SpheraLiterária #11 – Divergente (Veronica Roth)

Olá, amigos!

 

São 1h da manhã e consegui terminar a minha leitura do livro Divergente, da escritora Veronica Roth.

Por favor, não me excluam porque esta foi uma leitura tardia, fora da “moda literária” do momento (seguir tendências e modismos nunca foi o meu forte). Esperei muito para ler Divergente, pois a minha meta era tentar ler o primeiro volume da trilogia, o segundo é enfim poder saborear uma sessão pipoca em casa, com o maridão, para refletirmos um pouco sobre distopia. Uma coisa eu não entendo. Vocês notaram a invasão de obras distópicas com protagonistas femininas? Santo Deus! Chega a enjoar… kk

Quando terminei a leitura, me entristeci meditando na comparação entre filme e livro. Capricharam e inventaram tanta moda com a produção cinematográfica que acabei me decepcionando, pois cometi o pecado maior de assistir ao filme e depois ler a obra.

Neste enredo, aos 16 anos, Beatrice Prior precisa enfrentar a escolha mais importante da sua vida: decidir em qual facção passará o resto de seus dias. E isso só é necessário porque o mundo, como conhecemos, não existe mais, e a Chicago atual é dividida em cinco facções que são responsáveis por manter a ordem das coisas.

Me senti muito envolvida pela narrativa, e pela maneira como a protagonista descobre o que há de errado por trás dos recentes desentendimentos entre as facções. Essa é uma das partes interessantes do livro – e a mais comum na literatura distópica.

Muito interessante a denominação das facções. Achei bem oportuno e levemente insinuativo (tomara que este detalhe não tenha passado em branco frente aos leitores desapercebidos) a ordem em que foram representadas e sua importância dentro da trama pecando muito em não retratar o reflexo desta organização política junto à sociedade.

Achei que a produção cinematográfica representou bem a intenção da autora e todo o potencial que a obra possui, elaborando um pouco mais o nível de informação de muitos jovens sobre este tipo de tema (nada comparado à intensidade de outras obras distópicas, claro! Mas não posso deixar de citar que pelo menos a reflexão sobre nosso papel na sociedade foi posto em debate com a trilogia de Veronica Roth).

Gostei do livro e indico aos que desejam se aprofundar nesta temática. Pode ser um bom primeiro passo para compreender melhor a literatura distópica.

Abraços,

Assinatura Arita

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