[SC] Atypical – Nova série da Netflix

Consegui completar minha maratona de séries e Atypical foi minha melhor descoberta. Não tenho especializações sobre educação especial, ou mesmo grandes experiências fora dos portões da Universidade ou dos muros de uma biblioteca. Meu olhar ao falar sobre a série é de uma espectadora comum, que por acaso da vida se aventurou nos rumos da pedagogia e que deseja  aprender mais e mais sempre.

Temas polêmicos tem sido o foco da gigante Netflix ultimamente como suicídio na adolescência com 13 Reasons Why, e uma gama de novos materiais em documentários e filmes sobre violência doméstica, bullying entre outros. Agora, a Netflix volta sua atenção novamente o universo jovem.

Estreiou em 11/8 Atypical, série com oito episódios de 30 minutos, que fala sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), cujo principal sintoma é a dificuldade de comunicação e interação. No centro da trama está um estudante com certo grau desse distúrbio. Ele quer arrumar uma namorada e ter uma vida social mais organizada, sempre estimulado por sua terapeuta que foca em prepará-lo para o cotidiano da vida. Estratégia que, com leveza, joga luz sobre o preconceito sobre o Espectro Autista.

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O protagonista Sam (Keir Gilchrist), 18 anos, tenta transpor as dificuldades do autismo e, ainda, lidar com a transição para a vida adulta. Vive com a mãe, Elsa (Jennifer Jason Leigh); o pai, Doug (Michael Rapaport) e a irmã, a também adolescente Casey (Brigette Lundy-Paine), em um confortável lar norte-americano. Frequenta o colégio, onde tenta flertar, mas sem levar o menor jeito. Em dado momento, desabafa com os amigos:

– Às vezes, eu queria ser normal. 

Um deles prontamente rebate: 

– Cara, ninguém é normal. 

Está aí outro tema importante que permeia a série e abarca os principais personagens da história: o que significa ser normal? E digo ainda mais: será que a série não deveria trazer personagens que apresentem também outros graus de TEA? Como escrito acima, o personagem vive num confortável lar americano, com pais aparentemente focados e esclarecidos sobre o assunto..Mas e quanto as outras dificuldades comuns vivenciadas pelas famílias? O que fazer?

Novamente um tema importantíssimo sendo abordado de modo superficial…
O protagonista bate ponto no consultório da terapeuta Julia (Amy Okuda). A profissional defende que seu paciente, assim como todos os seres humanos, só quer ser amado e pretende ensinar-lhe estratégias de paquera. A mãe, superprotetora, não aprova:

– E você vai ensinar uma estratégia para curar um coração partido?

O despertar do amadurecimento de Sam promove um verdadeiro rebuliço na família, a começar por Elsa. Até então vivendo muito em função dele, a mãe precisa encontrar um novo significado para a própria existência assim que o jovem começa a evoluir. Então, como Sam, ela embarca em uma jornada de autoconhecimento.

A nova atração do catálogo da Netflix é produzida pela Sony Pictures Television. Tem história e roteiro de Robia Rashid (da festejada How I Met Your Mother). Rashid, Seth Gordon e Mary Rohlich são os produtores-executivos junto com a atriz Jennifer Jason Leigh.

Fonte:ZHora

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