SpheraPlay #07 – Resident Evil 6: Polêmicas e vendas.

O criador recomenda que esta postagem seja lida ao som de:

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Em 2004, foi lançado Resident Evil 4, trazendo diversas mudanças nesta tradicional série do gênero survival-horror, não somente na jogabilidade, mas também no seu ambiente, trazendo não mais os tradicionais zumbis e alguns ambientes claros ao game. A recepção foi majoritariamente positiva, recebendo notas altíssimas, prêmios de jogo do ano e vendas calorosas. Resident Evil 5 seguiu os passos do game anterior, trazendo a jogabilidade do quarto game com uma novidade: co-op. Seguindo uma vertente mais voltada para a ação, o game dividiu os fãs e crítica como nunca trazendo reações mistas de contentamento e desapontamento. Agora em 2012, o sexto game da série parece seguir os passos do último.

Resident Evil 6 foi lançado em 02/10/12, trazendo três campanhas com personagens diferentes e novamente algumas mudanças na jogabilidade. Agora o jogador pode andar e atirar, o combate melee foi retrabalhado e o game conta um novo sistema de menus que deixou o manejamento de itens mais simples. Ficou a natureza co-op das campanhas e a ambientação voltada para a ação, deixando de lado a atmosfera mais voltada para o terror, à exceção da campanha de Leon/Helena.

Pouco antes do lançamento, os reviews começaram à pipocar na internet. Para a surpresa, ou não, de alguns, o game é o que possui as opiniões mais polarizadas da série até então, com notas do agregador Metacritics que variam de 9,5 à  3,0, alcançando uma média de 6,6 no Xbox 360 e 7,7 no Playstation 3. A média de usuários do site chegou em absurdos 0,8 de média.

Porém, parece que toda controvérsia quanto à qualidade do game não impediu que houvesse uma alta demanda dos lojistas, o game já soma mais de 4,5 milhões de cópias enviadas às lojas do mundo todo, um novo recorde estabelecido para a Capcom. Apesar deste número não representar unidades vendidas, a Capcom espera que ao menos 7 milhões de unidades sejam comercializadas até o final do primeiro trimestre de 2013.

A Capcom veio à público rebater às críticas dos fãs com declarações do produtor do game Hiroyuki Kobayashi em entrevista: “é nosso trabalho para criar uma nova experiência de jogo e oferecer-lhes algo que é novo e desafiador. Nós queremos ter certeza de que o que fazemos agrada a eles, mas a reação inicial pode não ser sempre positivo. Nós ouvir os fãs, mas não podemos ser obrigado a eles, a cada passo ou eu não acho que nós vamos sempre fazer progresso em termos de desenvolvimento da série.” Em seguida, em declaração ao site 1up, defendeu as decisões de design da série, que caminha para mais para o gênero de ação do que horror em busca de apelo maior às massas: “Estamos fazendo jogos e precisamos ter apelo de mercado de massa, a fim de sobreviver. Torna-se um problema de buscar uma maneira ou de outra. Até onde é que vamos entrar em horror, antes de perder o apoio do jogador médio? Até onde é que vamos diminuir os elementos de horror sob o risco de perder os fãs de nicho, incluindo os fãs de Resident Evil? Onde está o diagrama de Venn que mostra o meio termo dessas coisas? O desafio é tentar empurrá-lo perto das bordas de qualquer forma para que possamos satisfazer ambos os grupos de pessoas. Acho que podemos fazer isso. Pessoalmente falando, eu realmente gosto de horror. Eu gosto como um gênero. Eu estou bem com  isso, empurrando-se até o máximo em termos de horror. Mas talvez isso não é o que podemos fazer e ainda ser vendável.”

Ao que parece, a Capcom não parece temer arriscar-se em caminhos novos para a série Resident Evil ao custo de perder os fãs antigos se isto vai lhes trazer vendas milionárias. Mais uma vez parece ser uma grande distribuidora atrás dos fãs casuais de ação da série Call of Duty. É sobre vendas, e não qualidade. Todos os reviews parecem apontar para problemas de câmera e AI. No entanto, ao jogar a demo, na opinião deste que vos escreve, o game parece ser mais uma agradável experiência co-op que vale a pena jogar com um amigo, ainda mais com a duração das campanhas passando de 20 horas combinadas. Não importando o gênero ou os problemas, parece ser um bom jogo, não condizente com as notas baixíssimas que recebeu. Eu, como um fã casual da série, quero jogar Resident Evil 6.

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