logo-2x-1

44º Salão Internacional de Humor de Piracicaba – Conheça sua História

De 26 de agosto a 12 de outubro 2017

O Salão Internacional de Humor de Piracicaba surgiu em 1974, em meio à ditadura militar, como uma iniciativa corajosa de um grupo de piracicabanos – jornalistas, artistas e intelectuais – que costumavam se reunir num conhecido bar da cidade chamado Café do Bule.

Tudo começou com a ideia de inserir uma mostra de humor gráfico dentro do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba. A partir daí, esses piracicabanos partiram para uma viagem com destino ao Rio de Janeiro, no ano de 1972. Na capital carioca, Alceu Marozzi Righeto, Adolpho Queiroz e Carlos Colonnese, estabeleceram contato com o jornal “O Pasquim” e apresentaram o projeto ao cartunista Jaguar, que aprovou a iniciativa. Por escrito, Jaguar autorizou a cessão de seus originais em poder da Editora Abril, que não atendeu ao pedido e a mostra não aconteceu.

Após este fato, um grupo maior, encabeçado por Luiz Antônio Lopes Fagundes – na época Secretário Municipal de Turismo de Piracicaba – que contava com Alceu, Adolpho, Colonnese, Roberto Antonio Cêra, Ermelindo Nardin e Luis Mattiazzo (Chefe de Gabinete da Prefeitura), apoiado pelo então Prefeito de Piracicaba, Adilson Benedito Maluf, resolveu criar o Salão de Humor de Piracicaba. Alceu e Cerinha convenceram Fagundes a usar uma verba de 10 mil cruzeiros – a princípio destinada ao Salão de Fotografia – para a organização do I Salão de Humor de Piracicaba.

charge-1-lugarPara tal, teriam que voltar ao Rio de Janeiro e convencer os editores do “O Pasquim” a participarem do empreendimento. Seguiram viagem com a convicção que iam conseguir o seu objetivo. Depois de muita estrada, conversas, confusões e garrafões de pinga, os jovens que desejavam criar, numa cidade do interior de São Paulo, um Salão de Humor Gráfico que mais caberia em uma cidade grande, conseguiram o apoio de Jaguar, Millôr Fernandes, Paulo Francis e Zélio Alves Pinto.

A partir daí, teve início a grande amizade entre Piracicaba e os cartunistas mais festejados do Brasil e no ano de 1974 foi realizado o I Salão de Humor de Piracicaba, com a participação de Millôr, Ziraldo, Zélio, Jaguar, Fortuna e Ciça.

Em pleno regime militar, com o receio de ter suas portas lacradas no primeiro dia, o Salão ultrapassou todas as expectativas iniciais. Ninguém imaginaria que a partir da terceira edição, o evento se tornaria internacional, transformando Piracicaba em uma espécie de capital do humor para a qual anualmente tem os olhos de artistas do mundo inteiro voltados para si.

1-caetano_cury_nardi_-_brasil01Conhecidos cartunistas brasileiros contribuíram para a transformação do Salão de Piracicaba num dos mais importantes encontros do humor gráfico do Brasil e exterior, entre eles: Ziraldo, Fortuna, Millôr, Zélio, Henfil, Jaguar, Luis Fernando Veríssimo, Paulo e Chico Caruso, Miguel Paiva, Angeli, Laerte, Glauco, Edgar Vasques, Jaime Leão, Gual e Jal.

Realizado a 44 anos e considerado um dos Salões mais importantes do mundo no universo das artes gráficas, continua cumprindo seu papel na valorização da arte do desenho de humor: um espaço de reflexão e fruição do belo, revelando talentos, mostrando os profissionais consagrados e resgatando autores e obras históricas.

 

Cinema

[SC] Lançamentos da Semana – 22/06/2017

Mais uma semana com estreias de filmes fantásticos. Fiquem atentos ao filme The Circle.. ele promete!!

 

O Círculo (The Circle, James Ponsoldt, EUA)

Bruxarias (Brujerias, Virgínia Curiá, Espanha)

Meus 15 anos (Maurício Eça, Brasil)

Na Vertical (Rester vertical, Alain Guiraudie, França)

Kiki – Os Segredos do Desejo (Kiki – El Amor Se Hace, Paco León, Espanha)

Frantz (François Ozon, França, Alemanha)

Divinas Divas (Leandra Leal, Brasil)

22

Mulher do pai (Cristiane Oliveira, Brasil)

Ao cair da noite (It comes at night, Trey Edward Shults, EUA)

Na Mira do Atirador (The Wall, Doug Liman, EUA)

Garota Ocidental – Entre o coração e a tradição (Noces, Bélgica, França, Luxemburgo, Paquistão)

 

 

arte_OCorcundaNeNotreDame_bolso

[SL] O Corcunda de Notre Dame | Clube de Leitura e Escrita (Maio/2017)

O nome original deste livro é Notre-Dame de Paris e foi  escrito em homenagem ao aniversário de Notre Dame.

Tudo se passa na Paris da segunda metade do século XV, um período medieval, durante o reinado de Luís XI (época em que a cidade é tomada por ciganos, artistas de rua, mendigos, etc.) e as construções são góticas, e as vielas estreitas.  Victor Hugo critica e ironiza a justiça, critica as desigualdades e as penalidades, o autoritarismo e o clero. Fala do perigo das generalizações e fala de preconceitos.

O ano é 1482 e não existe um personagem principal, como pode sugerir o título, mas vários. O Corcunda de Notre Dame nos fala não só do corcunda Quasímodo, mas também da cigana Esmeralda, do poeta pobretão Gringoire, do capitão mau caráter Phoebus e, principalmente, do arquidiácono Claude Frollo.

O livro tem personagens bem marcantes e bem construídos. Como é de praxe nas obras de Victor Hugo, este livro é recheado de passagens filosóficas, históricas e uma detalhada descrição da arquitetura tanto da catedral como da cidade na época, não searte_OCorcundaNeNotreDame_bolso esquecendo dos personagens, desde os pedintes e ciganos até o rei e a nobreza, que eram destaque nesse tempo. São  capítulos inteiros descrevendo a cidade ou a catedral, e ele interrompe  a história para explicar como funcionavam as coisas na época em questão (o que pode ser cansativo para alguns leitores). 

O Corcunda de Notre Dame fala de amor, de amores, dos vários tipos de amor. Fala do amor de mãe, eterno, único, incondicional, o maior de todos. Fala do amor de um filho renegado para com o pai que o criou. Fala de amor romântico, utópico, sonhador e cego. Fala de amor não correspondido e como cada um reage diferente a ele. Fala do amor obsessivo, cruel, do amor que não é amor. Fala do amor entre irmãos, de compaixão e do amor desprendido, do amor que não quer nada em troca, que deseja a felicidade do outro acima de tudo.

quasimodoNesse contexto vivem Esmeralda, uma linda cigana que ganha a vida fazendo apresentações de dança nos espaços públicos; o arcediago Claudio Frollo que adotou Quasímodo, um rapaz coxo, corcunda e caolho, que ficou surdo de tanto tocar os sinos da catedral de Notre-Dame. Ao ver Esmeralda dançar na rua, Claudio Frollo se apaixona por ela, de maneira possessiva e violenta. Quasímodo também se apaixona por Esmeralda, mas de maneira platônica e inocente. Porém, a jovem gosta mesmo é de Febo, um membro da guarda real que já está comprometido e tem apenas a intenção de se aproveitar dela. Resumindo a estória, Esmeralda é acusada de uma tentativa de assassinato da qual ela é inocente. Para impedir a morte dela, Quasímodo a leva para a catedral de Notre-Dame, local que não poderá ser violado pela justiça. Porém, as coisas fogem ao controle e muita coisa vai rolar envolvendo esses personagens.

Victor Hugo é extremamente detalhista, especialmente na primeira metade do livro. Ele fala de arquitetura, de como ela era uma forma de se contar e de se registrar uma história, ou a História. Descreve a catedral, as ruas e os prédios de Paris minuciosamente.

Eis um grande passaporte cultural que não pode ser esquecido nas estantes.

Conheça uma animação em 3D que mostra esta Paris medieval.

 

paris

[SL]Clube de Leitura e Escrita – Abril: Paris é uma festa – Ernest Hemingway

Oi gente!!

Encerramos no mês de abril a leitura de Paris é uma festa. Foi muito gratificante a companhia de vocês e todas as dicas que recebemos para nosso clube de leitura. O livro escolhido para o mês de maio é O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo.

Dando continuidade à renovação da identidade visual das obras de Ernest Hemingway, o livro Paris é uma festa é relançado no Brasil, um dos principais livros de sua carreira. Segundo título mais vendido do autor no Brasil, foi publicado pela primeira vez em 1964. O livro revela um Hemingway diferente. Em Paris, aos 22 anos, ele lê, pela primeira vez, clássicos como Tolstói, Dostoievski e Stendhal. Convive com Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, figuras polêmicas e encantadoras para o jovem autor. A cidade e esses “companheiros de viagem” deram-lhe nova dimensão do humano e maior sensibilidade para alcançar os seus dois objetivos primordiais na vida: ser um bom escritor e viver em absoluta fidelidade consigo próprio. Há, em Paris é uma festa, momentos de suave melancolia, alternados com outros de cortante, quase selvagem crueldade.

images

[SG] SpheraBoards – Jogos Cooperativos

 

Fala pessoas, Laíse do Boards e books (B&B) de volta pra falar mais sobre Jogos de Tabuleiro, e hoje é dia de TOP 5! Muitos conhecem os clássicos jogos de guerra, ou até mesmo os jogos 1X1 como o xadrez e os investigativos detetive e Scotland Yard, todos eles competitivos. Mas claro Laíse, jogos não são feitos para serem competitivos…? Não necessariamente!

Nesse TOP 5 mostrarei para vocês meus boards cooperativos favoritos. Mas antes, vamos a uma resumida explicação do que são os Jogos de Tabuleiro cooperativos. Nestes os jogadores trabalham juntos para atingirem um objetivo em comum, a cooperação toma o lugar da competição e tipicamente os participantes jogam contra o jogo em si ao invés de uns contra os outros…Então, vamos ao Ranking?!!

 

Lugar – Elder Sign

Elder Sing Um jogo da linha especial para os fãs de Lovecraft! É um jogo de dados sobre intrigas sobrenaturais, criado por Richard Launius e Kenvin Wilson, para 1 a 8 jogadores. Os Jogadores assumem o papel de investigadores correndo contra o tempo para evitar o eminente retorno de O Antigo. Os investigadores devem colocar em teste sua sanidade e energia enquanto se aventuram para encontrar os Sinais Antigos (Elder Signs), os símbolos místicos usados para selar O Antigo e ganhar o jogo.

Para localizar os Elder Signs, investigadores devem suportar as aventuras no museu e seus arredores. Uma mecânica de contagem regressiva faz com que O Antigo apareça caso os investigadores não sejam rápidos o suficiente. Se isso acontecer, os investigadores deverão lutar contra O Antigo e não será uma batalha fácil.

O jogo dura de 60 a 120 minutos e é de fácil assimilição, contando com a clássica mecênica geralmente presente nos cooperativos: personagens com habilidades individuais. Não subiu muito no ranking, pois o fator sorte presente na rolagem de dados pode ser um fator determinante para a frustração de alguns jogadores.

 

Lugar Zombicide: Black Plague

 Zombicide Black Plague

Lançado aqui no Brasil em 2016 pela Galápagos Jogos, Zombicide: Black Plague leva o apocalipse zumbi para um cenário medieval! Os poderes arcanos dos Necromantes desencadearam uma invasão de zumbis na idade das espadas e feitiçaria, e cabe ao grupo de sobreviventes ficarem vivos, ter de volta o reino e punir os responsáveis pelo Apocalipse!

Os jogadores podem assumir o controle de paladinos, anões, cavaleiros e magos, empunhando espadas poderosas, bestas e, até mesmo, magias para derrotar as hordas de zumbis e seus senhores Necromantes. Black Plague é uma adaptação do já conhecido Zombicide, porém suas regras clássicas foram renovadas, mantendo a ação ininterrupta, clima tenso e fácil aprendizado.

 

Lugar – Eldritch Horror

Eldrith Horror

Pode parecer redundante, mas sim, sou fã de Lovecraft, e lógico, dos jogos que trazem seus mitos. A linha de jogos inspirados nos mitos de Lovecraft é vasta e nos trazem suas histórias com todo o clima sombrio e estranho, característico do escritor. Eldritch Horror é um irmão moderado do Elder Sing, já mencionado anteriormente, e possui total imersão nos escritos de Lovecraft, as cartas que compõem o jogo contém, muitas vezes, trechos dos próprios contos e mitos. Um universo inspirador que promete muitas horas de diversão. Muito mais desafiador  que o Elder Sing, mas talvez não tão rápido, e não tem a sorte como fator tão determinante.

Lugar – Robinson Crusoé: Adventure on the Cursed Island

Robinson Crusoe

Já mencionei ele em um dos TOP 5 aqui do Sphera, mas preciso falar de novo. Robinson Crusoé: Adventure on the Cursed Island, criado por Ignacy Trzewiczek, transporta os jogadores para uma ilha deserta, onde eles serão os sobreviventes de um naufrágio confrontados por uma aventura extraordinária. Os jogadores serão confrontados com os desafios da construção de um abrigo, encontrar comida, lutar contra animais selvagens, e se proteger das mudanças climáticas. Construção de muros em torno de suas casas, a domesticação de animais, a construção de armas e ferramentas e muito mais esperam por eles na ilha. Os jogadores decidem em qual direção o jogo vai se desenrolar e – depois de várias semanas de muito trabalho no jogo – como será sua adaptação na ilha. Este é um jogo cooperativo de 1 à 4 jogadores. O mais interessante, é que no modo solo o jogador pode controlar o cachorro e o Sexta-Feira, personagens icônicos do livro!

 

Lugar – Pandemic

Pandemic

Lógico, não posso deixar de falar do meu xodó, e colocá-lo em primeiríssimo lugar!!! Em Pandemic, várias doenças virulentas eclodiram simultaneamente em todo o mundo! Os jogadores combatem a doença, assumindo o papel de especialistas cuja missão é tratar os focos enquanto pesquisam a cura para cada uma das quatro pragas.

O tabuleiro do jogo mostra vários grandes centros populacionais na Terra. Em cada turno, um jogador pode utilizar até quatro ações para viajar entre cidades, tratar populações infectadas, descobrir uma cura, ou construir uma estação de pesquisa. Tomando um papel único dentro da equipe, os jogadores devem planejar a sua estratégia para combinar suas forças de especialistas, a fim de curar as doenças. Se uma ou mais doenças se espalha além da recuperação ou se decorrido muito tempo, todos os jogadores perdem. Se curarem as quatro doenças, todos eles ganham! Nunca pensei que um jogo sobre medicina e ciência seria tão divertido, mas não canso de jogar o Pademic…É sempre uma experiência diferente!

 

Esse foi nosso terceiro TOP 5! Quem quiser mais, diz ai o que deseja ver por aqui! E não esquece de me acompanhar nas redes sociais, tamo junto!! E vamo que vamo!!

 

Laíse Lima – Boards e books

Acompanhe pelas redes sociais:
Fanpage Boards e books – boardsebooks
Oficinas Lúdicas – oficinasludicas
Twitter: @lailima19
Instagram: @lailima19
Ludopedia: lailima19
Snapshat: lailima19
Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/1236487

WAYNE_DE_GOTHAM_1380735288P

[SL] Vídeo Resenha: Wayne de Gotham – Tracy Hickman

Olá, eu sou a Lia do Canal Lia o Livro e trago a resenha do livro  Wayne de Gotham, de Tracy Hickman.

 

Sinopse:  Por trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado.

É quando ele descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960 e dos outros quadrinhos. Um olhar imaginativo sobre o lado humano de um super-herói icônico.

“A verdade pode ser uma fera terrível, jovem Bruce.”

Não deixe de me seguir nas redes sociais:

Blog: http://liaolivro.blogspot.com.br/
Instagram: @liaolivro
Twitter: @mayumilia
email: liamayumii@gmail.com
caixa postal 81693-cep: 04378-971-São Paulo/SP

amazon_a

[SL] Confira a lista dos livros mais vendidos em Janeiro 2017

Alô, Alô amigos!! Vamos conferir a lista dos livros mais vendidos de Janeiro/ 2017 na Amazon Brasil?

São eles:

Ranking Geral

Lançamentos 2017

HQs e Mangás

Autores Nacionais

Editora Companhia das Letras

Editora Cosac Naify

Editora Intrínseca

Editora Harper Collins

 

 

download

[SL] Vídeo Resenha: Os caçadores de Trolls – Guilhermo Del Toro

Olá amigos do spherageek!!!

Sou o Aelon do canal QG Geek e minha dica para este mês de Novembro  é a resenha do livro “Os Caçadores de Trolls” de Guilhermo Del toro e Daniel Kraus.
Sinopse: 

Jim Sturges é o típico adolescente na cidade de San Bernardino: tem um pai super protetor, um melhor amigo meio desajeitado e uma paixão platônica por uma menina que nem sabe que ele existe. Mas isso tudo muda quando um mistério de décadas ressurge, ameaçando a vida de todos os moradores da entediante cidadezinha. Junto com um grupo de heróis improváveis, Jim terá que enfrentar monstros com um gosto especial por carne humana.  Um livro sobre os medos e criaturas que se ocultam onde menos se espera.

Caso tenham gostado, não se esqueçam de se inscrever no canal e nos seguir nas redes sociais:
beren-and-luthien-wip-2-199x300

[SL] Lançamento Literário: Livro inédito do autor de “O Senhor dos Anéis” será lançado em 2017

Foi assim que nasceu aquela que, para Tolkien, seria a principal história de sua mitologia, quando sua esposa Edith dançou para ele em meio às árvores em plena Primeira Guerra Mundial. Pois justamente marcando o centenário deste fato, a editora britânica HarperCollins anunciou o lançamento para 2017 de uma edição de “Beren and Lúthien”, contendo um compilado das diferentes versões da história que seu criador escreveu ao longo de sua vida.

O livro será lançado exatamente 10 anos depois de “Os Filhos de Húrin” (2007) que, assim como este novo lançamento, foi editado por Christopher Tolkien, herdeiro literário e figura praticamente tão importante quanto o próprio pai da Terra-média. As duas histórias (“Os Filhos de Húrin” e “Beren e Lúthien”), juntamente com o conto de “A Queda de Gondolin” formam os três principais pilares sobre os quais se sustenta O Silmarillion. Sobre isso, Ronald Tolkien afirma na Carta n. 131:

“A principal das histórias do Silmarillion, e que recebe o tratamento mais pleno, é a História de Beren e Lúthien, a Donzela-Élfica. Aqui encontramos, entre outras coisas, o primeiro exemplo do motivo (que se tornará dominante nos Hobbits) de que as grandes políticas da história mundial, ‘as rodas do mundo’, são frequentemente giradas não pelos Senhores e Governantes, ou mesmo os deuses, mas pelos aparentemente desconhecidos e fracos – devido à vida secreta que há na criação, e à parte incompreensível de toda a sabedoria, exceto a do Um, que reside nas intrusões dos Filhos de Deus no Drama. É Beren, o mortal proscrito, que é bem-sucedido (com o auxílio de Lúthien, uma simples donzela, mesmo que uma elfa pertencente à realeza) onde todos os exércitos e guerreiros falharam: ele penetra na fortaleza do Inimigo e arranca uma das Silmarilli da Coroa de Ferro. Dessa maneira, ele obtém a mão de Lúthien e o primeiro casamento de mortal e imortal é realizado.”

J. R. R. Tolkien – Carta para Milton Waldman, 1951

O novo livro, editado por Christopher Tolkien (que completa seus 92 anos de idade em novembro), terá ilustrações de Alan Lee e está previsto para ser lançado em maio de 2017 (a livraria Amazon registrou a data de 04 de maio, bem como um total de 304 páginas e preço de £20.00). Segundo o comunicado da HarperCollins, encaminhado por seu funcionário David Brawn, Christopher Tolkien…

… Tentou extrair a história de Beren e Lúthien do trabalho abrangente em que foi incorporado; mas esta história foi ela mesma se alterando conforme se desenvolviam novas associações com a história maior. Para mostrar um pouco do processo pelo qual esta lenda da Terra-média evoluiu ao longo dos anos, ele contou a história através das próprias palavras de seu pai, entregando, em primeiro lugar, a sua forma original, e, em seguida, passagens em prosa e verso a partir de textos posteriores que ilustram a narrativa conforme foi sendo alterada. Apresentados em conjunto pela primeira vez, eles revelam aspectos da história, tanto no evento quanto na imediação narrativa, que foram posteriormente perdidos.

Os leitores ao redor do mundo, ao verificar que será lançada uma “forma original”, como dita acima, começaram a se perguntar se isso queria dizer que o livro seria construído da mesma forma que seu antecessor “Os Filhos de Húrin”, ou seja, uma única narrativa sequencial. Segundo os tolkienistas Christina Scull e Wayne G. Hammond, no entanto, não seria esse o caso. Eles entendem que “forma original” presumidamente é “a versão mais antiga que sobreviveu, escrita a tinta sobre a versão a lápis que Tolkien escreveu primeiro, em The Book of Lost Tales [O Livro dos Contos Perdidos], como sendo o The Tale of Tinúviel [O Conto de Tinúviel]. Este evoluiu conforme o legendário cresceu, como relatado em vários volumes do The History of Middle-earth e descrito em pormenores no nosso J. R. R. Tolkien Companion and Guide”.

O novo livro é mais uma importante peça para todos os leitores sérios de J. R. R. Tolkien: reflete um acontecimento real de sua vida com Edith que originou a principal lenda de sua mitologia; mostra as diversas versões do processo evolutivo da história; é uma edição de Christopher Tolkien que, apesar da idade avançada, ainda trabalha firmemente nos escritos de seu pai.

52878_w840h0_1476976217senhor-dos-aneis

Para nós, que sempre queremos nos aprofundar cada vez mais no Legendário de Tolkien, resta agora a esperança de vermos, quem sabe num futuro próximo, também uma edição exclusiva para o conto que falta; aliás, o primeiro que foi escrito dentro de sua mitologia: A Queda de Gondolin.

É cedo para palpites, mas algo me diz que Ronald Kyrmse irá traduzir este “Beren and Lúthien” e esse lançamento virá para o Brasil…

Fonte: Tolkien Brasil

maxresdefault

[SG] SpheraBoards: Citadels

 

Hello pessoas!

Olha eu aqui de novo, Laíse Lima do Boards e books! Depois do primeiro post de apresentação da Sphera Boards- já foi lá ver? Vamos começar já falando do que interessa…Jogos, jogos, jogos…. Esse é nosso primeiro Review. Eu não poderia começar com outro jogo, que não um dos meus xodós! Sem mais enrolação, vamos nessa!

Ps: No final de cada review você verá as conclusões finais com minhas opiniões sobre o jogo e mais lugares onde buscar informação sobre eles.

Ficha Técnica:

Editora: Fantasy Flight Games

Edição Brasileira: Galápagos Jogos

Numero de Jogadores: 3-8

Tempo de Jogo: 1:30 em média

 

História:

Em Citadels, cada jogador governa uma cidade e busca fazê-la prosperar com a construção de novos distritos. A partida termina assim que um dos jogadores constrói seu oitavo distrito, e o vencedor é aquele cuja cidade vale mais pontos. No entanto, construir a cidade mais impressionante não é uma tarefa fácil. Somente influenciando nobres, comerciantes e outros personagens poderosos do reino é que você vai alcançar sucesso.

 

Turnos do Jogo:

Escolha dos Personagens: O jogador que possui a Coroa (ou seja, o jogador inicial), neste turno, pega o Baralho de Personagens, olha as cartas e secretamente escolhe um dos personagens disponíveis (a depender do número de jogadores, alguns personagens aleatórios nãos estarão disponíveis no início de cada rodada). A seguir, este jogador passa as cartas de personagem restantes para o jogador à sua esquerda que, também secretamente, escolhe uma carta e passa as cartas restantes para o jogador à sua esquerda e assim por diante. Este processo continua até que todos os jogadores tenham escolhido uma carta do Baralho de Personagens. Após o último jogador ter escolhido sua carta, sempre sobrará uma que será colocada, pelo último jogador a escolher seu personagem, no centro da mesa com a face virada para baixo.

Cada personagem exerce um papel (tem uma habilidade específica) no jogo. Segue abaixo a especificação dos personagens do jogo base:

Ps: Existe, já incluso na versão brasileira, a expansão “Cidade Sombria” que inclui outros personagens que substituem os do jogo base e outras cartas de distrito.

Assassino: Anuncia o título de outro personagem que deseja matar. O jogador cujo personagem foi assassinado não deve dizer nada e deve permanecer em silêncio quando o personagem assassinado for chamado para realizar seu turno. O personagem assassinado perde seu turno.

Ladrão: Anuncia o título de outro personagem de quem deseja roubar. Quando o jogador que possui este personagem é chamado para realizar seu turno, o Ladrão rouba todas as suas moedas de ouro imediatamente.

Mago: A qualquer momento durante seu turno, pode trocar todas as cartas da sua mão com as cartas da mão de outro jogador ou colocar qualquer quantidade de cartas da sua mão embaixo do Baralho de Distritos, com as faces viradas para baixo e comprar a mesma quantidade de cartas do topo do Baralho.

Rei: Recebe uma moeda de ouro para cada distrito nobre (amarelo) em sua cidade. Quando o Rei é chamado, imediatamente recebe a Coroa. Agora, você será o primeiro jogador a escolher seu personagem na próxima rodada.

Bispo: Recebe uma moeda de ouro para cada distrito religioso (azul) em sua cidade. Seus distritos não podem ser destruídos pelo Mercenário.

Comerciante: Recebe uma moeda de ouro para cada distrito comercial (verde) em sua cidade. Após realizar uma ação, você recebe uma moeda de ouro adicional (sim, simplesmente por ser o comerciante…. o cara é mais ladrão do que o ladrão).

Arquiteto: Após realizar uma ação, compra duas cartas de distrito adicionais e coloca ambas em sua mão. Pode construir até três distritos durante seu turno (pela regra só pode ser construído 1 distrito por rodada, o arquiteto é a exceção).

Mercenário: Recebe uma moeda de ouro para cada distrito militar (vermelho) em sua cidade. Ao final de seu turno, pode destruir um distrito à sua escolha pagando uma moeda de ouro a menos que o custo do distrito.

Realizando as Ações: Uma vez que todos os jogadores escolheram uma carta de personagem, o jogador com a Coroa chama o nome dos personagens, um por vez, de acordo com a ordem numérica de classificação. “Assassino” (1), depois o “Ladrão” (2) etc.  Quando o nome da sua carta de personagem é chamado, você deve revelar sua carta de personagem, e começa seu turno.

imagesEm seu turno, primeiro você deve realizar uma ação e depois você pode construir uma carta de distrito. Você deve fazer uma das seguintes ações: Pegar duas moedas de ouro do banco ou pegar carta de distrito do Baralho de Distritos.

Feito isso, você pode construir uma Carta de Distrito, ou seja, colocar a carta da sua mão sobre a mesa. Para tanto, você deve pagar o custo do distrito em moedas de ouro para o banco. Se preferir, você pode não construir uma carta de distrito. O custo em ouro para construir uma carta de distrito equivale à quantidade de moedas de ouro localizadas na parte superior da carta. Não se pode ter dois distritos iguais na mesma cidade.

Vence o jogador com o maior número de pontos. Em caso de empate, o jogador com a maior quantidade de moedas de ouro vence a partida.

 

Estatísticas do Jogo:

- Apelo a não boardgamers (alto): Ele é um jogo que agrada a praticamente todo mundo, sério!!!! Inclusive aos gamers que gostam de jogos pesados e looooongos. O Citadels agrada por poder ser jogado entre uma partida leve e outra mais pesada. Quanto aos “não boardgamers”, é um jogo ideal para quem está começando agora. Simplesmente o pessoal vicia (isso aconteceu no grupo que eu iniciei, virou o vício da galera). Um card interativo, dinâmico e simples, muito bom pra relaxar e rir (principalmente quando marcam alguém e essa pessoa é alvo do assassino o tempo inteiro… rsrsrs tem dessas).

- Complexidade (baixa): Simples, extremamente simples. O mais complexo pra o pessoal que começa a jogar é lembrar a ordem dos personagens e no que isso pode influenciar em ações no decorrer do jogo, mas depois de um tempo isso fica automático.

- Independente de idioma (sim): Se você comprar a versão internacional não. Ele tem texto nas cartas de personagem e em algumas cartas de distrito (que são ocultas), então tem que saber inglês (um inglês básico dá pra o gasto). Mas já tem versão nacional.

            – É achado no Brasil?? (sim): O Citadels foi lançado pela Galápagos jogos e pode ser adquirido no site da própria editora. Ele também pode ser encontrado em algumas grandes livrarias como a Cultura e em lojas especializadas em Board games e geeks.

            -Preço (relativamente baixo): Super acessível. Ele não sai por mais de R$100,00 se você souber procurar direitinho, principalmente se for usado.

-Opinião: É um jogo que cativa pela simplicidade e habilidades diferentes de personagens. Não enjoa fácil pela boa rejogabilidade, além de ser muito interativo. Enfim, um dos preferidos da galera aqui.

 

Links relacionados ao jogo:

Site da Galápagos Jogos: http://www.galapagosjogos.com.br/

Vídeo explicativo do Nerds Overview: https://www.youtube.com/watch?v=xIZMhcVQmpU

Vídeo explicativo do Aboardgames: https://www.youtube.com/watch?v=6jhgnBkCpYg

 

Laíse Lima – Boards e books

 

Acompanhe pelas redes sociais:

Fanpage Boards e books – boardsebooks

Oficinas Lúdicas – oficinasludicas

Twitter: @lailima19

Instagram: @lailima19

Ludopedia: lailima19

Snapshat: lailima19

Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/1236487

A_ILHA_1349319331B

[SL]: Vídeo Resenha A ilha – Aldous Huxley

Olá amigos do Sphera,

Eu sou a Lya do Canal Lia o Livro (youtube) e trago para hoje a vídeo resenha de A Ilha, do escritor Aldous Huxley.
Neste seu último romance, datado do início dos anos 60, Aldous Huxley volta a falar de uma sociedade idealizada, como fizera em ‘Admirável Mundo Novo’, escrito três décadas antes. Em vez de situar seus personagens em um futuro sombrio, dominado pelo consumo e por sofisticados mecanismos de controle social, o autor elegeu uma fictícia ilha como palco de uma civilização que persegue serenamente a felicidade. Lá a autopia da existência plena é possível, e esse é o grande tema da discussão proposta nesta obra de Huxley.

Aldous Leonard Huxley nasceu em 26 de julho de 1894, na Inglaterra. Em 1916, publica seu primeiro livro, uma coletânea de poemas. A partir de 1921, sua reputação literária se estabelece, através de Crome yellow. Em seguida, escreve Antic hay (1923), Folhas inúteis (1925) eContraponto (1928), sátiras onde analisa de modo espirituoso e implacável os dissabores do mundo moderno. No período anterior à Segunda Guerra Mundial, sua obra adquire tons mais sombrios, incluindo o célebre romance Admirável mundo novo (1932), antiutopia que descreve a desumanizada sociedade do futuro, e Sem olhos em Gaza (1936), uma novela pacifista. Em 1937, deixa a Europa e se muda para a Califórnia. Além de ensaios sobre assuntos tanto culturais quanto religiosos, em que se nota a forte influência da mística oriental, Huxley publicou O tempo deve parar (1944), O macaco e a essência (1949), A ilha (1962) e As portas da percepção (1954), onde descreve suas experiências com a mescalina. Aldous Huxley faleceu em 22 de novembro de 1963, curiosamente mesmo dia do assassinato de John Fitzgerald Kennedy.

Título: A ilha           Autor: Aldous Huxley
Editora: globo        Ano: 1980
Páginas: 404          Edição: 1

Dê uma passadinha lá nas minhas redes sociais:

Blog: http://liaolivro.blogspot.com.br/
Siga-me: http://instagram.com/liaolivro/
Twitter: @mayumilia
email: liamayumii@gmail.com
caixa postal 81693-cep: 04378-971-São Paulo/SP

download

Dobradinha Literária : A Galinha Degolada – Horácio Quiroga

O  uruguaio Horácio Quiroga (1879-1937) teve uma vida marcada por várias tragédias sempre ligadas ao suicídio, desde seu pai a suas filhas e também não traz em sua história de vida grandes romances que deram certo.

A Galinha Degolada e outros contos — é lançada em conjunto com Heroísmos (Biografias exemplares), publicados como um único livro de bolso pela L&PM Pocket. É uma seleção de seis contos e de alguns artigos escritos pelo autor em uma revista portenha.  Justamente neste conto (que leva o mesmo nome do livro) podemos conhecer as características que mais perseguem o autor uruguaio, lembrando em muito suas tragédias pessoais.