[ST] Sonhos de Rock. Games e Guitarras

Fala Galera,

Estamos aqui hoje para falar do sonho de ser um rockstar e como o videogame revolucionou a maneira de viver o sonho.  Sei que outras experiências já existiam antes, mas foi em 2005 que surgiu algo que iria revolucionar a maneira com que os games e o rock iriam se relacionar, o Guitar Hero.  Instrumentos de plástico com poucos botões e combinações permitiam que pessoas que não haviam estudado música estivessem lá, batendo a cabeça e se sentindo num palco.  A enorme quantidade de diversão levou a uma grande variedade de títulos na franquia.  A própria desenvolvedora do Guitar Hero Harmonix se juntou a outros parceiros e criou uma segunda franquia chamada Rockband (que lançou o melhor título, para mim, no estilo The Beatles: o Rock Band).  Se isso levou o sonho de palco para uma série de pessoas que antes não podiam ter essa sensação, as plataformas dividiam os músicos.

Títulos como Guitar Hero e Rockband ajudaram a equilibrar o mercado de direitos autorais das bandas (nessa época muito atingido pela pirataria através dos MP3), além de estar inspirando, e sendo o primeiro contato de jovens que nunca haviam sonhado em tocar um intrumento, mas que estavam mudando de idéia.  Entre os jogadores era muito difícil separar quem estava só se divertindo, de quem estava forçando uma barra e  de quem estava se inspirando para realmente tocar um instrumento.  As guitarras começaram a dividir espaço com microfones e baterias de videogame.  O mercado de acessórios estava tão movimentado quanto o musical.  Os jogos se tornaram plataformas para que as bandas divulgassem seus trabalhos mais recentes.

Em 2011 a Ubisoft lança a resposta dos músicos a tudo isso com Rocksmith.  O jogo exige que seja conectado ao game através de um cabo Real Tone proprietário, mas universal (o mesmo cabo pode ser usado no PS3, PS4 e derivados, XBox 360, XBox One e derivados e PC) uma guitarra de verdade.  Na verdade, a opção de baixo foi incluída ainda no começo e recentemente a opção de violões também se fez presente.  Novas músicas são incluídas semanalmente através de DLCs e a biblioteca já ultrapassa as 1000 múiscas disponíveis de todas as épocas e estilos.  Se você faz parte do grupo dos empolgados mas que não sabem tocar, não tem problema.  O jogo tem lições em vídeo das principais técnicas e exercícios usando a mesma tecnologia do jogo para garantir que você está aplicando a técnica corretamente.  Ela irá repetir quantas vezes for necessário e ainda reduzir as velocidades dos excercícios até ter certeza que o material foi compreendido.

Isso funciona?

Sim.  Um amigo que não sabia tocar foi quem me apresentou o jogo.  Fui ajudá-lo a comprar uma guitarra e comprei o jogo para mim também.  A maior dificuldade no entanto é a de identificar quando você deve começar a se afastar do jogo e começar a abraçar o instrumento realmente.  Se isso não for feito, ainda que você permaneça jogando, mas também tocando sem o jogo, você corre o risco de ter uma guitarra semelhante a do Guitar Hero, mas com mais “botões”.  Asprincipais funcionalidades podem ser vistas nesse vídeo:

Mas e se eu já toco?

Ótimo!  Esse é um bom exercício, em especial para o baixo que é um instrumento mais complicado de tocar sozinho.  É divertido e pode ampliar sua cultura e capacidade musical, inclusive introduzí-lo a novos estilos e técnicas.

E como ficou o mercado hoje?

Não tem resposta certa e tem espaço para todo mundo.  Não tenho visto material para o Rock Band, mas o lançamento de DLCs de repertório são constantes para o Guitar Hero e para o Rocksmith.  as opções estão aí para todo mundo, quer você queira aprender, praticar ou se divertir.

Por hoje é só, mãos à obra e controles…não percam o tom!

 

Rodrigo Fernandes

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