Sphera Games #13 – O Fantasma De Esparta (God Of War)

Olá!

Para você que não me conhece eu sou o Jack e sim, sou viciado em games!

A saga que irei resenhar (obviamente será um jogo dessa saga por mês, no naipe de MGS) será a consagrada saga God Of War, tradução: Deus da Guerra. É um jogo de visão em terceira pessoa, do gênero Hacking Slash (onde você basicamente anda e bate em tudo que se mexe). Desenvolvido pela empresa Santa Monica e distribuído pela Sony em 2009, se tratando de um exclusivo de PS2 e remasterizado para PS3 posteriormente.

A história de GoW é contada em formato de lembranças, começando do final e contando como tudo foi parar naquele ponto da história assim como aquele filme com o Brad Pitt e Edward Norton: Fight Club onde o protagonista Jack (sim, dai que vem meu nome) está em uma situação extrema e narra a história até aquele ponto.

Em GoW não é diferente. O jogo começa com o protagonista Kratos na beira de um penhasco se lamentando por acontecimentos do passado que até então você não sabe o que é. Ele se joga no que parece ser a morte. Para entender os motivos de Kratos, é necessário visitar o seu passado antes do jogo.

Antes de prosseguir com a história vai um detalhe muito f*da e importante: o jogo inteiro é baseado em mitologia grega, algo que MUITA gente é fascinada (assim como eu). Kratos em grego significa “Poder” ou “Força” só que prestem atenção! Ele não existe na mitologia grega. Cratos é um personagem completamente diferente de Kratos.
“Como assim?”

Bem, Kratos é um personagem inventado e inserido na mitologia, tipo os personagens de Assassin’s Creed e MGS saca. Esse personagem do jogo nasceu e cresceu em Esparta. Vamos a uma pequena aula de história para que vocês entendam o conceito dos Espartanos (muito bem demonstrados no filme 300).

Esparta era uma cidade-estado da Grécia considerada militarista, sendo obediente a ordens e autoridades. Os homens espartanos eram inseridos no exército aos 7 anos de idade! Onde aprendiam a ter disciplina, concentração, estratégia, educação e força. Aos 12 anos eram abandonados para fora da cidade (todos nús) e teriam que viver por conta própria, tendo somente permissão para voltar quando completassem 18 anos. Mesmo assim eles não eram bem tratados! Não tinham voz e nem permissão de votar. Caso eles chegassem aos 30 anos, sua vida apresentaria alguma melhora pois eram promovidos a Oficiais, tendo direito a voto e a casar-se com qualquer mulher de Esparta. E se por um milagre de Zeus eles chegassem aos 60 anos,poderiam se aposentar e seriam idolatrados.

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As mulheres espartanas não tinham “mamata” não! Eram criadas desde pequenas para serem inteligentes, praticavam danças, esportes e lutas, para gerarem filhos saudáveis e perpetuassem a linhagem espartana. Em Esparta as mulheres tinham respeito e voz! Diferente de outras cidades em que a mulher era basicamente um objeto de reprodução (ridículo, mas ok). Depois de casada a mulher poderia ter relações com qualquer homem da cidade enquanto seus maridos se ausentavam em guerras. Quantos mais filhos saudáveis uma mulher tivesse, mais respeitada e desejada ela era. Esparta criava homens e mulheres fortes e respeitáveis, mas a formação ideal para tal era cruel.

Kratos cresceu nesse fundamento, sendo assim frio e amargo apenas respeitando um ou outro. Ele se destacava entre os “destaques”, logo sse tornando “o cara”. Seus feitos em batalha eram lendários (era também um singelo pegador, tido como escenten amante). Mas, uma pequena observação de algo que aconteceu com Kratos e que com certeza acontecerá contigo se você for homem. Por mais que você seja o cara, sempre terá uma mulher que irá te derrubar, o seu coraçãozinho vai fraquejar por ela. E quando você estiver na balada com outra, não vai ser naquela que você irá pensar e sim em outra. Tenso né?

Isso não foi diferente com nosso Espartano, ele conheceu uma mulher chamada Lisandra com que se casou e teve uma filha chamada Caliope (se eu errei na escrita me perdoem). Ela nasceu com uma doença de pele e aos olhos de Esparta ela era uma criança fraca e deveria ser morta. Porém, Kratos não aceitou o destino de sua filha e soube de um Elixir chamado Ambrosia que poderia cura-la. Ele pediu um prazo para o rei para que pudesse buscar essa cura. O rei ficou com certo receio por medo de perder um de seus melhores homens, mas em honra a suas conquistas ele permitiu.

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Kratos badass foi até lá e conseguiu curar sua filha, sendo promovido a capitão pela sua bravura. Anos depois Kratos já era um general e estava em
meio a uma batalha contra os bárbaros. Os bárbaros eram completamente o oposto dos espartanos, eles não tinham organização, respeito ou disciplina. Só matavam e espalhavam o caos por onde passavam (no naipe daqueles personagens de Hermanoteu saca? Vide Hermanoteu na Terra de Godah).
O inesperado ocorreu, o exercito de Kratos foi massacrado e ele ficou aos pés do Rei dos Bárbaros.

Em um momento de aflição ele roga o Deus Ares, oferecendo sua alma e lealdade em troca de sua vitória em batalha. Ares ouve o chamado e envia as Harpias ao campo que lhe fornecem a Lâmina do Caos (a arma que usamos ao longo do jogo) as correntes ficam presas aos braços do portador pela eternidade, ou até que Ares as retire. Essas lâminas se incendeiam quando usadas em combate e com elas Kratos decapita o Rei Bárbaro e passsando a servir Ares. Com essa temível arma e Ares ao seu lado Kratos passou a ser imbatível!

Conquistava cidades promovendo sempre violência e morte de inocentes. Todo o respeito e honra Espartana foram abandonadas. Tudo para servir a Ares por puro medo de sua fúria. Lisandra dizia que ele havia mudado, dizendo que sua sede de matança um dia acabaria com ele, mesmo asim não deu ouvidos. Um dia recebeu um comando de Ares para dizimar uma vila de seguidores da Deusa Atena (Deusa da Guerra Estratégica) e no meio do banho de sangue ele acaba matando sem perceber sua esposa e filha Esta era uma armadilha de Ares.

A oráculo da vila o amaldiçoa grudando a cinza de sua mulher e filha em sua pele. Daquele dia em diante, ele não conseguiria dormir por conta dos
constantes pesadelos que teria sobre este fatídico dia. Ele se torna o Fantasma De Esparta.  Ares fez isso por um simples motivo: Ele achava que a família de Kratos era o que o impedia de ser o soldado perfeito.

Mas nada seguiu como ele planejou! Kratos tomado pela vingança (o sentimento mais demonstrado nos jogos da série) se revoltou e confrontou o Deus Da Guerra. Ele procurou os outros Deuses para o perdão de seus pecados. Sua guia durante 10 anos foi a Deusa Atena, que um dia confrontada por Kratos disse que sua cruzada estava chegando ao fim e que seus pecados e pesadelos sumiriam. Porém, ele teria uma última missão, mandar Ares para “PQP” kk. Os Deuses ofereceram ajuda, mas ele teria que fazer isso sozinho.

A única chance de derrota-lo seria conseguir a Caixa De Pandora Nesta caixa, haveria poderes que seriam maiores que a dos Deuses, este poder seria a Chama do Olimpo. Com medo, Hefesto fez uma fortaleza para essa Caixa amarrando-a nas costas do Titã Cronos, condenando-o a carrega-la pela eternidade. Se ele conseguisse os poderes da Caixa, poderia assim, matar Ares. E é ai que o jogo começa.

A campanha dura em torno de 10 horas e não existe dificuldade muito elevada. É basicamente andar e bater no que se mexe. A única dificuldade real do jogo são alguns “quebra cabeças” de uma fase no “Templo de Pandora” que são muito chatos. Os gráficos são maravilhosos para a época, sendo bem na vibe de DMC e MGS ou até mesmo Shadows Of The Colossus. Isso se aplica na ambientação também que é riquíssima!

A trilha sonora do jogo é maravilhosa como de praxe de jogos da Sony. A jogabilidade é simples é basicamente só esmagar os botões, você também pode dar pulos duplos e como a visão é em terceira pessoa, vira e mexe você se embanana com câmera do jogo e isso é irritante para caramba. A recepção do jogo foi extremamente aceita pela crítica gerando assim uma sequencia, sendo um dos melhores jogos de PS2 já feitos e com certeza se encaixa no meu top 10 jogos da minha vida.

Dou 4.0/5.0 para o jogo por motivos simples: A câmera no jogo para uma pessoa estabanada como eu é horrível.Então, espero que vocês tenham gostado e adquirido certo conhecimento sobre o jogo.

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Um abraço,

Jack