SpheraBook #28 – Contos: Estância das Músicas, De Lord Byron e mais um Conto

MUSIC

Olá,

Prontos para mais uma viagem?

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Estância das Músicas, De Lord Byron

Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.

Quando, do pensamento de antes, a paixão expira

Na triste decadência do sentir;

Não é na jovem face apenas o rubor

Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor

Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.

Alguns cuja alma bóia no naufrágio da ventura

Aos escolhos da culpa ou mar do excesso são levados;

O ímã da rota foi-se, ou só e em vão aponta a obscura

Praia que nunca atingirão os panos lacerados.

Então, frio mortal da alma, como a noite desce;

Não sente ela a dor de outrem, nem a sua ousa sonhar;

toda a fonte do pranto, o frio a veio enregelar;

Brilham ainda os olhos: é o gelo que aparece.

Dos lábios flua o espírito, e a alegria o peito invada,

Na meia-noite já sem esperança de repouso:

É como na hera em torno de uma torre já arruinada,

Verde por fora, e fresca, mas por baixo cinza anoso.

Pudesse eu me sentir ou ser como em horas passadas,

Ou como outrora sobre cenas idas chorar tanto;

Parecem doces no deserto as fontes, se salgadas:

No ermo da vida assim seria para mim o pranto

Aprender com a experiência

 

Tire um tempo para ler esta história…

 

Um cão foi tão fiel que a mulher poderia deixar seu bebê com ele e sair para cuidar de outros assuntos. Ela sempre voltava e a criança estava dormindo profundamente com o cão fiel cuidando. Um dia algo aconteceu.

A mulher, como de costume, deixou o bebê nas “mãos” deste cão fiel e foi às compras. Quando ela voltou, ela descobriu uma cena bastante desagradável, não era uma bagunça total. Berço do bebê foi desmantelado, suas fraldas e roupas rasgadas com manchas de sangue por todo o quarto onde ela deixou a criança e o cão. Chocada, a mulher perdeu o chão.

De repente, ela viu o cão fiel saindo de debaixo da cama. Ele estava coberto de sangue e lambendo sua boca, como se tivesse acabado de ter uma refeição deliciosa.

A mulher ficou com raiva e concluiu que o cão tinha devorado o bebê. Sem pensar muito, ela bateu no cão com uma madeira, até a morte. Mas, como ela continuou procurando os “restos” de seu filho, ela viu uma outra cena. Perto da cama, estava o bebê que, apesar de estar no chão, estava a salvo e sobre a cama uma serpente em pedaços. Foi uma batalha feroz entre a cobra e o cão, que agora estava morto. Então, a realidade veio à mulher, que entendeu o que aconteceu na sua ausência. O cão lutou para proteger o bebê da cobra faminta.

Era tarde demais para ela agora  fazer as pazes, porque na sua impaciência e raiva, matou o cão fiel.

Quantas vezes julgamos mal as pessoas e as rasgamos em pedaços com palavras duras e ações, antes de ter tido tempo para avaliar a situação?

É o pecado da presunção. Presumindo as coisas da nossa maneira, sem se dar ao trabalho de descobrir, exatamente, qual é a real situação. Um pouco de paciência pode reduzir drasticamente os principais erros ao longo da vida. Quem é você para julgar mal agora? Não pense que você sabe o que os outros estão pensando. Tire um tempo para ter toda a verdade.

 

Até mais!