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#SetembroAmarelo + Sorteio [O último Adeus] | Meros Devaneios

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização da prevenção do suicídio. No Brasil, 32 pessoas tiram a própria vida POR DIA. Faça sua parte e evite que essa estatística aumente! Aproveitando o #SetembroAmarelo, quero compartilhar com vocês uma leitura que eu fiz no ano passado e que entrou pra minha lista de favoritos. Para isso, estou sorteando um exemplar de O último adeus, da Cynthia Hand.

Para participar basta preencher o formulário https://www.rafflecopter.com/rafl/dis… e esperar o resultado que sai no dia 30 de Setembro nas minhas redes sociais.

Regras:

1) Ser inscrito no canal

2) Ter endereço de entrega no Brasil O/a vencedor/a terá um prazo de 48h para responder o meu e-mail. Caso ela não responda no tempo determinado, um novo sorteio será realizado.

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[SL] No centenário de morte, primeira autora negra do Brasil ganha reedição

Em 2017 completa-se o centenário da morte da primeira escritora negra do Brasil e primeira autora de romance abolicionista em toda a língua portuguesa. Maria Firmina dos Reis publicou Úrsula em 1859, livro que estava fora de catálogo, mas em setembro desse ano ganha nova edição pela PUC Minas. Eduardo de Assis Duarte, pesquisador da literatura afro-brasileira, autor de livros sobre o tema e doutor em letras, assina o posfácio e escreve sobre a contextualização histórica da obra no conjunto de escritos de escravizados no Ocidente.

Filha de mãe branca e pai negro, provavelmente escravo, Firmina adquiriu, dentro das possibilidades, referências culturais e o domínio da norma culta através da família da mãe, composta de músicos e um primo estudioso. É possível que tal fato proporcionou que escrevesse músicas, sendo a primeira mulher aprovada num concurso público para o magistério em sua terra natal, o Maranhão, e também para que fundasse, mais tarde, a primeira escola mista – com alunos brancos e negros – e gratuita do estado, algo inovador naquele tempo.

Ainda que muito importante, Firmina é pouco citada e conhecida. De acordo com Duarte, no posfácio de uma edição de Úrsula de 2004, os elementos determinantes para o silenciamento foram a ausência de assinatura, a indicação de autoria feminina, a distante localização geográfica e o tratamento inovador dado ao tema da escravidão. Ao contar a história de Úrsula, protagonista branca; Túlio, escravo que se torna livre; Tancredo, que se apaixona por Úrsula; Fernando, o grande vilão; e Susana, que narra suas vivências antes de ter sido trazida como escrava, Firmina busca humanizar o negro através da valorização da memória, algo pouco comum na época. Diferente dela, “os autores defendiam a abolição por que a escravidão corrompia a família branca brasileira, como acontece em As Vítimas-Algozes (1869), de Joaquim Manuel de Macedo e A Escrava Isaura (1875), de Bernardo Guimarães”, explica Duarte.

Apesar da excelente escrita, Firmina omitiu seu nome assinando as obras como “Uma Maranhense”. No prólogo, ainda diz: “Mesquinho e humilde livro é este que vos apresento, leitor”, falando logo em seguida que o mesmo não tem valor por ser de uma mulher. Antigamente, era comum esse “recato literário”, pois a escrita não costumava ser feita por mulheres. “Evidências confirmam que escritoras do século 19 e primeiras décadas do século 20, na produção hispano-americana, apresentaram-se com uma escrita ‘menor’ como estratégia de veiculação e aceitação de suas obras”, explica Luciana Martins Diogo, mestra em Culturas e Identidades Brasileiras pela USP.

Embora existisse o “recato”, Firmina não só publicou como antecedeu diversas questões atuais. Para o professor Duarte, “a autora maranhense, pela primeira vez, constrói a crítica do patriarcado escravista do duplo ponto de vista da vítima, mulher e negra”. Para Luciana, um dos grandes legados da obra firminiana foram “seus questionamentos em relação ao lugar e ao papel da mulher na sociedade”, algo que se percebe, por exemplo, quando a protagonista diz: “Nunca pude dedicar a meu pai amor filial que rivalizasse com aquele que sentia por minha mãe, e sabeis por quê? É que entre ele e sua esposa estava colocado o mais despótico poder: meu pai era o tirano de sua mulher, e ela, triste vítima, chorava em silêncio.”

Em questão histórica, Firmina, no entanto, não foi quem inaugurou a literatura afro-brasileira. Segundo Luciana, essa literatura pode ser entendida como uma interação dinâmica de cinco componentes: temática, autoria, ponto de vista, linguagem e público. Já para Oswaldo de Camargo, jornalista, estudioso da literatura negra e autor dos livros O Negro Escrito, A Descoberta do Frio (ficção) e Carro do Êxito (contos), é fundamental que “o escritor negro se veja como negro, tire as consequências e escreva seu texto. Por isso que um branco não pode fazer literatura negra.” Maria Nilda de Carvalho Mota, a Dinha, poeta e doutoranda de estudos comparados nas letras, que atua nos campos de literatura afro-brasileira e africana, no entanto, acha que é possível, teoricamente, escrever da perspectiva de um negro, mas diz que não tem encontrado. “Noto que as pessoas que não vivem na pele tendem a ser sensacionalistas porque passou pelo estômago, que é a indignação, mas tem que passar pelo coração e pela cabeça.”

Assim, para entender como a história da literatura negra se desenvolveu, é preciso voltar antes mesmo de Firmina. O negro apareceu primeiramente nos poemas (que antecedem os romances na maior parte das literaturas). Oswaldo explica que o primeiro escritor mulato que vai dar “relances de uma literatura voltada para a questão racial” é Domingos Caldas Barbosa, com o livro Viola de Lereno. Oswaldo cita o verso em que se lê: “Ai Céu! / Ela é minha iaiá / O seu moleque sou eu.”

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“Manuel Bandeira fala que nossa poesia vai começar com Domingos Barbosa, porque sua linguagem usa pela primeira vez palavras brasileiras. Quando ele fala moleque, isso tem uma conotação, porque moleque era sempre preto. Muito tenuamente, está insinuando também uma condição racial.” Mas, segundo Oswaldo, o primeiro autor que usa o eu negro para escrever foi Luiz Gama, com o livro Primeiras Trovas de Getulino, de 1859. Um dos poemas, conhecido como Bodarrada, diz: “Se negro sou, ou sou bode, / pouco importa. O que isso pode? / Bodes há de toda a casta, / pois que a espécie é muito vasta…”

Ou seja, no mesmo ano em que Gama torna-se o primeiro negro a se dizer como tal em São Paulo, Maria Firmina, anonimamente, torna-se a primeira mulher a fazer literatura negra no Maranhão. “Bode quer dizer mulato. Então é um passo grande entre Caldas Barbosa e Luiz Gama, que vai responder à sociedade da Pauliceia mostrando que nossa sociedade está cheia de bodes, mas todos tentando esconder a sua parte negra. Alguns conseguiram”, explica Oswaldo.

Para o escritor e estudioso, não é à toa que o negro não costumava ser visto ou citado sequer pelos mulatos. “A primeira coisa que um pardo ou mulato fazia era passar a linha de cor porque ser negro era sinônimo de escravo. A partir daí há um embranquecimento social muito sério. Então, o próprio branco, quando uma pessoa escura ascendia, queria tirá-lo do rol de pessoas negras.” Não é à toa que até hoje o rosto verdadeiro de Maria Firmina é desconhecido. O branqueamento da imagem foi sendo construído ao longo desses anos com base em um equívoco. Um retrato existente na Câmara dos Vereadores de Guimarães foi inspirado na imagem de uma escritora branca gaúcha, que acreditava-se ser Firmina. O busto que está no Museu Histórico do Maranhão também reproduz a imagem de uma branca.

Apesar das tentativas de se ocultar o negro da história, muitos outros nomes surgiram, como o mulato Francisco de Paula Brito, o primeiro editor do Brasil. Considerado um dos precursores do conto, além disso, editou O Filho do Pescador (1843), primeiro romance do País, escrito pelo mulato Antônio Gonçalves Teixeira e Souza. Outros nomes são Cruz e Souza, filho de ex-escravos e que fez literatura negra; Lima Barreto, que se assume como mulato e é o homenageado da Flip em 2017; Lino Guedes, que é o primeiro autor negro a escrever mirando o público da mesma cor; isso sem citar Machado de Assis e Mário de Andrade. Paralelamente a eles, outros escritores surgem colocando o negro em suas obras, nem sempre de modo positivo.

Segundo estudos da pesquisadora Maria Nazareth Soares Fonseca (2011), os negros na literatura, quando vistos como objeto, podem ser agrupados do seguinte modo: escravos e ex-escravos, como em Gregório de Matos (século 17); branqueamento, como em O Mulato (1881), de Aluísio de Azevedo; vítima, como em O Navio Negreiro (1869), de Castro Alves; negro ruim, como em Bom-Crioulo (1895), de Adolfo Caminha; negro como depravado, em A Carne (1888), de Júlio Ribeiro; negro como inferioridade, como em O Demônio Familiar (1857), de José de Alencar.

A partir de 1870, o negro é tema constante na pena de quase todos os poetas do Brasil e, desde o início da década de 1980, há um aumento da produção de escritores que “vinculam a noção de sujeito à de etnia afrodescendente”, como explica Duarte. Com a primeira edição de Cadernos Negros, em 25 de novembro de 1978, pelo grupo Quilombhoje, que proporcionou a autores negros a possibilidade de terem textos publicados, de preferência com a temática negra, as mulheres finalmente voltam a aparecer. “Os escritores e escritoras negras existiam, mas não tinham meios de publicar”, informa Maria Nilda. A iniciativa ainda existe e já revelou diversos autores e autoras consagradas, como Conceição Evaristo, que publicou seu primeiro poema em uma edição dos Cadernos e hoje é uma das principais expoentes da literatura afro-brasileira.

Outros nomes atuais ou recentes na nossa literatura são Carolina Maria de Jesus,que publicou Quarto de Despejo (1960), um diário em que registrava o dia a dia como catadora de latas na favela do Canindé, em São Paulo; Joel Rufino dos Santos, vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura; Ana Maria Gonçalves, com Um Defeito de Cor, Prêmio Casa de las Américas de 2007; e Cuti (Luiz Silva), com mais de 20 títulos publicados abrangendo poesia, contos, dramaturgia e crítica. Para Maria Nilda, que também escreve “a gente é mais comercializável do que no passado. Mas ainda falta muito, né?”

Para termos uma dimensão melhor dos tempos atuais, há a pesquisa de Regina Dalcastagnè, presente no livro Literatura Brasileira Contemporânea: Um Território Contestado (2012), que analisou 258 romances publicados no período de 1990 a 2004 pelas editoras Companhia das Letras, Record e Rocco. De acordo com os dados, no romance brasileiro atual, apenas 7,9% das personagens são negras. Desse pequeno universo, 20,4% são bandidos, 12,2% empregados e 9,2% são escravos. Entre as causas de morte, 61,1% das personagens negras são assassinadas pelos escritores em seus romances, enquanto apenas 28,1% das personagens brancas são vítimas de assassinatos.

Para Oswaldo, a dificuldade do autor negro hoje em dia é apostar em uma temática que não é conhecida. “O importante não é, de fato, ser lembrado como um grande autor. Não são citados tanto agora? Não importa. O benefício que estão fazendo com seus textos, não dá para mensurar. A literatura não é feita só com grandes autores, é feita com arroz e feijão também.” Já para Maria Nilda, a literatura atual vive um momento “revolucionário”, que está mudando as formas, linguagens, conteúdos e sujeitos. “Escritoras novas são impulsionadas pelas mais velhas, mas a gente também as promove. É dialético esse movimento. Elas nos dão referência e a gente lhes dá sustentabilidade.”

Assim, cem anos depois da morte de Firmina, a situação mudou, mas a voz da escritora e de tantos outros que vieram depois ainda ecoa em um país que pouco conhece a história e a cor de seus escritores e escritoras do passado e presente. Como diria Firmina em seu livro: “Quando calará no peito do homem a tua sublime máxima – ama a teu próximo como a ti mesmo – e deixará de oprimir com tão repreensível injustiça ao seu semelhante!… Aquele que também era livre no seu país… Aquele que é seu irmão?”

Fonte: Estadão

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[SL] Para educar crianças feministas| Chimamanda Ngozi Adichie

Sabe aquele livreto que você deve carregar na bolsa, junto de sua carteira ou mesmo o livro de orações? Chimamanda nos deixa aqui observações aparentemente singelas que podem modificar o mundo com pequenas ações diárias, pequenas mudanças de pensamento que há muito tempo estão enraizados em nossas mentes.

Fui convidada por uma amiga para participar de uma reunião do grupo “Leia Mulheres” que acontece mensalmente aqui em Campinas e em muitas cidades pelo Brasil. O livro escolhido era este pequeno e singelo diamante, que eu de pronto já tinha rotulado de chato e enfadonho porque não gosto de debater sobre feminismo.

A autora recebe uma carta de uma amiga de infância onde a amiga pede conselhos sobre coo criar uma criança feminista. De início, Chimamanda se sente incapaz de responder a esta pergunta, porém desenvolve quinze conselhos para sua amiga Ijewele criar sua filha Chizalum como feminista.

Fiquei envergonhada ao final da leitura. Todos os conselhos são maravilhosos e identifiquei em mim tantas coisas negativas enraizadas devido a criação e vivências que tive, que a primeira reação minha era deixar junto a minha bolsa este livreto  para nunca esquecer destas lições.

Esta palestra foi dada em um evento TEDx local, produzido independentemente das conferências TED.  Nesta palestra sincera e engraçada, Chimamanda Adichie questiona os papéis dos gêneros e sugere uma forma diferente de pensar sobre eles, uma que poderia realmente trazer igualdade.

Título original: DEAR IJEAWELE OR A FEMINIST MANIFESTO
Tradução: Denise Bottmann
Páginas: 96  Lançamento: 24/02/2017
ISBN: 9788535928518    Selo: Companhia das Letras

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#OPodcastÉDelas: [SL] Mulheres da Minha Vida – Simone Andreazzi

Mulheres da minha vida

A primeira antologia de 2017 lançada pela Editora In House intitula-se “NOSSAS MULHERES 2″ que foi lançada no último dia 11 de março, sábado, em Jundiaí/ SP.  Participando deste lançamento estão nossas queridas amigas e colunistas convidadas Simone Andreazzi e Clélia Gimenes. Os escritores convidados são representantes das cidades de Curitiba (PR), São Paulo, Valinhos, Vinhedo, Campinas, Itupeva, Louveira, Francisco Morato, Bauru e Atibaia, reunindo ao total mais de 51 autores.

Neste post você poderá conferir o texto da escritora Simone Andreazzi, que além de participar deste belíssimo projeto, é a autora da série infantil “Bela Cão”, também publicado pela Editora In House.

“Escrever sobre Mulheres é um tema que remete a tantas qualidades, as quais posso listar em só palavra: AMOR.”

Clique no link e faça o download:     Mulheres2017

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Biografia: Simone Teixeira Andreazzi. Pedagoga, Psicopedagoga e  escritora de literatura infantil,  prosas e poesias. Amante da natureza e animais.

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[SC] #EuNoOscar : Você conhece as indicadas para melhor atriz?

Olá amigos cinéfilos, eu sou Arita Souza e estou aqui para deixar uma palinha das indicadas para a categoria de melhor atris nesta 89º Cerimônia do Oscar de 2017.
Além de conhecer o nome dessas princesas da telona, deixo também algumas informações sobre as premiações de cada uma em suas carreiras.
Imagem Ruth Negga    “Loving”
Ruth Negga nasceu em Adis Abeba, capital da Etiópia, mas cresceu em Limerick, Irlanda. É filha de pai etíope e mãe irlandesa.  Sua carreira começou em 2004 com o filme “Capital Letters”. Depois participou de filmes como: “Jogos Do Crime” (2012); “Guerra Mundial Z” (2013) e “Noble” (2014). Ruth conquistou seu espaço com repercussão internacional pelo filme “Loving”, em 2016, sendo indicada ao Oscar De Melhor Atriz.
Além de filmes, a atriz já teve participações em séries, como: “Criminal Justice” (2008); “Love/Hate” (2010); “Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.” (2013) e “Preacher” (2016.
Imagem Emma Stone “La La Land: Cantando Estações”
É atriz, dubladora e modelo americana. Stone começou sua carreira como atriz mirim atuando em peças teatrais até ganhar reconhecimento pelo seus desempenhos em Superbad (2007) e Zumbilândia (2009). Recebeu aclamação da crítica pelo seu papel na comédia Easy A (2010) que a fez tornar uma das mais promissoras atrizes em Hollywood. Ganhou notoriedade também pelo seus desempenhos na comédia romântica Crazy Stupid Love (2012), e pelo drama aclamado pela critica The Help (2011). Seu maior sucesso comercial no entanto veio interpretando Gwen Stacy nos filmes de super-herói da Sony The Amazing Spider Man (2012) e The Amazing Spider Man 2 (2014) que faturaram juntos mais de 1 bilhão mundialmente.
Foi indicada ao Globo de Ouro, SAG, Critics’ Choice, BAFTA e Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel no filme Birdman (2014), de Alejandro González Iñárritu. Foi mais duas vezes indicada ao Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical por Easy A (2010) e pelo musical La La Land (2016), vencendo pelo segundo. Ainda por La La Land recebeu sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Atriz e venceu o BAFTA de Melhor Atriz, o Screen Actors Guild de Melhor Atriz Principal (Cinema) e o Coppa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza.
Imagem Natalie Portman “Jackie”
Vimos Natalie crescer diante das telas, não somente em estatura, sobretudo em talento. Com apenas 35 anos soma na carreira um Oscar por “Cisne Negro” em três indicações, além de dois Globos de Ouro, ainda carrega a alcunha de ser uma das melhores de sua geração. Este título não é um exagero, pois uma simples lembrança de suas atuações em “Cisne Negro”, “Closer” e “V de Vingança”, por exemplo, deixam as plateias mais exigentes assombradas com seu talento. Desta vez, ela está no que muitos apontam como o “papel de sua carreira”, interpretando a icônica ex-primeira dama Jackeline Kennedy em “Jackie”. Natalie pode estar a vias de sua segunda estatueta.
Imagem      Isabelle Huppert  “Elle”
Os artistas franceses sempre exerceram fascínio nos cinéfilos mais dedicados. Marion Cotillard, Juliette Binoche, Julie Delpy e Audrey Tatou são somente alguns exemplos recentes de atrizes premiadas e festejadas em todo mundo. Este ano é o ano de Isabelle Huppert! Desde Cannes, quando “Elle” estreou, toda a crítica caiu em encantamento por sua atuação. Descrita como forte, intensa e inteligente, Huppert construiu o caminho que a trouxe para um prêmio Globo de Ouro e a sonhada indicação ao Oscar. A categoria de Melhor Atriz nesta edição está disputadíssima, contudo o brilho da francesa é contagiante e a coloca em mais destaque dentre as demais.
Imagem  Meryl Streep “Florence: que Mulher é essa?”
Não há palavras que possam ser acrescentadas para descrever Meryl Streep, seu talento e a sua importância para o cinema. A maior atriz de nosso tempo, aquela que está no panteão mais dourado do cinema, quebra mais um recorde: com “Florence: Quem é Essa Mulher?”, ela chega a sua vigésima indicação. Ela está sensacional, engraçada e emotiva no longa, sua nomeação não é um acaso, está porque merece. Contudo, ademais de seu talento, há uma questão política que não pode ser descartada. Ela e o presidente Donald Trump tem trocado farpas ultimamente, inflamando Hollywood a estar do seu lado.
*A contagem das indicações e Oscars são em relação do  candidato com a categoria, e não o total da carreira.
HISTÓRICO DE INDICAÇÕES E VITÓRIAS

 Emma Stone – La La Land: Cantando Estações
- Vencedora de Melhor Atriz em Comédia ou Musical no Globo de Ouro
- Vencedora de Melhor Atriz no Bafta
– Indicada à Melhor Atriz no Critics’ Choice Movie Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Chicago Film Critics Association Awards
– Indicada à Melhor Atriz no London Critics Circle Film Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Satellite Awards
- Vencedora de Melhor Atriz no Screen Actors Guild
– Vencedora de Melhor Atriz no Festival de Veneza

Ruth Negga – Loving

– Indicada à Melhor Atriz em Ascenção no Bafta
– Indicada à Melhor Atriz em Drama no Globo de Ouro
– Indicada à Melhor Atriz no Critics’ Choice Movie Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Gotham Awards
– Indicada à Melhor Atriz Britânica no London Critics Circle Film Awards
- Vencedora de Melhor Atriz no Satellite Awards

Meryl Streep – Florence: Quem é essa mulher?

– Indicada à Melhor Atriz em Comédia ou Musical no Globo de Ouro
– Indicada à Melhor Atriz no Bafta
- Vencedora de Melhor Atriz em Comédia no Critics’ Choice Movie Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Satellite Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Screen Actors Guild

Isabelle Huppert – Elle

- Vencedora de Melhor Atriz em Drama no Globo de Ouro
– Vencedora de Melhor Atriz no Boston Society of Film Critics Awards

– Indicada à Melhor Atriz no Critics’ Choice Movie Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Chicago Film Critics Association Awards
- Vencedora de Melhor Atriz no Gotham Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Independent Spirit Awards
- Vencedora de Melhor Atriz no Los Angeles Film Critics Association Awards
– Vencedora de Melhor Atriz no National Society of Film Critics Awards
– Vencedora de Melhor Atriz no New York Film Critics Circle Awards
– Vencedora de Melhor Atriz no Satellite Awards

Natalie Portman – Jackie

– Indicada à Melhor Atriz em Drama no Globo de Ouro
– Indicada à Melhor Atriz no Bafta
– Indicada à Melhor Atriz no Boston Society of Film Critics Awards
- Vencedora de Melhor Atriz no Critics’ Choice Movie Awards
– Vencedora de Melhor Atriz no Chicago Film Critics Association Awards

– Indicada à Melhor Atriz no Gotham Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Satellite Awards
– Indicada à Melhor Atriz no Screen Actors Guild

Fonte: Termômetro Oscar

Cinema

[SC] Lançamentos do Cinema – 17/11/2016

Geeks e Cinéfilos,

Vamos as principais estreias da semana.

 

1. Animais Fantásticos e Onde Habitam

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” se passa no ano de 1921, 70 anos antes dos acontecimentos de Harry Potter, e a história começa com a chegada de Newt Sacamander (Eddie Redmayne), a Nova York. Ele é ex-aluno da escola de magia Hogwarts, que está de posse de uma maleta recheada de animais mágicos coletados em suas viagens por todos os cantos do planeta.  Após um pequeno incidente, alguns bichos escapam e o bruxo precisa capturá-los rapidamente para evitar que algum mal aconteça.”

 

2. Um Estado de Liberdade

Não recomendado para menores de 14 anos

Durante a Guerra Civil Americana, o fazendeiro Newton Knight (Matthew McConaughey) forma um grupo de rebeldes contra a Confederação. Ele é contrário à escravidão, mas também à secessão. Assim, reunindo pobres fazendeiros, o pequeno condado de Jones rompe com o grupo majoritário e forma um pequeno estado livre. Ao longo dos anos, Knight combate a influência racista do Ku Klux Klan e forma a primeira comunidade interracial do sul, casando-se com a ex-escrava Rachel (Gugu Mbatha-Raw).

 

3. Elle
Não recomendado para menores de 16 anos.

Michèle (Isabelle Huppert) é a executiva-chefe de uma empresa de videogames, a qual administra do mesmo jeito que administra sua vida amorosa e sentimental: com mão de ferro, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. Sua rotina é quebrada quando ela é atacada por um desconhecido, dentro de sua própria casa. No entanto, ela decide não deixar que isso a abale. O problema é que o agressor misterioso ainda não desistiu dela.

 

4 . As Confissões

Roberto Salus (Toni Servillo) é um carismático monge que foi convidado para participar de uma reunião com ministros de finanças em um luxuoso hotel na costa do Báltica. Mas quem convidou o frade para a reunião? E quem matou um dos financiadores que tinham planos radicais de mudar a ordem econômica mundial?

 

5. Sob Pressão

Dr. Evandro (Júlio Andrade) e sua equipe, formada também pelos doutores Paulo (Ícaro Silva) e Carolina (Marjorie Estiano) enfrentam um tenso dia no hospital em que trabalham quando têm que realizar três cirurgias muito complicadas: um traficante, um policial militar e uma criança. O que complica o caso é que os três foram feridos no mesmo tiroteio em uma favela próxima ao hospital.

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[SL] Vídeo Resenha : O Encontro Marcado, de Fernando Sabino

Olá geeks, eu sou a Nina do canal Nina e suas letras (youtube) e fui convidada para apresentar uma resenha do livro Encontro Marcado, do escritor Fernando Sabino.

Um grande abraço.

Sinopse:

O Encontro Marcado é a história de Fernando Sabino? Sim, mas não se trata de uma autobiografia. É a história atormentada de toda uma geração, naquilo que ela tem de essencialmente dramático. No meio das confusões da vida, procura-se um valor que dê sentido à desconcertante experiência pessoal de quem trava um duelo de morte com a vocação furtiva. História de adolescência e juventude, de prazeres fugidios, desespero, cinismo, desencanto, melancolia, tédio, que se acumulam no espírito do jovem escritor Eduardo Marciano, um jovem que amadurece num mundo desorientado. Ele vê seu matrimônio quebrar-se quando já não pode abdicar; por força de sua própria experiência, o suicídio deixa de ser uma solução. Nessa paisagem atormentada, ele deve renunciar a si mesmo, para comparecer ao encontro com uma antiga verdade.

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Dobradinha Literária: Você conhece uma webcomic? Então apaixone-se por Bear.

Webcomics, ou quadrinhos on-line, ou ainda web comics, são quadrinhos cuja publicação é veiculada exclusivamente pela Internet, apesar de existirem muitos quadrinhos consagrados à moda tradicional que são disponibilizados de forma digital. Bianca Pinheiro Cristaldi da Silva é uma quadrinhista, ilustradora brasileira e  criadora da webcomic Bear.

Bianca é radicada em Curitiba, formou-se em Artes Gráficas pela UTFPR. Fez pós-graduação em Histórias em Quadrinhos pela Opet. Começou a publicar webcomics em 2012.

Sinopse : A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.

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Cheia de graciosidade, Bear ganhou o coração de muitos  na web. Em minha opinião, mesmo tendo todo seu jeitinho para o publico infantil, Bear tem uma temática para o público adulto, proporcionando  reflexões muito interessantes.

Veja abaixo o testemunhal da autora e se você gostou, vá ao site e acompanhe esta webcomic.

site: Bear

 

 

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SpheraCine #13 – Batman vs Superman: A Origem da Justiça

Olá Geeks,

Enfim, chegou dia 24 de março! E nossos corações batem forte!

Essa mega estréia chegou derrubando barreiras e no final de semana já temos a cifra atingida de 170 milhões de “Obamas” no seu mercado doméstico (EUA e Canadá – Melhor estréia de filme de heróis). No Brasil, atingiu a bela cifra 45 milhões de “Dilmas” (melhor estréia de todos os tempos) e com o resto do mundo estaríamos passando no seu primeiro final de semana a bagatela de 400 milhões de “Obamas”, ou seja, um filme que custou aproximadamente 350 milhões de dólares que se pagou.

Sinopse

O confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton.

Análise

Optei em assistir ao filme sem a pressão de ser um filme bom, pois na produção de O Homem de Aço, eu  já não tinha gostado do rumo dado ao filme, mas neste fui com ‘amor no coração”.

Encontrei um filme com vários arcos, e uma correria fenomenal para poder falar dessas várias linhas. Notei que no final, as pessoas que não tinham  conhecimento sobre os quadrinhos, ficaram um pouco confusas com a falta de informação.

Palmas para o Diretor que enfim inseriu um herói matando com seus erros e acertos, sem falar do caos que é mostrado devido as batalhas. Sim.. houve criticas severas por Batman vs Superman ter um roteiro com falas vazias e pouca interação entre os protagonistas.

O vilão, da forma que foi apresentado, deixou descaracterizada sua atuação como já o  conhecíamos dos quadrinhos, uma pena não te-lo usado em seu potencial total. Na verdade, ele me lembrou de outro vilão ligado ao Batman.

A nostalgia é excelente e é gostoso podermos ver os nossos heróis na telona. Ponto positivo para a inserção da mulher maravilha e a menção dos outros heróis. Vale ressaltar que deixaram várias brechas e símbolos indicando o que ainda está por vir.

No final do filme, eles “queimam” uma das melhores histórias de quadrinhos da DC! Uma pena que não teve um filme próprio para esta HQ.

Enfim, vamos dar 4 / 7 Spheras!!!

 

 

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SpheraLiterária #47: Lançamento do livro Todas as Mulheres

A Editora InHouse realizou mais um lançamento sensacional no Dia Internacional das Mulheres e  nossas convidadas Clélia Gimenes e Simone Andreazzi participaram com seus textos nesta compilação de vários autores.

Confira o depoimento da escritora Clélia Gimenes sobre sua participação:

O lançamento do livro “ Todas as mulheres ” foi um sucesso! Amei participar de mais essa antologia da Editora In House. Meu conto “ No mais profundo do ser…” fala sobre os traumas ocasionados por abusos na infância. O incesto é um crime violento, porém silencioso, que deixa marcas para sempre na vida das vítimas. O melhor caminho sempre é entender que a culpa é do abusador, nunca o contrário.
A leitura é um alerta contra tal ato que assombra, mesmo dentro das mais estruturadas famílias.

(…)

“ As perdas de memória começaram a ficar mais constantes, eu nunca sabia como e o porquê tinha ido parar em lugares que não conhecia, ou que não gostaria de estar. Então, no fim dos meus 21 anos tive uma experiência dolorosa…

Acordei em um quarto diferente, ainda era madrugada. Pisquei várias vezes para conseguir entender onde estava. Usava uma lingerie azul-celeste e o resto do meu corpo coberto somente por um lençol de seda. Sentei-me na cama. Onde estava? Como tinha chegado àquele local? Não tinha a menor ideia. Olhei ao redor, minha vista já estava se acostumando com o ambiente à meia-luz, que era iluminado somente pela claridade artificial, que vinha através da cortina de uma janela. Era um quarto muito grande e luxuoso. Decorado minunciosamente em estilo europeu, a sensação era de ter sido preparado para receber pessoas com muito dinheiro. Não era meu caso.

Enrosquei o lençol sobre meu corpo e procurei por um interruptor. Nesse momento, senti um forte cheiro de tabaco,
como se alguém tivesse acabado de fumar um charuto. Tentei seguir o odor adocicado do fumo. Cheguei até uma porta ao lado esquerdo de onde estava, não a tinha percebido até aquele momento. Girei a maçaneta, empurrei a porta e entrei. Um escritório pequeno, acoplado ao quarto, também estava à meia-luz. Percebi uma fumaça saindo pelas costas de uma enorme cadeira de couro preta; de repente essa virou-se, e de frente para mim ele disse:

“Já era hora de acordar, bela adormecida. Não curto necrofilia, sendo assim, vamos continuar de onde paramos, Gata…” (…) ”

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Clélia Gimenes
Formada em Letras pela Faculdade FREA ( Avaré- SP )
Ministra aulas de Língua Portuguesa e Literatura nas rede Estadual e Privada de Ensino.

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SpheraLiterária #45 : Eu – Simone Andreazzi

Nossa convidada, a escritora Simone Andreazzi, lançou no dia 08 de março mais um de seus textos numa publicação pela Editora InHouse, juntamente com outras magníficas mulheres, homenageando esta data tão importante.  A todas as mulheres, de almas fortes e guerreiras nosso grande abraço.

 

Eu

Já escrevi sobre mulheres nas minhas poesias e textos.
Porém hoje vou falar de uma em especial: EU.

Nasci no dia do Poeta,  20 de outubro de 1966. Um ano que se iniciou num sábado e terminou num sábado (talvez por isso que amo sábado). O ano que inventaram o biquíni de duas peças, que se inaugurou a UNICAMP (05/10/1966) e no ano do falecimento de Walt Disney.

Sou de uma família de quatro irmãs, sendo eu a 3ª filha. Todas nasceram em hospitais de Campinas e eu nasci numa casa, em Sumaré, interior do Estado de São Paulo, pelas mãos de uma parteira.
Nasci com muito cabelo. Bem pretinhos, com quase quatro quilos. A parteira me apelidou de “tijolinho”. Talvez por eu ser um bebezinho pesadinho e pequenininha.

Fui uma garotinha sempre risonha e falante. Gostava de fazer amizades e contar minhas histórias.
Até meus quatro anos eu vivi na cidade de Sumaré. Depois minha família mudou-se para Campinas e rapidamente me adaptei à vida da cidade grande.

Fiz lindas amizades, brinquei muito e minha infância se despediu de mim aos 10 anos, quando no natal de 1977, algo estranho apareceu na minha calcinha. Uma mancha de sangue! Era a menarca. Deixei de ser criança e passei a ser uma mocinha. Os joelhos ralados deram lugar a pernas torneadas e os peitos retinhos ganharam um formato lindo e sensual.

Aprendi a dançar, a tocar violão e a escrever sem parar. Com 15 anos escrevi meu primeiro romance que fez minha sala de magistério chorar com a saga dos meus personagens

Aprendi a beijar, me apaixonei por um príncipe e nunca parei de estudar.

Planejei minha vida como se planeja um sonho.
Realizei o curso de magistério, lecionei em escolas distantes. Aprendi com os alunos e juntos deles errei também. Dei cabeçadas por amar demais e nunca deixei de sonhar.

Sempre fui uma boa filhe e dedicada. Namorei direitinho. Muito bem comportada.
Aos 21 anos me casei. Toda de branco, com véu e grinalda. Repleta de planos futuros, formada há pouco tempo como professora e abarrotada de motivação e criatividade.

Aos 24 anos ganhei o maior presente que uma mulher imagina ganhar. Dei à luz a minha princesa, minha pedra preciosa, razão do meu viver.
Aos 28 anos ingressei na Universidade. Precisa continuar os meus estudos. O meu instinto me chamava. Cursei a Pedagogia nos quatro anos, dentro da PUC Central, um prédio tombado, hoje um dos Patrimônios Históricos da cidade de Campinas.

Regressei ao mercado de trabalho e viajei pelos quatro cantos do país formando alunos e educadores. Entre Bagé e Boa Vista, Caucaia e Rio Branco, Pantanal e Sertão. Sem medo de barco, balsa ou avião.

Conheci lugares distantes, culturas diferentes, linguajar enriquecido, pessoas encantadoras. Conheci o medo, o choro, a saudade e nunca perdi a esperança. Carreguei junto de mim o juízo e a vaidade.

Queria sempre aprender, pois novas surpresas a vida tinha a oferecer.
Um belo dia minha pele começou a mudar de cor e descobri um novo nome no meu vocabulário. Dizer que não ligo? Lógico que ligo. Ganhei uma doença chamada vitiligo.

Dizem que aparece do estresse, da vida louca, dos antepassados. Nãop se sabe ainda. Ela caminha comigo, conhece meus passos, meus caminhos entre voltas e vindas.

Hoje estou com 49 anos e continuo com a alma de menina, perdendo diariamente a cor da minha pele, deixando ir embora à melanina, Esperança eu sempre tenho, apesar dessa sina.
Como nos sonhos de criança, continuo sorrindo , tocando violão e escrevendo um montão. Amo ser mãe, amo ser educadora, amo minha família.

Agora tenho dois bichinhos peludos de quatro patas, que dão mais colorido a minha existência.
Vivo um dia de cada vez. Acredito em Deus meu Eterno Rei.

Sou mulher!
Sou libriana!
Sumareense!
Professora!

Mãe!
Esposa!
Filha!
Cuidadora!

Mulher de sorte?
Não!

Sou a Simone – apenas uma Mulher forte!

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SpheraLiterária #20 – Um Corpo De Mulher, de Fernando Sabino

Livro  inspirado em um fato real que ocorreu com o autor Fernando Sabino e que foi “melhorado” para a ficção ( o que o distingue de uma notícia comum que se passa todos os dias em um telejornal sensacionalista).

Fernando Sabino realmente viu um corpo cair pela janela de um hotel no Rio de Janeiro, onde estava hospedado. Com este fato, criou todo um ambiente para o personagem Jaques Olivério investigar esta morte intrigante ( vale ressaltar que a única passagem verídica é a queda do corpo, no mais, tudo se torna ficção).

Esta mulher foi assassinada? Ela foi jogada? Intrigado, Jaques resolve por conta própria investigar este crime ja que não obtém respostas com as autoridades e a vizinhança.

Esta leitura foi meu primeiro contato com o autor e fiquei fascinada com seu jeito particular de escrita. Toda novela tem como cenário o Rio de Janeiro na década de 40, que reflete ainda as amarguras do período da Segunda Guerra Mundial.

Jaques é um jornalista sem notoriedade em Belo Horizonte. Ele resolve buscar sucesso na Cidade Maravilhosa. O suposto suicídio veio a calhar como um passaporte do anonimato para o sucesso. Ele abandona tudo e se dedica a esta busca, lhe importando somente compreender a identidade desta mulher e os motivos de sua morte.