SpheraBook #01 – Jogador Número 1 (Livro)

O criador recomenda que esta postagem seja lida ao som de:

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Geeks dos Céus,

Ainda pouco terminei de ler “o” livro Jogador Número 1, e uma pergunta meu redor: E agora que acabou, o que faço? não tem mais?

Esse questionamento é devido ao grande trabalho realizado pelo escritor Ernest Cline (Roterista de Fanboys 2009), que ao encerrar o ciclo de leitura me deixou com vontade de quero mais: mais conteúdo , mais informações, mais sobre a vida dos personagens pós-jogo e do mundo criado.

Ernest mostra em seu primeiro romance, lançado nos EUA em agosto de 2011, o controle de uma linguagem simples de cunho visual e um domínio espetacular da cultura pop que rodeou a década de 80. Explorando a força máxima Geek oitentista de ser e  assim criando um clima vintage a história.

Vale ressaltar que a leitura flui muito bem para aqueles que amam o cinema,  quadrinhos e games, geramente denominados de Geek’s. Os demais talvez achem que o livro detenha muitas citações “desnecessárias”, visto em algumas críticas vinculadas na mídia.

O livro é divididos em capítulos, contudo para diferenciar e dar um toque gamer, os capítulos são divididos em 03 niveis.

Um pouco sobre a história:

Começa exatamente no ano 2044 num mundo pós apocalíptico, gerado pela escassez dos combustíveis fósseis. Essa demanda desencadeou uma série de atividades, entre elas: exôdo rural hardcore e aumento das diferenças sociais em níveis épicos. Com isso é desencadeado um sentimento anti-social coletivo e fuga da realidade por um Jog0/Programa denominado OASIS, que nada mais é que um simulador virtual parecidíssimo com o Second life, que possuem tecnologias que simulam as atividades reais físicas para aqueles que jogam.

A história se passa em cima do garoto  Wade Watts (Parzival), que como quase todo o mundo esta empenhando em ganhar a corrida Caça Ovo (Easter Egg) , criada pelo criador do OASIS o Mr. Hallidar. O prêmio para o vencedor nada mais é que 240 bilhões de doláres e ainda a Empresa responsável pelo OASIS.

Contudo para ganhar essa fortuna não é nada fácil e se mostra muito difícil , pois já se passaram 5 anos e nada ainda das pessoas acharem a primeira chave de três para abrir os três portões e enfrentar seus desafios dentro do OASIS.

O mundo se divide em busca desse tesouro e se vê de tudo, players jogando alone, outros criam os clãs de caças ovos para agilizar as missões e claro empresas, que querem abocanhar o grande BOLO. Devido a essa participação massiva encontramos os Seis, empresa controladora de vários seguimentos humanos de necessidades básicas da vida (incluindo quase todos os provedores de internet), que deseja se apossar do OASIS e tirar a gratuidade da mesma e gerar mensalidades e aumentar os valores das coisas dentro, sem falar da publicidade.

Ponto de Vista

Esse mundo “futurístico” criado pelo autor acrescenta um pouco de veracidade ao livro, pois estamos lado a lado com a realidade o tempo todo. E isso fica claro pois o período que começou a serem gerados estamos começando a viver. A quebra com a realidade se dá a partir de 2012 com o lançamento do OASIS, pois antes as situações narradas são as mesmas de nossa realidade (ou não).

Colocar a década de 80 e suas grandes transformações dão um brilho ao livro. Essa estratégia do Escritor fez com que a pessoa se sinta dentro do jogo, sendo um player junto com o Parzival e companhia. Graças a estas situações que você acaba se envolvendo de tal forma que acaba buscando as citações, reassistindo filmes, ouvindo musicas, e acaba tendo a sensação que faz parte do jogo e esta ajuadando.

Algumas pontos que me chamaram atenção foi a focalização na fuga da realidade pelas pessoas e a criação da” utopia virtual”, dando a entender que a sociedade num dado momento, estando numa situação muito difícil iria se esconder (Será?).

Outro ponto é a questão da “gratuidade” do OASIS citada a todo tempo, dando um gostinho de  “igualdade” , mas ao mesmo tempo mostrava que para ter regalias como equipamentos, viajar entre mundo e roupas maneiras precisaria gastar um bom crédito nisso tudo. Mostrando que não era tão magico assim.

A cadência do livro é boa, o início é explicativo e te introduz no mundo real e no OASIS; o meio do livro é o momento que conhecemos mais um pouco de como são os personagens e as mudanças geradas nos mesmos por alguns fatores durante a caçada; o final é tido como alguns como clichê mais eu gosto de contrapor esta posição com o seguinte pensamento: que não importa se o final termina com “a”, desde que até chegar o “a” tenhamos um bom decorrer e o escritor saiba contar o clichê de uma forma diferente, então faz-se-á valer a pena, como esse final fez!

No Brasil e Futuro nas Telinhas

Graças aos bons ventos o livro já foi publicado no 1 semestre deste ano pela editora Leya.

Antes do seu lançamento mundial  foi comprado os direitos pela warner para ser feito o filme, tendo o Ernest como roteirista. Contudo há rumores sobre o possivel diretor que seria o Martin Campbel diretor do filme que não agradou muito Lanterna Verde. Agora basta somente esperarmos pelo filme ou filmes.

Entrevista com o Autor

http://www.3canecas.com/livros/entrevista-com-ernest-cline-autor-de-jogador-n-1-ele-fala-sobre-os-personagens-e-sobre-o-futuro-filme/

Agradecimentos:

Ao meu grande amigo Thiago plácido//Dom-X, que me presenteou com esta obra prima em seu lançamento. Valeu!!!

Sinopse:

Jogador Número 1

Um mundo em jogo, a busca pelo grande prêmio.Você está preparado? O ano é 2044, e o mundo real está numa terrível situação!

Como a maioria das pessoas, Wade Watts escapa de sua desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao Oasis, que é uma utopia virtual que permite a seus usuários ser o que eles quiserem, um lugar onde você pode viver e se apaixonar em qualquer um de seus milhares de planetas.

E, como a maioria da humanidade, Wade sonha em encontrar o grande prêmio que está escondido nesse mundo virtual. Em algum lugar desse playground gigante, o criador do Oasis escondeu uma série de enigmas que premiará com uma enorme fortuna e um poder muito grande aquele que conseguir desvendá-los.

Durante anos, milhões de pessoas tentaram, sem sucesso, encontrar esse prêmio, sabendo apenas que os enigmas de Halliday se baseiam na cultura pop da época que ele adorava: o fim do século XX. E, durante anos nessa busca, milhões descobriram outra válvula de escape, estudando de modo obsessivo os símbolos de Halliday. Como muitas pessoas, ele discute os detalhes da obra de John Hughes, joga Pac-Man e canta as músicas do Devo enquanto ganha terreno no Oasis, assim encontrando o primeiro desafio.

De repente, o mundo todo se volta para acompanhar seus passos, e milhares de competidores se unem na busca, entre eles, jogadores poderosos e dispostos a cometer assassinatos para tirar Wade do caminho. Agora, a única maneira de Wade sobreviver e proteger tudo que ele conhece é vencer, mas para isso, talvez tenha que deixar para trás sua perfeita existência virtual e encarar a vida e o amor no mundo real do qual ele sempre fugiu desesperadamente.