maxresdefault Cinema

[SC] Lançamentos de Cinema – 14/09/2017

Olá amigos do Sphera, teremos bons filmes nos lançamentos da semana! Separe a boa e velha pipoca porque serão grandes emoções.

Feito na América (American Made, Doug Liman, EUA)

Amityville: O Despertar (Amityville: The Awakening, Franck Khalfoun, EUA)

O Que Será de Nozes 2 (The Nut Job 2: Nutty by nature, Carl Brunker, Canadá, EUA, Coreia do Sul)

Deserto (Guilherme Weber, Brasil)

Em Defesa de Cristo (The case for Christ, Jon Gunn, EUA)

Glory (Slava, Kristina Grozeva, Petar Valchanov, Hungria)

A Gente (Aly Muritiba, Brasil)

Les grands esprits (Olivier Ayache-Vidal, França)

O Sequestro (Kidnap, Luis Prieto, EUA)

Columbus (Kogonada, EUA)

chapeuzinhoesfarrapado-barabara-300x300

[SL] Vídeo Resenha: Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial

Organizado por Ethel Johnston Phelps, o livro Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos feministas do folclore Mundial nos traz um apanhado de histórias contadas pelo mundo, que aqui estão adaptadas e recontadas com uma pitada mais feminista sobre estás histórias. Com prefácio de Gayle Forman, enveredamos por caminhos nunca antes descritos sobre a coragem e o amor das mulheres.

Chapeuzinho Esfarrapado e Outros Contos Feministas do Folclore Mundial

Editora Seguinte

Ano: 2016  –  1º Edição

1501112879360

[SL] No centenário de morte, primeira autora negra do Brasil ganha reedição

Em 2017 completa-se o centenário da morte da primeira escritora negra do Brasil e primeira autora de romance abolicionista em toda a língua portuguesa. Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula em 1859, livro que estava fora de catálogo, mas em setembro desse ano ganha nova edição pela PUC Minas. Eduardo de Assis Duarte, pesquisador da literatura afro-brasileira, autor de livros sobre o tema e doutor em letras, assina o posfácio e escreve sobre a contextualização histórica da obra no conjunto de escritos de escravizados no Ocidente.

Filha de mãe branca e pai negro, provavelmente escravo, Firmina adquiriu, dentro das possibilidades, referências culturais e o domínio da norma culta através da família da mãe, composta de músicos e um primo estudioso. É possível que tal fato proporcionou que escrevesse músicas, sendo a primeira mulher aprovada num concurso público para o magistério em sua terra natal, o Maranhão, e também para que fundasse, mais tarde, a primeira escola mista – com alunos brancos e negros – e gratuita do estado, algo inovador naquele tempo.

Ainda que muito importante, Firmina é pouco citada e conhecida. De acordo com Duarte, no posfácio de uma edição de Úrsula de 2004, os elementos determinantes para o silenciamento foram a ausência de assinatura, a indicação de autoria feminina, a distante localização geográfica e o tratamento inovador dado ao tema da escravidão. Ao contar a história de Úrsula, protagonista branca; Túlio, escravo que se torna livre; Tancredo, que se apaixona por Úrsula; Fernando, o grande vilão; e Susana, que narra suas vivências antes de ter sido trazida como escrava, Firmina busca humanizar o negro através da valorização da memória, algo pouco comum na época. Diferente dela, “os autores defendiam a abolição por que a escravidão corrompia a família branca brasileira, como acontece em As Vítimas-Algozes (1869), de Joaquim Manuel de Macedo e A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães”, explica Duarte.

Apesar da excelente escrita, Firmina omitiu seu nome assinando as obras como “Uma Maranhense”. No prólogo, ainda diz: “Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor”, falando logo em seguida que o mesmo não tem valor por ser de uma mulher. Antigamente, era comum esse “recato literário”, pois a escrita não costumava ser feita por mulheres. “Evidências confirmam que escritoras do século 19 e primeiras décadas do século 20, na produção hispano-americana, apresentaram-se com uma escrita ‘menor’ como estratégia de veiculação e aceitação de suas obras”, explica Luciana Martins Diogo, mestra em Culturas e Identidades Brasileiras pela USP.

Embora existisse o “recato”, Firmina não só publicou como antecedeu diversas questões atuais. Para o professor Duarte, “a autora maranhense, pela primeira vez, constrói a crítica do patriarcado escravista do duplo ponto de vista da vítima, mulher e negra”. Para Luciana, um dos grandes legados da obra firminiana foram “seus questionamentos em relação ao lugar e ao papel da mulher na sociedade”, algo que se percebe, por exemplo, quando a protagonista diz: “Nunca pude dedicar a meu pai amor filial que rivalizasse com aquele que sentia por minha mãe, e sabeis por quê? É que entre ele e sua esposa estava colocado o mais despótico poder: meu pai era o tirano de sua mulher, e ela, triste vítima, chorava em silêncio.”

Em questão histórica, Firmina, no entanto, não foi quem inaugurou a literatura afro-brasileira. Segundo Luciana, essa literatura pode ser entendida como uma interação dinâmica de cinco componentes: temática, autoria, ponto de vista, linguagem e público. Já para Oswaldo de Camargo, jornalista, estudioso da literatura negra e autor dos livros O Negro Escrito, A Descoberta do Frio (ficção) e Carro do Êxito (contos), é fundamental que “o escritor negro se veja como negro, tire as consequências e escreva seu texto. Por isso que um branco não pode fazer literatura negra.” Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha, poeta e doutoranda de estudos comparados nas letras, que atua nos campos de literatura afro-brasileira e africana, no entanto, acha que é possível, teoricamente, escrever da perspectiva de um negro, mas diz que não tem encontrado. “Noto que as pessoas que não vivem na pele tendem a ser sensacionalistas porque passou pelo estômago, que é a indignação, mas tem que passar pelo coração e pela cabeça.”

Assim, para entender como a história da literatura negra se desenvolveu, é preciso voltar antes mesmo de Firmina. O negro apareceu primeiramente nos poemas (que antecedem os romances na maior parte das literaturas). Oswaldo explica que o primeiro escritor mulato que vai dar “relances de uma literatura voltada para a questão racial” é Domingos Caldas Barbosa, com o livro Viola de Lereno. Oswaldo cita o verso em que se lê: “Ai Céu! / Ela é minha iaiá / O seu moleque sou eu.”

Maria Firmina dos Reis (6)

“Manuel Bandeira fala que nossa poesia vai começar com Domingos Barbosa, porque sua linguagem usa pela primeira vez palavras brasileiras. Quando ele fala moleque, isso tem uma conotação, porque moleque era sempre preto. Muito tenuamente, está insinuando também uma condição racial.” Mas, segundo Oswaldo, o primeiro autor que usa o eu negro para escrever foi Luiz Gama, com o livro Primeiras Trovas de Getulino, de 1859. Um dos poemas, conhecido como Bodarrada, diz: “Se negro sou, ou sou bode, / pouco importa. O que isso pode? / Bodes há de toda a casta, / pois que a espécie é muito vasta…”

Ou seja, no mesmo ano em que Gama torna-se o primeiro negro a se dizer como tal em São Paulo, Maria Firmina, anonimamente, torna-se a primeira mulher a fazer literatura negra no Maranhão. “Bode quer dizer mulato. Então é um passo grande entre Caldas Barbosa e Luiz Gama, que vai responder à sociedade da Pauliceia mostrando que nossa sociedade está cheia de bodes, mas todos tentando esconder a sua parte negra. Alguns conseguiram”, explica Oswaldo.

Para o escritor e estudioso, não é à toa que o negro não costumava ser visto ou citado sequer pelos mulatos. “A primeira coisa que um pardo ou mulato fazia era passar a linha de cor porque ser negro era sinônimo de escravo. A partir daí há um embranquecimento social muito sério. Então, o próprio branco, quando uma pessoa escura ascendia, queria tirá-lo do rol de pessoas negras.” Não é à toa que até hoje o rosto verdadeiro de Maria Firmina é desconhecido. O branqueamento da imagem foi sendo construído ao longo desses anos com base em um equívoco. Um retrato existente na Câmara dos Vereadores de Guimarães foi inspirado na imagem de uma escritora branca gaúcha, que acreditava-se ser Firmina. O busto que está no Museu Histórico do Maranhão também reproduz a imagem de uma branca.

Apesar das tentativas de se ocultar o negro da história, muitos outros nomes surgiram, como o mulato Francisco de Paula Brito, o primeiro editor do Brasil. Considerado um dos precursores do conto, além disso, editou O Filho do Pescador (1843), primeiro romance do País, escrito pelo mulato Antônio Gonçalves Teixeira e Souza. Outros nomes são Cruz e Souza, filho de ex-escravos e que fez literatura negra; Lima Barreto, que se assume como mulato e é o homenageado da Flip em 2017; Lino Guedes, que é o primeiro autor negro a escrever mirando o público da mesma cor; isso sem citar Machado de Assis e Mário de Andrade. Paralelamente a eles, outros escritores surgem colocando o negro em suas obras, nem sempre de modo positivo.

Segundo estudos da pesquisadora Maria Nazareth Soares Fonseca (2011), os negros na literatura, quando vistos como objeto, podem ser agrupados do seguinte modo: escravos e ex-escravos, como em Gregório de Matos (século 17); branqueamento, como em O Mulato (1881), de Aluísio de Azevedo; vítima, como em O Navio Negreiro (1869), de Castro Alves; negro ruim, como em Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha; negro como depravado, em A Carne (1888), de Júlio Ribeiro; negro como inferioridade, como em O Demônio Familiar (1857), de José de Alencar.

A partir de 1870, o negro é tema constante na pena de quase todos os poetas do Brasil e, desde o início da década de 1980, há um aumento da produção de escritores que “vinculam a noção de sujeito à de etnia afrodescendente”, como explica Duarte. Com a primeira edição de Cadernos Negros, em 25 de novembro de 1978, pelo grupo Quilombhoje, que proporcionou a autores negros a possibilidade de terem textos publicados, de preferência com a temática negra, as mulheres finalmente voltam a aparecer. “Os escritores e escritoras negras existiam, mas não tinham meios de publicar”, informa Maria Nilda. A iniciativa ainda existe e já revelou diversos autores e autoras consagradas, como Conceição Evaristo, que publicou seu primeiro poema em uma edição dos Cadernos e hoje é uma das principais expoentes da literatura afro-brasileira.

Outros nomes atuais ou recentes na nossa literatura são Carolina Maria de Jesus,que publicou Quarto de Despejo (1960), um diário em que registrava o dia a dia como catadora de latas na favela do Canindé, em São Paulo; Joel Rufino dos Santos, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura; Ana Maria Gonçalves, com Um Defeito de Cor, Prêmio Casa de las Américas de 2007; e Cuti (Luiz Silva), com mais de 20 títulos publicados abrangendo poesia, contos, dramaturgia e crítica. Para Maria Nilda, que também escreve “a gente é mais comercializável do que no passado. Mas ainda falta muito, né?”

Para termos uma dimensão melhor dos tempos atuais, há a pesquisa de Regina Dalcastagnè, presente no livro Literatura Brasileira Contemporânea: Um Território Contestado (2012), que analisou 258 romances publicados no período de 1990 a 2004 pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco. De acordo com os dados, no romance brasileiro atual, apenas 7,9% das personagens são negras. Desse pequeno universo, 20,4% são bandidos, 12,2% empregados e 9,2% são escravos. Entre as causas de morte, 61,1% das personagens negras são assassinadas pelos escritores em seus romances, enquanto apenas 28,1% das personagens brancas são vítimas de assassinatos.

Para Oswaldo, a dificuldade do autor negro hoje em dia é apostar em uma temática que não é conhecida. “O importante não é, de fato, ser lembrado como um grande autor. Não são citados tanto agora? Não importa. O benefício que estão fazendo com seus textos, não dá para mensurar. A literatura não é feita só com grandes autores, é feita com arroz e feijão também.” Já para Maria Nilda, a literatura atual vive um momento “revolucionário”, que está mudando as formas, linguagens, conteúdos e sujeitos. “Escritoras novas são impulsionadas pelas mais velhas, mas a gente também as promove. É dialético esse movimento. Elas nos dão referência e a gente lhes dá sustentabilidade.”

Assim, cem anos depois da morte de Firmina, a situação mudou, mas a voz da escritora e de tantos outros que vieram depois ainda ecoa em um país que pouco conhece a história e a cor de seus escritores e escritoras do passado e presente. Como diria Firmina em seu livro: “Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima – ama a teu próximo como a ti mesmo – e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!… Aquele que também era livre no seu país… Aquele que é seu irmão?”

Fonte: Estadão

maxresdefault

[SL] Rapha Pinheiro : Vivendo na França chega ao Fim

O quadro vai chegar ao fim mas vai ser pelo bem maior! Quero a opinião de vocês sobre o que fazer agora no quadro novo.

Quer saber mais sobre meu trabalho? Aqui vai a lista de links úteis:

Meu Site: https://www.raphapinheiro.com/
Facebook: https://www.facebook.com/raphacpinhei
Instagram: @RaphaCPinheiro
Twitter: @RaphaCPinheiro

Aquele abraço!

 

 

243016

[ST] Crônicas Vampirescas no Tom

Anne Rice começou suas Crônicas Vampirescas muito antes do que eu pensava.  Em 1976 seu primeiro livro foi publicado “Entrevista com o Vampiro”.  Sua continuação O Vampiro Lestat só foi lançado quase 10 anos depois trazendo muito rock e  deu continuidade à essa trama musical até sua sequência em A Rainha dos Condenados.  Esse rock todo se contrapõe a combinação de jazz e blues que permeiam a maior parte das páginas de Entrevista com o Vampiro por se passar em grande parte em Nova Orleans.
No entanto, se a música só começa a movimentar a trama a partir do segundo volume da série, na literatura, no cinema o rock chegou antes (ainda que só um pouco).  Em 1994 foi lançado “Entrevista com o Vampiro” estrelado por Tom Cruise, Brad Pitt e uma criança chamada Kirsten Dunst.  Essa adaptação conta com uma boa trilha sonora instrumental, mas com um cover inédito de Simpathy for the Devil dos Rolling Stones tocado por um Guns n Roses no auge.

Em 2002 é lançado a nova adaptação da série para os cinemas. Sem o elenco do primeiro, e com uma história fortemente calcada na música, a Warner investe em atores desconhecidos e trilha sonora matadora.  O melhor do New Metal, no auge durante o início dos anos 2000, estava presente na trilha.  Além de músicas de grandes lançamentos do estilo, outras 5 músicas foram compostas para o filme por Jonathan Davis (Korn) e Richard Gibbs (Oingo Boingo).

Entregando o mínimo possível da trama, Lestat se torna uma estrela do rock, um cantor.  No livro uma passagem rápida entrega que uma das características do personagem que o fez ter sucesso seria a tessitura de sua voz, ou seja a capacidade de cobrir um amplo espectro vocal, do mais agudo ao mais grave.  Uma solução seria encontrar um cantor com essa capacidade.  Uma procura rápida me entregou 2 nomes adequados para empreitada com uma tessitura de cinco oitavas segundo a Wikipedia (como isso poderia dar errado) Axl Rose e Corey Taylor.  Axl Rose já havia cantado o single da primeira adaptação inclusive.  Qual o problema disso… ainda estaria dentro do limite humano.  Como solucionar essa questão então?
Para simular o amplo espectro, e riqueza de timbres, que uma voz vampiresca teria foram convidados cinco vocalistas diferentes.  Wayne Static (Static-X), David Draiman (Disturbed), Chester Bennington (Linkin Park), Marilyn Manson e Jay Gordon (Orgy) foram responsáveis pelas interpretações do personagem principal resultando em um dos aspectos mais ricos do filme.
Um outro ponto muito comentado desse filme foi o retorno as telas de Aaliyah para seu segundo filme no papel de Akasha.  A cantora que havia sinalizado a intenção de gravar para a trilha do filme e colaborar com Jonathan Davis morreu durante a pós produção em um acidente de avião.  Pessoalmente, gosto mais da movimentação e gestual ligado aos vampiros representados nesse filme em especial da Aaliyah e Stuart Townsend.  Alguns exemplos dessa movimentação podem ser vistos no trailer acima, mas seu ponto alto se dá nos palcos.
Depois de um longo hiato na série de livros a autora retorna à esse universo em 2012 com uma Graphic Novel, já tendo publicado outros doisromances depois disso.
De resto só posso sugerir que vocês procurem esse filmaço e suas músicas.
Se lembrarem de outros filmes com esforços extraordinários pela música, deixem nos comentários (tenho mais dois e devem virar post qualquer dia desses)
“Come out, come out, wherever you are…”
Rodrigo Fernandes.
download

[SL] Vídeo Resenha: Na Escuridão, Amanhã – Rogério Pereira

Olá amigos, eu sou a Lia do canal Lia o Livro e trouxe uma resenha hoje de um livro nacional.

Título: Na escuridão amanhã
Autor: Rogério Pereira
Editora: Cosac Naify
Ano: 2013
Páginas: 128
Edição: 1

Sinopse:

Ambientada primeiro no campo, no interior de um estado do sul do Brasil, a narrativa desvenda uma roça anti-idílica, sufocante, em que os protagonistas – um casal e seus três filhos – se enredam cada vez mais na ausência de comunicação, perseguidos pela Idea de um Deus sem piedade. Ao migrar para a cidade grande em busca de vida melhor, a família se desgarra e se perde. A escuridão é o fim, o fim dos personagens, dos sonhos, das angústias. Amanhã é a incerteza, a perspectiva de um futuro desconhecido mas certamente ameaçador, pois é impossível que traga algo de bom. Viver é avançar para lugar nenhum. Por mais que invoque a proteção de Deus, não há conforto na experiência amedrontada, desencadeada da vida dos personagens deste livro em que a memória é convocada obsessivamente, como se narrar o que foi vivido pudesse ser uma redenção. O resultado é uma obra surpreendente em sua força claustrofóbica e em sua poesia contundente.

Me acompanhe nas redes por ai..

Blog: http://liaolivro.blogspot.com.br/
instagram: @liaolivro
Twitter: @mayumilia
email: liamayumii@gmail.com
caixa postal 81693-cep: 04378-971-São Paulo/SP

19665560_1370313103083631_3369311089295241070_n

[SE] Evento da Ed. Rouxinol e nossa amiga Arita agora é Autora!!!

Olá Geeks,

Neste último sábado (1 de julho) no Shopping Dom Pedro em Campinas/SP, a Editora Roxinol juntou alguns de seus escritores para um bate papo sobre as Tradições e Influências nos livros nacionais e seus principais lançamentos.

O que nos traz aqui a comentar sobre este evento é a participação da nossa “Salve, Salve e idolatrada”  Arita Rigonato que oficialmente terá seu conto publicado em setembro na antologia de contos “Por baixo d´água” sobre seres fantásticos. (Palmas!!!)

São muitas emoções até lá, mas fica aqui o nosso carinho e certeza que o cenário brasileiro ganha mais uma grande autora.

Até…

19667916_1369219623192979_158403264771962595_o

 

fd44855c9f6bf4fdc185b9f97c3803a6

[SL] Dobradinha Literária | AS Esganadas – Jô Soares

Rio de Janeiro, 1938.
Um perigoso assassino está solto nas ruas tendo como alvo mulheres jovens bonitas e gordas.

Com requintes de crueldade gastronômica, ele mata sem piedade suas vítimas e depois expõe seus cadáveres escarnecendo as autoridades.

Acompanhe o delegado Noronha, seu ajudante Calixto e o detetive Esteves para desvendar este mistério.

Cinema

[SC] Lançamentos da Semana – 15/06/2017

Olá Geeks! Nossa dica da semana aponta para o lançamento de um filme nacional muito gracioso. Um tio quase perfeito vem aquecer os tambores para o período de férias que se aproxima.

Fiquem atentos e privilegiem a sétima arte.

 

À Sombra de Duas Mulheres (L’ombre des femmes, Philippe Garrel, França, Suíça)

Baywatch (Seth Gordon, Estados Unidos)

Um Tio Quase Perfeito (Pedro Antônio, Brasil)

David Lynch: A Vida de Um Artista (David Lynch: The Art Life, Jon Nguyen, Rick Barnes, EUA, Dinamarca)

 

Tudo e Todas as Coisas (Everything, everything, Stella Meghie, EUA)

Colossal (Nacho Vigalondo, Canadá)

Os Transgressores (Luis Erlanger, Brasil)

15

A Terra Vermelha (La tierra roja, Diego Martinez Vignatti, Bélgica, Brasil, Argentina)

Sepultura Endurance (Otavio Juliano, Brasil)

arte_OCorcundaNeNotreDame_bolso

[SL] O Corcunda de Notre Dame | Clube de Leitura e Escrita (Maio/2017)

O nome original deste livro é Notre-Dame de Paris e foi  escrito em homenagem ao aniversário de Notre Dame.

Tudo se passa na Paris da segunda metade do século XV, um período medieval, durante o reinado de Luís XI (época em que a cidade é tomada por ciganos, artistas de rua, mendigos, etc.) e as construções são góticas, e as vielas estreitas.  Victor Hugo critica e ironiza a justiça, critica as desigualdades e as penalidades, o autoritarismo e o clero. Fala do perigo das generalizações e fala de preconceitos.

O ano é 1482 e não existe um personagem principal, como pode sugerir o título, mas vários. O Corcunda de Notre Dame nos fala não só do corcunda Quasímodo, mas também da cigana Esmeralda, do poeta pobretão Gringoire, do capitão mau caráter Phoebus e, principalmente, do arquidiácono Claude Frollo.

O livro tem personagens bem marcantes e bem construídos. Como é de praxe nas obras de Victor Hugo, este livro é recheado de passagens filosóficas, históricas e uma detalhada descrição da arquitetura tanto da catedral como da cidade na época, não searte_OCorcundaNeNotreDame_bolso esquecendo dos personagens, desde os pedintes e ciganos até o rei e a nobreza, que eram destaque nesse tempo. São  capítulos inteiros descrevendo a cidade ou a catedral, e ele interrompe  a história para explicar como funcionavam as coisas na época em questão (o que pode ser cansativo para alguns leitores). 

O Corcunda de Notre Dame fala de amor, de amores, dos vários tipos de amor. Fala do amor de mãe, eterno, único, incondicional, o maior de todos. Fala do amor de um filho renegado para com o pai que o criou. Fala de amor romântico, utópico, sonhador e cego. Fala de amor não correspondido e como cada um reage diferente a ele. Fala do amor obsessivo, cruel, do amor que não é amor. Fala do amor entre irmãos, de compaixão e do amor desprendido, do amor que não quer nada em troca, que deseja a felicidade do outro acima de tudo.

quasimodoNesse contexto vivem Esmeralda, uma linda cigana que ganha a vida fazendo apresentações de dança nos espaços públicos; o arcediago Claudio Frollo que adotou Quasímodo, um rapaz coxo, corcunda e caolho, que ficou surdo de tanto tocar os sinos da catedral de Notre-Dame. Ao ver Esmeralda dançar na rua, Claudio Frollo se apaixona por ela, de maneira possessiva e violenta. Quasímodo também se apaixona por Esmeralda, mas de maneira platônica e inocente. Porém, a jovem gosta mesmo é de Febo, um membro da guarda real que já está comprometido e tem apenas a intenção de se aproveitar dela. Resumindo a estória, Esmeralda é acusada de uma tentativa de assassinato da qual ela é inocente. Para impedir a morte dela, Quasímodo a leva para a catedral de Notre-Dame, local que não poderá ser violado pela justiça. Porém, as coisas fogem ao controle e muita coisa vai rolar envolvendo esses personagens.

Victor Hugo é extremamente detalhista, especialmente na primeira metade do livro. Ele fala de arquitetura, de como ela era uma forma de se contar e de se registrar uma história, ou a História. Descreve a catedral, as ruas e os prédios de Paris minuciosamente.

Eis um grande passaporte cultural que não pode ser esquecido nas estantes.

Conheça uma animação em 3D que mostra esta Paris medieval.

 

IMG-20150914-WA0019