos livros em que tenho contos chegaram e pude senti-los, assim como uma mãe que segura o bebê recém-nascido. Além disso, como já falei, acho que duas vezes, Max está no forno. Comecei a escrevê-lo em agosto de 2017 e prometi a mim mesmo e a editora que o terminaria até o fim de abril e foi exatamente o que fiz.

Eu criei um hábito, eu já escrevia, mas não todos os dias, mas para terminar Max era preciso  de um que me ajudasse. Calculei, mais ou menos, quanto faltava para acabar e estipulei uma quantidade mínima de palavras POR DIA e caso não cumprisse no dia seguinte teria que bater as duas. Foi corrido, foi difícil, mas foi tão gostoso vem cada letra ser digitada, cada fala ser dita, cada descrição feita…

O Mistério de Max Owen será lançado ainda este ano e estarei na 25ª Bienal do Livro de SP, se isso é um sonho, por favor, não me acorde.

Sabemos que ser autor nacional não é uma tarefa fácil, mas não somente pelo fato de não haver incentivo, mas também pelo próprio meio. Não é algo que gostamos de falar, mas uma guerra silenciosa circunda a todos nós. Autores que não se ajudam, falsos colegas e aproximação por interesse… enfim. Espero que isso mude com o decorrer dos anos, tenho esperança e isso é o que importa.

Acho que já falei muito, não? É isso, espero que tenham gostado de saber um pouco o meio literário e sobre mim também. E não se esqueçam que estarei na Bienal, apareçam para me dar um “Oi” e conhecer Max Owen (caso queiram acompanhar o meu trabalho) kk.

Encontre o escritor Ariel Gomes

Instagram: _euariel
Email: arielggomes@gmail.com
Facebook: fb.com/Ariel.Gomes.Q
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