[SE] Covers que Faltam Com o Respeito

Fala Galera,

Acredito que todos nós conhecemos pelo menos um punhado de bandas covers…De bares na noite, passando por colegas de trabalho que se juntam para umas cervejas e umas músicas na garagem aos fins de semana, até de supergrupos como o reunido para regravar os covers, em sua maioria, que eram tocados pelos Beatles no começo da carrreira (a Backbeat Band incluindo membros do REM, Soul Asylum, Sonic youth e Nirvana).

Apesar dessa diversidade, a maioria das versões não caem muito longe da sua origem. Procurando, é possível encontrar versões revolucionárias que vão dar uma nova roupagem a música é a transformam em algo diferente (não necessariamente melhor ou pior).  O objetivo desta lista é apresentar versões que deram esse novo significado às músicas para mim, e eu tenho certeza que além de trazer um sorriso ao seu rosto quando identificar a música, deve fazer você lembrar de alguns casos semelhantes que foram relevantes para você.  Se esse é o caso, nos deixe saber pelos comentários…

De todo jeito aqui vão meus covers, quase inéditos (a ordem é a melhor para a narrativa e não está ligado a qualquer tipo de predileção… eu acho).

 

Take on Me – Reel Big Fish

Ska é um estilo com alguma tradição de covers inusitados.  Com guitarras bem características, e frequentemente um marcante naipe de metais, tudo pode virar Ska.  Uma das mais divertidas apresentações do estilo pode ser encontrado nesse rapidíssimo cover do clássico pop:

 

Smells Like Teen Spirit – Tori Amos

Toda a raiva adolescente encontrada no que deve ser o primeiro grande hino Grunge se torna uma angustiante bad trip na voz e piano de Tori Amos:

 

Ryan Adams – Taylor Swift / Wonderwall

Depois do grande sucesso, entre suas próprias músicas, um cover de Wonderwall do Oasis Ryan Adams abraçou um dos mais ambiciosos projetos covers que eu conheço.  Taylor Swift deve ser, atualmente, a mais bem sucedida estrela Pop.  Tudo que ela toca dá certo, desde o início de sua carreira.  Ela deve ser o maior encadeamento de empreendimentos duvidosos, bem sucedidos, já visto.  Quando a cantora deu uma guinada ainda mais forte em seu estilo no álbum 1989 (ano em que a cantora nasceu), foi muito criticada…teria ela se rendido aos colaboradores, produtores, dinheiro, sucesso…? Logo a doce cantora de um suave pop country vinda de uma pequena e pobre cidade da Pensilvânia…

Em pouco tempo, Ryan Adams apareceu para defendê-la.  Toda a genialidade dos outros discos estava lá e ele provaria regravando todo o disco enquanto ele, em sua forma Pop original, continuava uma trajetória de grande scesso apesar das críticas.

Taylor Swift, longe de criticar, processar ou dar qualquer tipo de piti abraçou a ideia, ajudou a divulgar e agradeceu a iniciativa. Ambos os discos são enormemente bem sucedidos… mas só um pode entrar nessa lista: 1989 – Ryan Adams!

Depois da gravação a GQ ainda promoveu uma entrevista feita por Ryan Adams com a cantora.  Infelizmente não encontrei uma versão legendada…

 

Toda a trilha do Moulin Rouge

E quando um diretor resolve subverter todas as músicas em sua obra, tudo bem não foram todas, mas passou perto, como Baz Luhrman fez em Moulin Rouge??  Ainda que o filme divida opiniões, é inegável o nível de rebeldia em transformar The Police em Tango ou Madonna em uma espécie de Ópera Bufa, porém seu auge pode ser encontrado, na minha opinião, na colagem de músicas feita em Elephant Medley para construir o diálogo que constitui um dos pontos altos do filme sobre um Elefante (cenográfico).

 

Francine Quinn – Suicide Squad

A desconhecida cantora criou muita curiosidade com sua voz na trilha sonora do filme Esquadrão Suicida.  Ela também é responsável pela música tema de Assassin’s Creed.

Menção honrosa precisa ser feita à Brian Setzer’s Orchestra que regravou versões Big Band de uma série de músicas clássicas no memorável, e inusitado, Wolfgang’s Big Night Out, recomendo…

E para encerrar essa lista de 5 covers inusitados (com algumas “trapaças” para garantir que ninguém fique de fora) trago Dotô Jeka, a única banda nacional.

A primeira vez que ouvi a banda ela atendia por Dr.Jekyll e fazia um som fortemente influenciado pelo Hard rock dos anos 90 (em especial do GnR ao que me pareceu).  O show de abertura para o Rolling Stones Cover transcorria normalmente quando de repente, vindo de lugar nenhum, entrou uma versão hard rock de Romaria.

Aquilo agitou muito o show e a banda ganhou a galera ali.  Algum tempo depois, a banda Dr.Jekyll se tornou Dotô Jeka no cast da Vigin com o disco Tia Marieta.  A piada foi repetida à exaustão e, ainda que boa, a banda não durou.  Alguns membros da banda continuam no mundo musical até hoje com destaque para Tuia, o vocalista, com um interessante e reconhecido trabalho autoral, e Ricardo Takamatsu, baixista em atividade na região do Vale do Paraíba até hoje.

E é isso… Como falei lá em cima conte aí o cover que você lembrou, nos comentários.  Faça sua própria lista… Trapaceie também…Lembre de cada surpresa que puder, por que cada uma delas vale muito a pena!!!!

Abraços,

Rodrigo Fernandes