Death-Note

[SC] Questão de Opinião: A produção americana de Death Note

Olá amigos do Sphera, eu sou o Douglas Fonseca e fui convidado pela nossa amiga Arita para trazer ao Spherageek um artigo como colunista convidado. Vamos falar hoje sobre Death Note?

Oh, você também foi “embranquecido”?

A mais recente polêmica cinematográfica é o lançamento do novo filme da Netflix, baseado no mangá mundialmente famoso, escrito por Tsugumi Ohba, Death Note. A adaptação será dirigida por Adam Wingard e contará com autores americanos; se passará em Seattle, nos Estados Unidos. O filme conta a história de Light Turner (Nat Wolff), um adolescente que encontra um misterioso caderno — que pertence ao deus da morte, Ryuk (Willem Dafoe) —, no qual o humano cujo nome escrito nele morrerá.

Nos últimos meses, desde o lançamento do primeiro teaser-trailer da adaptação americana de Death Note, alguns fãs do mangá e do anime vêm comentando a questão do embranquecimento (ou, whitewashing, em inglês). Mas, seria mesmo o embranquecimento o verdadeiro problema? Houve, de fato, o embranquecimento na adaptação americana de Death Note produzida pela Netflix? É disso que iremos comentar neste artigo, levando em consideração todo o valor cultural da obra original e da adaptação americana, assim como também entender melhor o termo whitewashing.

Desde já, gostaria de deixar claro que a minha intenção ao escrever este artigo não é de querer ser a voz da razão ou da verdade. Meu intuito é defender a adaptação americana de Death Note e, consequentemente, criticar adaptações que realmente fizeram o embranquecimento em alguns personagens, propositalmente ou não.

  1. Realmente houve “embranquecimento”, Netflix?

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Eu respondo por ela, e minha resposta é não.

As críticas hostis que o maior serviço em streaming do mundo vem sofrendo é demasiado desnecessário. Por quê? Ora, essa pergunta é fácil: a verdade é que a questão do embranquecimento, hoje em dia, se tornou uma discussão cheia de falácias, ou seja, um argumento que tenta ser convincente quando, na verdade, é inconsistente.

Para entendermos melhor se houve ou não o embranquecimento na adaptação americana de Death Note, devemos primeiro entender esse termo. O termo whitewashing começou a ser usado nos Estados Unidos quando os americanos perceberam que a empresa cinematográfica Hollywood começou a usar pessoas brancas para interpretar personagens de etnias diferentes em seus filmes, excluindo assim toda uma cultura e diminuindo a diversidade no cinema. Portanto, se entende de whitewashing cinematográfica quando uma personagem de uma determinada etnia (africana, asiática, indiana etc) é excluída de seu próprio meio social, sendo substituído por uma personagem de pele branca.

Sendo assim, não houve embranquecimento na adaptação americana de Death Note. Ainda não concorda? Então, pensa com a gente. A história dessa adaptação se passa nos Estados Unidos, diferente da história original que se passa no Japão. Faria sentido se houvesse apenas japoneses no filme, sendo que toda a drama acontece em solo americano? Acho que não. Entendemos de embranquecimento quando, por exemplo, um nativo americano afrodescendente é embranquecido numa adaptação. O embranquecimento, no entanto, acontecerá apenas quando uma pessoa de uma determinada etnia for excluída de sua determinada nação. Para melhor explicar isso, mais à frente, usarei como exemplo um dos últimos papéis da Rooney Mara nos cinemas.

Assim, o filme americano de Death Note se passa apenas de uma adaptação, e não de um embranquecimento. Mudanças serão necessárias, no entanto. Não se trata também da exclusão da cultura oriental, pois vemos no trailer que aparece um shinigami. Essas criaturas são entidades sobrenaturais presentes na mitologia japonesa que conduzem os humanos à morte. Ok, o termo shinigami não é citado durante o trailer, mas traduzimos ele como “deus da morte” que é o mesmo significado. Porém, mesmo que o termo shinigami não seja usado, percebemos no trailer as referências a ele (imagem abaixo). Então, parte da cultura oriental aparentemente não será excluída dessa adaptação americana.

  1. O verdadeiro embranquecimento cinematográfico.

A Princesa Tigrinha (ou, no original, Princess Tiger Lilly) é uma personagem do livro Peter Pan and Wendy, escrito por J. M. Barrie. Para quem não sabe, antes de se tornar Pan na Terra do Nunca, Peter cresceu no parque londrino Kensington Gardens. O garoto, conhecido como “aquele que nunca cresce”, foi criado pelas fadas. Peter in Kensington Gardens foi o primeiro livro escrito por J. M. Barrie, desconhecido por muitos, no qual conta a verdadeira origem de Peter pela primeira vez. A Princesa Tigrinha só aparece no livro Peter Pan and Wendy, quando é capturada pelo Capitão Gancho.

Ela é uma princesa indígena que representa os nativos americanos. Se você não conhece a história dos índios americanos, tente pesquisar um pouco sobre a verdadeira história de Pocahontas (e quando digo “a verdadeira história”, não estou falando da animação da Disney, embora seja uma ótima animação). A história de Pocahontas é um ótimo começo para quem tem interesse em saber um pouco sobre os povos ameríndios. Além disso, Tigrinha e Pocahontas têm algo em comum: são filhas de um chefe indígena.

1Dito isso, em 2015, a Warner Bros. anunciou uma nova adaptação de Peter Pan. Nela, estaria a Rooney Mara como Princesa Tigrinha. Nessa adaptação, no entanto, podemos sim dizer que houve o embranquecimento da personagem, por se tratar de uma índia nativa da América. Para ajudar visualmente, abaixo deixarei duas imagens comparando a verdadeira Princesa Tigrinha com a da Rooney Mara interpretada por ela em 2015. É bom lembrar também que não sabemos se a intenção do diretor (Joe Wright) era, de fato, embranquecer a personagem (mas que ele sabia que Tigrinha era uma índia americana, isso com certeza ele sabia).

O filme Deuses do Egito também sofreu o embranquecimento por conter apenas personagens brancos, quando na verdade os deuses egípcios são negros justamente por serem egípcios e a história toda se passar em terras egípcias! O mesmo acontece na religião cristã, com Jesus (podemos citar a novela Os Dez Mandamentos, da Rede Record, na qual embranqueceu vários personagens egípcios e árabes). Em O Último Mestre do Ar, live-action de Avatar: A Lenda de Aang, houve o embranquecimento de nativos asiáticos por pessoas brancas. Em outro caso, este bem polêmico aqui no Brasil, foi quando o autor Machado de Assis foi representado por um branco no comercial da Caixa Eletrônica. Ora, sabemos que o canônico autor brasileiro era, na verdade, negro. Contudo, na época, o comercial levou tantas críticas que precisou ser retirado da televisão. Há também a novela Caminho das Índias, produzida pela Globo, na qual se passa em solo indiano, mas não há um personagem nativo da Índia sequer como protagonista. Então, se a adaptação americana de Death Note se passa em solo americano, os personagens também serem americanos nativos (brancos ou negros) não quer dizer que foram embranquecidos. Caso a história se passasse no Japão, como na obra original, mas houvesse apenas pessoas brancas americanas, então sim poderíamos dizer que houve o embranquecimento nos personagens.

Deu para entender um pouco melhor a questão do embranquecimento? Se não, eu sinto muito mas acho que você tem sérios problemas em conseguir dividir algumas coisas. Se sim, não me venha com “ah, mas então tudo precisa ser americanizado para ficar bom?”. É preciso ter cuidado! O mesmo que marginaliza, é o mesmo que consome. Digo isso porque consumimos mais filmes hollywoodianos do que filmes bollywoodianos (por exemplo), de Bollywood, uma das maiores empresas cinematográficas do mundo, localizada em Mumbai e desconhecida pela maior parte da população mundial. Acredita-se que cinco a sete por cento de filmes vistos no mundo, são produzidos pela indústria Bollywood.

III. Mas, então, o que seria a adaptação americana de Death Note?

Ora, nada mais do que uma adaptação americana. O que você entende de adaptação? Quando falamos de adaptação, a entendemos como algo que é baseado no original. Uma adaptação nunca será como o original. Quando se traduz uma obra para outra, algumas mudanças são necessárias. Primeiro tivemos o gênero mangá evocando Death Note, após isso surgiu o anime e, em seguida, um par de live-action. Agora, a Netflix investe numa adaptação dessa mesma obra em um único filme. Em todos os casos, o que menos sofreu alterações do original foi o anime, por ser um gênero mais fiel à obra original e mais longa também, dando assim a oportunidade de criar uma adaptação mais desenvolvida.

Ok, aceito isso… Mas, Netflix, cadê a essência dos personagens principais?”. Meu caro, não se trata de essência. Lembra quando eu disse que mudanças precisam ser feitas quando se traduz uma obra para outra? Então.

O que quero dizer é que quando se tira uma essência, outra é criada. Não ficou convencido? Tudo bem, mas quero só ver você dizendo que odeia a franquia americana Power Rangers. A série, que ficou famosa pelo mundo inteiro e que recentemente ganhou uma nova adaptação cinematográfica pela Lionsgate, foi baseada e inspirada na franquia japonesa Super Sentai, produzida pela Toei Company. Essa franquia é uma série, e todo ano — até nos dias de hoje — é lançado uma nova temporada. É com muito prazer que apresento para vocês o Esquadrão Secreto Gorenger! (ou, no original, Himitsu Sentai Gorenger), a primeira temporada de Super Sentai, escrita pelo mangaka Shôtarô Ishinomori:

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Os Super Sentais eram interpretados por japoneses nativos. Quando a empresa Saban Entertainment criou Power Rangers, ela acabou mudando algumas coisas, como por exemplo a etnia dos personagens. Claro, a adaptação americana de Super Sentai aconteceria em solo americano, então isso não teria problema. Houve também a troca de gênero: todos os Sentais Amarelos foram homens, enquanto os Rangers dessa mesma cor eram mulheres. Essa mudança foi criada para diminuir a proporção de diferença de gênero entre os heróis e as heroínas (viu como os americanos nem sempre são malvados?).

Mesmo assim, você — meu leitor — deve estar me criticando dizendo: “bléh! Os americanos adaptaram e até mudaram o nome de Power Rangers, mas nunca a caracterização dos personagens… Então, a essência continua!”. Sim, concordo. Mas, assim como concordo com você, meu leitor, você também deveria concordar que na adaptação americana de Death Note a essência continua a mesma! Os personagens foram trocados, mas ainda temos um caderno da morte, um shinigami e os mesmos personagens que na obra original. A única coisa que mudou foi a personalidade e a caracterização desses personagens. Lawliet se tornou negro (talvez, se importando com a questão de inclusão de diversidade) e “cabeça quente”, entretanto seu papel na história continua a mesma: de ser o antagonista de “Kira”, pois suas ações contradiz os planos de Light. Então, ele realmente perdeu a total essência? Acho que não.

Mas não era possível a Netflix criar algo original, mudando assim o nome da adaptação e tornar isso somente deles? Primeiramente, essa adaptação já pertence somente à Netflix. E não, não seria possível fazer isso por causa da possibilidade de apontamento de plágio. Na linguística textual, chamamos essas alusões a outras obras de intertextualidade. Tudo que existe no mundo remete a algo que já existe. Porém, é preciso apontar a intertextualidade no determinado texto, reconhecer e argumentar as diferenças. É claro que o que entendemos de texto é tudo aquilo que tem textura, por isso chamamos de texto. Na adaptação americana de Death Note, por exemplo, caso essa intertextualidade não fosse apontada, chamaríamos de intertextualidade implícita, que é quando a fonte não é mencionada. Muitos consideram isso como plágio; então, todo o cuidado antes de criar algo “original”, usando referências de outras obras, é pouco. É por isso que em uma adaptação sempre terá a frase “baseado em tal obra”. Como sabemos, a ideia de um caderno da morte é bem única de Death Note; seria estranho caso aparecesse algo bem semelhante na Netflix, não é mesmo?

Mas está parecendo um filme de ação! Death Note é uma obra de suspense e investigação.”  Essa foi uma das primeiras críticas ao primeiro trailer oficial, quando lançou há alguns dias atrás, por conter cenas de ações como bombardeios, prédios sendo demolidos, armas, confusão em uma roda gigante etc. No entanto, já parou para pensar se aquelas cenas não seriam cenas de ataques terroristas ou de bandidos sendo capturados os quais Light Turner mais tarde os mataria com seu caderno da morte? Além disso, tanto no anime quanto no mangá existem sim cenas de ações. É algo a se considerar, levando em conta que o filme ainda nem foi lançado e que é muito cedo para tirar conclusões… Até mesmo essas, que acabei de fazer vocês lerem.

De fato, ainda é cedo para tirar conclusões. Entretanto, uma adaptação americana de Death Note não quer dizer que excluirá a obra original como um todo. Ela continuará existindo e sendo a melhor, justamente por ser a original. Devemos considerar também que é uma adaptação (americana da Netflix) de um mangá com doze volumes; é quase impossível fazer que a drama se desenvolva da mesma maneira que se desenvolveu no mangá ou no anime. O tão difícil deve fazer isso? Uma produção cinematográfica não é nada fácil, acredite. Por fim, não é porque que haverá mudanças na adaptação americana que ela deixará de ser ruim. Mudanças, às vezes, podem ser positivas e não necessariamente estragará a adaptação propriamente dita ou a obra original.

É possível gostar das duas coisas: da obra original e da obra adaptada. É possível sim reconhecer que ambas podem ser boas, em níveis diferentes. O que não é possível é confundir a questão de embranquecimento com adaptação. Não houve embranquecimento no Death Note da Netflix. Mas, então, por que a Netflix não fez um filme em solo oriental? É o que os americanos fazem, afinal. Eles trazem tudo para o solo deles. Mas o que podemos fazer se nós colaboramos para com isso, consumindo muito mais coisas feitas nos Estados Unidos do que em qualquer outra nação? Como eu disse, o mesmo que criminaliza, é o mesmo que consome. Antes de tudo, deveríamos nos culpar por isso.

 

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[SC] Séries e Livros Impactantes: House of Cards 5º Temporada

Conheça mais a biografia do autor do livro que inspirou esta série que é literalmente um “soco no estômago” para quem gosta de política.
O inglês Michael Dobbs, 64 anos, é o autor do livro House of Cards e produtor executivo da série de mesmo nome, feita para o Netflix, serviço de TV por internet. Fez faculdade de direito e relações internacionais, nos Estados Unidos, voltou para a Inglaterra e fez carreira como político (deputado pelo partido conservador britânico). Antes de se aventurar pela literatura atuou como executivo de publicidade.

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Sinopse do livro: ‘O romance House of Cards, que inspirou a série norte-americana de mesmo nome, é uma verdadeira teia de intrigas pessoais e políticas. A vida privada se confunde com a pública na voz de personagens tão assustadores quanto reais. Francis Urquhart é o líder da bancada governista do Parlamento britânico – posição que exerce com maestria e inteligência. Ele possui informações e muitas vezes evidências que podem incriminar seus colegas políticos, principalmente membros do seu próprio partido.
Sob a ameaça de torná-las públicas, os manipula e influencia para atingir seu objetivo maior: ocupar o cargo de primeiro-ministro. No entanto, Mattie Storin, uma jovem e idealista jornalista, vai cruzar seu caminho e se mostrará disposta a enfrentá-lo para desvendar e revelar a rede de corrupção que ele constrói. Mas o que acontecerá depois que ela descobrir que foi usada por Francis para publicar matérias comprometedoras que serviam para seu plano político?

House of Cards – A Série

DSC04745.ARWRemake de uma série da BBC dos anos 90, House of Cards tem como protagonista Frank Underwood (Kevin Spacey), um político que lidera a bancada majoritária da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos e que almeja doentiamente ser Presidente. Ao longo dos episódios, vemos uma escalada desenfreada  de Underwood em conseguir o poder a qualquer custo. Foram poucas as vezes em que pude ver algum ponto fraco ou mesmo algum sentimento que não tivesse uma segunda intenção ou algum interesse direcionado por Frank. A polêmica, os bastidores e aquela olhadela básica para a câmera, nos envolvem como espectadores que anseiam desvendar sempre o próximo passo.

Em 30 de maio deste ano, a Netflix lançou a 5º temporada mostrando mais as rachaduras do  relacionamento de Frank e sua esposa Claire durante a corrida presidencial.  Frank inova a concepção que tínhamos dele, pois muitos ja quase conseguiam advinhar o seu próximo passo. Aqui, ele renova a fase das surpresas e suas técnicas de controle do poder. Entretanto, quando constatamos o que ele representa, o que traz à tona, vemos um sombrio manipulador.

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[SC] Lançamentos de Cinema – 13/07/2017

Carros 3 volta às telonas neste mês. Esta é uma boa dica para levar as crianças ao cinema.

Fique atento e aproveite suas férias!!

 

Carros 3 (Cars 3, Estados Unidos)

A luta de Steve (Gleason, J. Clay Tweel, EUA)

7 Desejos (Wish Upon, John R. Leonetti, EUA)

O Futuro Perfeito (El futuro perfecto, Nele Wohlatz, Argentina)

Fala comigo (Felipe Sholl, Brasil)

Cartas da Guerra (Felipe Sholl, Brasil)

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[SL] Séries e Livros Impactantes: Big Little Lies (HBO)

Dia 19 de fevereiro desse ano, A HBO estreou a tão aguardada série baseada na obra de Liane Moriarty. “Big Little Lies” que é estrelada por Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, que interpretam, respectivamente, Madeline, Celeste e Jane. 

Conheça um pouco mais sobre o livro que inspirou a série:

Liane Moriarty é uma escritora australiana, nascida em 1966 em Sydney. Antes de se tornar escritora, Moriarty trabalhou no departamento de propaganda e marketing de uma editora de livros jurídicos e como escritora freelancer. Sua primeira obra publicada foi Three Wishes (2004), como parte de sua dissertação de mestrado na Macquarie University. Após sua estréia literária, publicou outras cinco obras: The Last Anniversary (2006), What Alice Forgot (2010), The Hypnotist’s Love Story (2011), The Husband’s Secret (2013) e Big Little Lies (2014).

Sinopse do Livro:

download (2)Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre. Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou?
Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada.
Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline.

Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade.
Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida. Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada.
Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.

Big Little Lies – A Série

Dividida em sete episódios ( que em minha opinião poderiam ser quatro bem compactos e amarradinhos), “Big little lies” é baseada no romance homônimo de Liane Moriarty e sua trama faz jus ao título. Acompanhamos a vida de três mulheres, cujos filhos ingressam no primeiro ano de um colégio em Monterey, na Califórnia. A vida dessas mulheres tem nuances muito interessantes de serem analisadas e podem a princípio ser mal entendidas, confundidas e embasadas numa futilidade aparente porém não existente, nesse leva e busca de crianças e as demais tarefas domésticas.

Só que não. Competição, frustrações, conflitos conjugais — as tais grandes e pequenas mentiras do nome da minissérie — estão por trás da trama de suspense que abraça o enredo.

Seguimos a rotina das personagens. A medida em que os capítulos avançam, vamos desmascarando as emoções e intenções apresentadas e sentimos literalmente na pele, as crises íntimas dessas mulheres. Todas as personagens são construções sólidas, figuras alusivas a pessoas reais, com dramas cheios de credibilidade.

Somos informados, de que elas estão ligadas ao crime. Quem morreu ?  E o assassino? Surpresas e problemáticas recheiam de originalidade mais um clássico da HBO.

 

 

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[SL] Vídeo Resenha: Na Escuridão, Amanhã – Rogério Pereira

Olá amigos, eu sou a Lia do canal Lia o Livro e trouxe uma resenha hoje de um livro nacional.

Título: Na escuridão amanhã
Autor: Rogério Pereira
Editora: Cosac Naify
Ano: 2013
Páginas: 128
Edição: 1

Sinopse:

Ambientada primeiro no campo, no interior de um estado do sul do Brasil, a narrativa desvenda uma roça anti-idílica, sufocante, em que os protagonistas – um casal e seus três filhos – se enredam cada vez mais na ausência de comunicação, perseguidos pela Idea de um Deus sem piedade. Ao migrar para a cidade grande em busca de vida melhor, a família se desgarra e se perde. A escuridão é o fim, o fim dos personagens, dos sonhos, das angústias. Amanhã é a incerteza, a perspectiva de um futuro desconhecido mas certamente ameaçador, pois é impossível que traga algo de bom. Viver é avançar para lugar nenhum. Por mais que invoque a proteção de Deus, não há conforto na experiência amedrontada, desencadeada da vida dos personagens deste livro em que a memória é convocada obsessivamente, como se narrar o que foi vivido pudesse ser uma redenção. O resultado é uma obra surpreendente em sua força claustrofóbica e em sua poesia contundente.

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[SL] Vídeo Resenha | A Guerra que salvou a minha vida – Kimberly Brubaker

Desde que anunciaram o lançamento de A Guerra que Salvou a minha vida eu fiquei bem louco para ler. Hoje, trago as minhas impressões sobre esta leitura.

Sinopse: “A Guerra que Salvou a Minha Vida” é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e – entre um parágrafo e outro – lagrimas nos olhos. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar nosso lugar no mundo. Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando. Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.

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[SC] Lançamento de Cinema – 29/06/2017

Olá Geek´s..vamos aos lançamentos desta última semana de junho? Este mês tivemos muitos lançamentos importantes que marcaram a presença de remakes e dos quadrinhos nas telonas.

Um Instante de Amor (Mal de Pierres, Nicole Garcia, França)

Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3, Kyle Balda, Pierre Coffin, EUA)

Introdução à música do sangue (Luiz Carlos Lacerda, Brasil)

Uma família de dois (Demain tout commence, Hugo Gélin, França, Reino Unido)

Deserto (Guilherme Weber, Brasil)

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[SC] Revelados novos detalhes sobre a série live-action de Os Jovens Titãs

Depois de muitos problemas e negociações, parece que a série live-action sobre Os Jovens Titãs finalmente está saindo do papel! E as primeiras informações sobre a escalação do elenco, divulgadas pelo That Hashtag Show, revelam detalhes sobre os protagonistas.

Obviamente, os nomes verdadeiros dos personagens não são revelados, mas, mesmo com os codinomes, fãs dos quadrinhos conseguiram reconhecer que as descrições são de Dick Grayson/Asa Noturna, Ravena, Estelar e Mutano, respectivamente. Confira abaixo:

– “John Crossland” (cotado Asa Noturna) é um policial (por volta dos 30 anos) charmoso e distante, dono de belo sorriso, mas com olhos cansados. Traumatizado pela morte da família e cheio de cicatrizes, ele é um vigilante das sombras “com a convicção de um artista e a graça brutal de um dançarino”.

 – “Sarah” (cotada Ravena) é uma adolescente solitária, se sentindo mais confortável dentro de seu capuz do que tentando fazer amigos. Atormentada por uma força obscura dentro de si, ela experimenta grandes episódios violentos que não consegue explicar. A jovem também sofre de pesadelos e busca ajuda.

– “Casey” (cotada Estelar) é dona de uma beleza fora dos padrões humanos. Elegante, misteriosa e fatal, está tentando descobrir quem está tentando matá-la.

– “Jax” (cotado Mutano) é um jovem engraçado e charmoso, que esconde suas inseguranças e dores. Ladrão amador, ele teve que aprender a sobreviver nas ruas com pensamentos rápidos e sagacidade.

Com produção executiva de Akiva Goldsman, Geoff Johns, Greg Berlanti e Sarah Schechter, as filmagens de Titans devem começar em setembro. Ainda não há previsão de estreia, mas a série vai ser exibida em um canal de streaming da própria DC Comics.

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Fonte Adoro Cinema

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[SC] Ideias de presentes que vão enlouquecer qualquer fã da Mulher-Maravilha

Não dá para negar: apenas duas semanas depois de estrear nos cinemas, a Mulher-Maravilha já dominou o mundo! Crianças fofas estão se inspirando na heroína, garotas de todas as idades estão comentando sobre o filme e até os homens já incluíram a personagem entre os seus super-heróis favoritos.

Se você também não resistiu a esse hype, confira algumas ideias de presentes que vão enlouquecer qualquer fã da Mulher-Maravilha (para todos os bolsos):

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Pop! Funko Bombshells

R$ 99,90 na Limited Edition

 

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  Camiseta masculina oficial DC Comics

  R$ 69,90 na Loja Oficial DC Comics

 

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Bolsa de mão

US$ 44.99 Big Bad Toy Store (entrega no Brasil)

 

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Havaianas

R$ 44,90 na Havaianas

 

Confira também o trailer desse lançamento das telonas:

 

Fonte: Guia Mais

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[SL] Power Creep ou Efeito Dragonball | Escrevendo Quadrinhos

Hoje vamos conversar sobre Power Creep ou Power Crawl ou Efeito Dragonball. Esse conceito está muito presente em games mas é perfeitamente aplicável para narrativas de quadrinhos. Na verdade, para qualquer narrativa…
Acabo usando A Lenda de Aang e A Lenda Korra como exemplo pra variar hahaha…

Quer saber mais sobre meu trabalho? Aqui vai a lista de links úteis:

Meu Site:
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Aquele abraço!