Sphera Games #07 – Metal Gear Solid 3: A Mente Por Trás de Hideo Kojima

Bom dia amigos do Sphera!! Apresentamos nosso mais novo convidado para resenhar sobre games conosco. Conheçam nosso amigo Jack.

Olá, para você que não me conhece eu sou o Jack e sou viciado em games. Hoje irei resenhar o jogo “Metal Gear Solid 3- Snake Eater” desenvolvido pelo gênio Hideo Kojima, dos estúdios da konami, lançado em 17 de novembro de 2004.
É um jogo de elemento stealth e ação. Então, pegue o sua sua caixa de papelão (caso não tenha jogado, essa referencia será esclarecida no decorrer da analise), seu Codex e vamos para o jogo.

 

Antes de contar a história, controles, gráficos e tudo mais, tenho que explicar a cronologia maluca de Metal Gear Solid. O jogo começa no Terceiro, por isso optei em analisá-lo primeiro, além dele ser o meu favorito, pois mostra o Breaking Bad de Naked Snake ou somente The Big Boss, como ele se torna o vilão. Bem, segue então: Portable Ops, Peace Walker, Ground Zero, Phantom Pain, Metal Gear, Metal Gear 2, MGS 1, MGS 2: Sons Of Liberty, MGS IV Guns Of The Patriots.

Tendo isso em mente, vamos para o jogo.

O jogo é ambientado durante a Guerra Fria, que foi a época pós guerra em que o mundo se dividiu em dois, leste e oeste, capitalista e socialista. Jack é um agente da unidade de espionagem FOX Hound, que ainda não era “oficial” dos USA. Sua missão, dada pelo seu líder Major Zero, era infiltrar-se em uma base Russa, onde um suposto engenheiro estaria trabalhando em uma arma que poderia decidir o rumo da corrida bélica, tendo que resgatá-lo para ele desertar para os EUA.

Essa missão, foi chamada de Virtous Mission. Seu codinome era Naked Snake, tradução Cobra Pelada (japoneses…), ou só Snake, esse codinome não é só troll do Kojima, mas sim por dois motivos:

* Naked – Por conta dele ter que ir sem equipamentos ofensivos, pois como estavam na guerra fria, se qualquer coisa fosse descoberta, poderia criar uma tensão entre a URSS e os Estados Unidos.

* Snake – Por sua grande capacidade de camuflagem e por conta de que em seu treinamento de sobrevivência, ele devorava cobras para não morrer de fome.

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Nessa missão é apresentado o primeiro Plot (reviravolta) da história. O engenheiro Sokolov realmente trabalhava em um projeto nuclear, um tanque com armamento nuclear chamado Shagohod, o Metal Gear desse jogo. Quando ele se dirigia para o ponto de extração, sua antiga mentora da Fox Hound é apresentada pela primeira vez na saga.

Vemos a figura física de The Boss, a Soldada Perfeita, líder do grupo The Cobras,  os responsáveis pela  vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Nessa cut-scene, The Boss dá duas ogivas nucleares de presente ao recém apresentado vilão do jogo “Colonel Volgin”, que deserta para a URSS e então, sequestra novamente Sokolov.

Boss, praticamente joga Snake em um rio (já que estavam sob uma ponte mesmo), Snake pega a bandana de Boss, que vira uma marca para o personagem durante a saga. Snake é resgatado via Codex pela personagem Paramedic e em seguida extraído e salvo pelo seu líder. Esse é só o prelúdio do jogo, sendo praticamente só a sua primeira meia hora.

Uma nova missão é definida, com o nome de Snake Eater. Ele deve fazer duas coisas: Resgatar Sokolov e destruir Shagohod e matar sua mentora The Boss. O nome Snake Eater, como tudo feito por Kojima não é gratuito. Ele recebe esse nome pois apenas “uma cobra” sobreviveria e alcançaria o título de “The Boss”.

Ao final da resenha, analisarei os personagens principais, como a própria Boss e o The Cobras.  O Gameplay é inovador para a época, pois você tinha a opção de interagir com o hardware do jogo.

“Como assim ????” Simples! Eu explicarei.
No jogo, você pode matar cobras e come-las para recuperar vidas. Se você mudar o calendário do seu PS3 (2 na época) ou o console que está utilizando, a sua comida apodrece. Desde o MGS de play 1, Kojima gosta dessa interação ou até mesmo formas diferentes de derrotar Chefes como The Sorrow e The End por exemplo (mas, deixarei isso para o final da resenha).

No jogo você pode correr, andar,agachar ou se arrastar. E é claro, existe a famosa caixa de papelão que você acha pelo cenário, equipa e sai andando sendo seu “uniforme” stealth. Eu não recomendo você matar NINGUÉM em nenhum MGS (somente se for necessário) pois isso só piora o seu rank no final do jogo.

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Ao ver um soldado inimigo, você pode aplicar um golpe de CQC (calma!! isso não é uma referência ao programa da Band TV) que consiste em nocautear o inimigo. Existe a opção de faze-lo desmaiar com uma pistola  cuja munição consiste num tranquilizador, ou você pode rende-lo, ao apontar alguma arma para ele. Assim,  Snake dirá: “Freeze” e o inimigo se irá se render.

Os gráficos até hoje são considerados lindos pra época!! As florestas de MGS, bases,
expressões!!! Kojima sempre capricha nos gráficos, sempre a frente de sua época (não sei como está o de MGS V Phantom Pain, mas deve estar maravilhoso também). E a trilha sonora então?

O que eu vou falar agora serve para todos os jogos: a trilha é INCRÍVEL! O tema do jogo (Snake Eater) chega a arrepiar quando ouço. Me permitam um comentário:  só as músicas que tocaram nos teasers de MGS V Phantom Pain, lançadas no ano passad,o já me deixaram feliz  Isso é rock!! E rock dos bons!

A recepção da critica sobre MGS 3 com certeza deve ter deixado tanto Kojima quanto a Konami muito felizes. O jogo foi um sucesso e vendeu 3,96 milhões de cópias ao redor do mundo, recebendo nota de 9,6 pela IGN e 8/10 na EDGE.

Eu daria 4,8/5 em MGS Snake Eater, por conta da queda de Frames por segundo (sendo inferior ao seu antecessor MGS 2).

Vamos então aos personagens e suas curiosidades.

O Grupo é formado por 5 membros:

  • The Boss ou The Joy (Alegria),
  • The Sorrow (Tristeza),
  • The Fear (O Medo),
  • The Fury (A Raiva)
  • The End (O Fim).

Qualquer semelhança com Inside Out, é mera coincidência. Vale citar alguns membros:

The Boss – A Lenda viva! Suas habilidades em campo e intelectuais são incríveis, sendo considerada a soldada perfeita. Treinou o jovem prodígio Jack. A relação dos dois, é um dos principais motivos da revolta e Breaking Bad de Snake (a conclusão desse jogo e sua explicação do chamado “Desejo de Boss” fez rolar uma lágrima aqui). Ao analisar o Peace Walker, terei de “spoilar” sobre isso! Mas relaxa pessoal, quem sabe um dia!! Nada de spoilers por hoje).

The Sorrow – A forma de derrotar esse boss, é muito criativa pois não há batalha, você só o derrota se você morrer. Sim, você
morre, toma uma pílula, e pronto! Você terá uma “Morte falsa”.

The End – Um sniper idoso, porém é extremamente habilidoso quando em combate. Existe três formas de derrota-lo. Você pode
avançar duas semanas em seu hardware, fazendo- o morrer de velhice, em sua primeira aparição atirar em seu papagaio para que The End morra  ou  ter uma batalha normal.

Revolver Ocelot – A apresentação a figura jovem, arrogante e Badass de Ocelot. Um pistoleiro russo com habilidades totalmente
OPS com a pistola, sendo capaz de fazer uma roleta russo com 3 armas, fazendo malabares. Um easter egg muito épico envolvendo Ocelot é que na primeira missão, quando ele aparece, Snake dá um belo “chute na bunda” de Ocelot por conta de sua arrogância (convenhamos que  Ocelot é badass, mas Snake é mais) e ele ficará nocauteado no chão. Se você o matar terá um Game Over chamado: Time Paradox. Pois, como ele é MUITO importante para a história, matá-lo causaria um paradoxo temporal. Legal não?

Volgin: Um dos vilões mais f*das de MGS. Um russo que possui poderes de eletricidade e que desencadeia uma das melhores Boss Battles de toda a franquia (de 10 batalhas épicas de MGS, no mínimo umas 5 são de MGS 3). Quando você pensa que o derrotou, Shagohod aparece novamente.

Essa foi minha resenha de Metal Gear Solid 3 – Snake Eater. Espero que tenham gostado e adquirido certo background para
jogar a saga MGS 3, ou até mesmo que você tenha adquirido curiosidade para começar a jogar essa maravilhosa franquia do gênio Hideo Kojima (que merece um texto a parte só sobre sua história.  Aguardem.

“Lutamos quando necessário!” We are a Legion!!!
Um grande abraço..

Jack

 

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